Olá, Amigos e Amigas do Cantinho Azul!
Iniciamos hoje uma nova fase da comunicação que temos vindo a estabelecer. É verdade! Até aqui, transmitimo-vos as mensagens a que chamámos Uma Mão Cheia de Pérolas…
Temos, agora, para vos oferecer, as Pérolas Raras! Estas Pérolas foram trazidas uma a uma, cada qual acompanhada de uma gravura, pelos Mestres que se auto designaram Amigos Multi. Sentimo-nos honrados e abençoados por expô-las perante vós. Antes, porém, permitam-nos transmitir as palavras de apresentação do grupo:
Olá, nós somos o Grupo Multi!
Somos muitos. Estamos em vós. Somos multidimensionais. Vimos trazer-vos a nossa alegria, o nosso amor, o nosso abraço fraterno, a palavra amiga e o esclarecimento oportuno neste tempo de milagres.
Vimos cumprir um trato que envolve a tomada de consciência de muitos e muitos seres humanos.
Vimos pegar na vossa mão e conduzir-vos pelos caminhos floridos que terminam exactamente onde se abre o Portal da Ascensão. Até aqui vos conduzimos - entrar, ou não, depende da vossa decisão, pois…
… A aventura continua!
Cruzando os mares do tempo e do conhecimento, fomos recolhendo do mais profundo de nós as Pérolas Raras que agora vos oferecemos - elas funcionarão como pequenas bolas de cristal, como indicadores luminosos que marcam o caminho que vos permitirá que se reencontrem no Universo, que se sintonizem e integrem no Todo.
Estas Pérolas são mais polidas, mais brilhantes e valiosas do que as que até aqui vos oferecemos: destinam-se a quem quer compreender um pouco mais do outro lado da vida, ligando-se à percepção e compreensão do que se faz por cá. São mais profundas, porque se atrevem a dar uma explicação mais ampla da vossa ligação a vós mesmos e ao Todo; são mais brilhantes, porque tornam mais claras algumas situações que vivenciam e para as quais não encontram lógica; são mais valiosas, porque tiveram origem no leito escondido dos oceanos da Vida.
Convidamo-vos a ler, meditar, interiorizar e guardar com desvelo, como jóias preciosas que são, as páginas que irão sendo trazidas ao vosso conhecimento – elas ajudar-vos-ão a processar sem sobressaltos a vossa Integração no Todo.
Amigos Multi
ESCUTA-TE E DESCOBRIRÁS O TEU CAMINHO!
- Quando não sabemos para onde vamos, como poderemos descobrir o caminho? Queres descobrir o teu caminho?
- O meu caminho? O meu caminho para onde? Sim, porque presumo que não estão a falar do meu caminho para a escola, ou para o emprego, ou para a casa dos meus melhores amigos…
- Não, de facto não estamos.
- Bem me parecia. Mas, afinal, que caminho e para onde? Agora conseguiram baralhar-me as ideias. Estava eu tão tranquila da minha vida, sem pensar em nada… mas, espera lá… com quem estou eu a falar? Meu Deus, agora dei para falar sozinha!!!
- Não, não estás a falar sozinha. Estás a falar connosco e contigo… calma, eu explico: Nós somos os teus Amigos Multidimensionais, aqueles a quem chamas anjos, mestres, guias, santos, espíritos, almas, sei lá eu que mais… e o “tigo” – com-tigo – és tu própria, na tua dimensão mais elevada com acesso directo à tua energia terrena.
- Espera lá, isto não pode estar a acontecer! Eu devo estar a sonhar, ou, quem sabe, tenho um febrão e estou a delirar… preciso de ir beber um copo de água e voltar à realidade.
- Esta é a tua realidade! Esta é a forma real de comunicação entre as várias dimensões da tua realidade. Nós somos reais!
- Santo Deus! Oiço vozes dentro da minha cabeça, não vejo ninguém, não oiço com os meus ouvidos e estou a manter um diálogo coerente… não, não pode ser coerente! Nada disto faz sentido! E, ainda por cima, falam-me em várias dimensões da minha realidade… céus, agora estou a ficar curiosa! E, curiosamente, mais calma… até parece que alguém derramou sobre mim um perfume calmante. Sinto-me bem, e acho que não me vai fazer mal nenhum continuar a conversar… meu Deus, conversar! … convosco e… comigo – mais estranho ainda!
- Tens razão, não vai fazer-te mal. Amamos-te e nada faríamos que não fosse, ou que não seja, para o teu maior bem. Vamos começar por esclarecer algumas das tuas muitas dúvidas, para podermos estabelecer uma plataforma de comunicação. Descontrai, aceita a nossa voz, aceita a nossa existência, abre o teu coração à nossa presença energética…
- Presença energética? O que é isso?
- Bem, já deu para perceber que não temos corpo físico, não deu? No entanto, estamos a comunicar… de forma energética! Isto quer dizer que somos constituídos de energia, algo assim como a luz, o som, o vento… Não nos vês, não nos tocas, mas sentes o efeito da nossa presença. Muito mal comparado, nós somos como o cheiro do perfume… entendes?
- Mais ou menos. Mas por que é que dizes “somos”? Quantos são vocês?
- Somos um grupo que vibra na mesma energia, numa frequência vibratória compatível, e temos tarefas complementares. Cada um de nós se especializou numa determinada área do conhecimento e da acção – isto, dito de uma forma muito simples. No cumprimento de uma missão especial – como a que agora aqui nos traz –, cada um de nós é necessário e mantém o sincronismo do processo. Não importa quantos somos, pois somos parte do Todo. Cabe-me a mim, hoje, ser o porta-voz do grupo, mas não seria coerente falar só no singular, pois o processo de comunicação é complexo e todos os presentes estão a contribuir para que ocorra.
- Olha lá, e esta “conversa” dentro da minha cabeça não me vai deixar com enxaqueca?
- Não, de forma nenhuma! Para começar, e embora a tua mente não retenha essa informação, estamos aqui porque tu própria nos convidaste…
- Hei! hei! Que conversa é essa?
- É a verdade! A tua alma sentiu que era chegado o momento da aprendizagem e da acção, elevou-se nas dimensões…
- Outra vez as dimensões!
- … elevou-se nas dimensões, em contacto com Deus…
- Nessa, eu não acredito! Não acredito mesmo!
- … e tendo obtido a amorosa aquiescência do Pai/Mãe…
- Pai/Mãe?
- … ou seja, da Fonte da Vida, da Energia Criadora que é, em Si Mesma, a fusão das energias masculina e feminina, Pai/Mãe, portanto… tendo obtido permissão, dizia, enviou o seu pedido de ajuda para o Universo… e aqui estamos nós! Portanto, a tua alma pediu, e a tua alma és tu, e sendo tu, preparou todo o teu sistema físico para este momento. Resumindo: não irás ter dor de cabeça.
- Ainda bem! Mas o que é isso das dimensões?
- Ora bem: se te deres ao trabalho de ler algo sobre física avançada – e digo isto para poderes comprovar através da ciência que o que te vou dizer não é só metafísico – verás que os vossos cientistas já tomam em consideração não só as dimensões comprimento, largura e altura, mas também o tempo. Interceptando estas dimensões, tomam também em consideração a gravidade, e com estes elementos (estas dimensões) desenvolvem fórmulas que tendem a provar que o Universo contém e é formado por comprimento, largura e altura mais n dimensões – o que é uma verdade insofismável! E todas essas dimensões fervilham de vida, direi mesmo de Vida, com V grande, pois na progressão dimensional vão sendo sucessivamente acrescentadas variáveis e elementos muito para além das três dimensões do enquadramento da Terra. Assim é que a Vida tem n formas de manifestação, particularizadas pela frequência vibracional da dimensão em que se situa.
- E o que é que isso tem a ver comigo?
- Tem tudo a ver! Tu estás aqui, no planeta Terra, usando os atributos e o aparelho físico da terceira dimensão, ou 3D, mas não és simplesmente o ser que vês no espelho pela manhã.
- Não sou o quê?
- Não és simplesmente o ser físico, o ser humano que o espelho reflecte. És muito mais do que isso. Como, aliás, todos os outros seres da Criação… Acreditas em Deus?
- Que pergunta é essa? Claro que acredito em Deus!
- E achas que Deus criou um ser tão maravilhosamente complexo como tu, com um corpo que é o instrumento mais fantástico que existe, uma mente capaz de armazenar biliões de dados, com sentimentos, emoções, percepções, afectos e desafectos, experiências e sonhos, com inteligência e poder de decisão, enfim, tudo o que um ser humano é e pode ser, para que tudo isso se esgote no curto período de duração da matéria orgânica de que é feito o corpo?
- Bem, nunca pensei nisso desse ponto de vista…
- Sim, os seres humanos têm tendência a não querer pensar nisso deste ponto de vista, porque a sua razão diz-lhes que há um terminus, mas a sua alma diz-lhes que há uma transição. Então, a razão diz-lhes que tal não pode ser verdade, porque não está provado pela avançada ciência humana; a alma diz-lhes que a ciência humana não conhece tudo – conhece, aliás, uma parte ínfima – e que a ciência divina não necessita de comprovação… mas os humanos estão demasiado condicionados para poderem ouvir e acreditar na alma… então, não pensam no assunto e pronto!
- Voltando ao assunto…
- Voltando ao assunto, digo-te que o corpo que tu tens está para a tua alma como o vestido que vestes pela manhã está para o teu corpo!
- O quê?
- É verdade! Quem tu És, ou seja, o Ser total que Tu És, o Ser que está ligado ao Criador, é imenso e projecta-se em todas as dimensões – ou, se não em todas, em muitas dimensões do Universo. Aqui, no planeta Terra, o Ser que Tu És, e que é energia e luz, não pode interagir com o meio e com os outros seres senão através de um veículo físico, de um corpo dotado das necessárias condições sensoriais, de resistência e de processamento de dados. Então, o teu Ser – melhor dizendo, uma parte do teu imenso Ser – “veste” um corpo quando decide vir à Terra e nela entrar pelo portal sagrado do ventre de uma mulher. Como quem veste um vestido para poder sair de casa.
- Mas, se isso é assim, por que é que eu não tenho nenhuma ideia do que tu estás a falar?
- Já te expliquei sobre as dimensões… sobre a quantidade de “elementos” de que cada dimensão dispõe para se manifestar… lembras-te? Com isso em mente, tenta imaginar-te a sair do Ponto Único da Mente de Deus, da Fonte, à qual ficas ligada pelos fios do Amor Maior, e a atravessar as várias camadas vibracionais – as dimensões – cada vez com menos “elementos”, em consequência, cada vez com menos formas de manifestação, cada vez com vibração mais lenta – mais densas. À medida que vais descendo, vais deixando de dispor de informação relevante, pois não tens “instrumentos” para a processar. Quando chegas à Terra, a mais densa de todas as vibrações, todas as tuas energias se concentram na adaptação ao corpo físico, no seu desenvolvimento, na subsistência, na adequação ao meio ambiente, que sei eu… os teus registos celulares, a tua memória divina, vai esquecendo as tuas vivências anteriores…
- Espera lá, espera lá… vivências anteriores?
- Isso é assunto para uma outra altura. Por agora basta que saibas que a tua memória divina vai-se apagando, como quando se apaga um sonho quando acordas. Contudo, a parte luminosa de ti que ficou ligada à Fonte não esqueceu nada… só que tem grandes dificuldades em fazer-se ouvir por ti – que, aliás, nem sequer acreditas que a tua alma possa falar contigo!
- E pode?
- Pode! Eu Sou a tua Alma, liderando, neste momento, o grupo de Luz e Amor que invoquei!
- Custa a acreditar…
- Eu sei! Vou dar-te outro exemplo do mundo físico para te ajudar a entender por que é que não te lembras que és um Ser de Luz. Imagina que fazes parte de um grupo de cientistas que estão interessados em estudar o fundo dos oceanos. Então, um belo dia, o Governo decide financiar uma expedição, equipar um barco, e lá vais tu, com o grupo dos teus pares, vogando pelas águas. É claro que tudo exigiu muito estudo, muita programação, muita preparação, muita logística – exactamente como a tua vinda ao planeta Terra. Chegados ao local previamente designado, tendo em vista o objectivo, vais descer às profundezas… mas, para isso, e porque o oceano é um elemento estranho à tua biologia, precisas de colocar um fato de mergulhador (tal qual como precisas de “colocar” um corpo – o corpo adequado à experiência que vais viver – quando decides “mergulhar” na atmosfera da Terra!). Vestes o fato, verificas o equipamento, enganchas o cabo que te manterá em contacto com o navio e o seu pessoal – exactamente como acontece com o grupo de apoio angélico que te ajuda na tua descida à Terra – e mergulhas!
"Antes de mergulhares, tinhas consciência da luz brilhante do sol, da frescura salgada do ar, do cheiro familiar do navio, dos risos e responsabilidades partilhados. À medida que vais descendo nas águas, vais deixando de ver a reverberação da luz solar, vais entrando no frio, no silêncio e no escuro das profundezas. Se desceres o suficiente, começarás a ter a sensação de que o sol é um sonho, o azul do céu e da superfície das águas são uma miragem, risos e gargalhadas invenções da tua imaginação. Se ficares no fundo tempo suficiente, poderás até esquecer o sol, as cores brilhantes, a liberdade de movimentos, a alegria da confraternização… mas, lá em cima, não te esquecem! A parte de ti que lá ficou, a corda vital que te liga ao lugar onde pertences, começa a dar sinais… pequenos puxões que mal sentes, que talvez até ignores, mas que se tornarão mais insistentes à medida que persistires em os ignorar. Lá em cima estão preocupados contigo! De repente, numa tomada de consciência de que é preciso voltar, dás o sinal para te puxarem. Fazes o caminho inverso e vais recuperando, à medida que a densidade das águas é menor, a luz, o calor, os sons, a cor e, finalmente, o sol, o ar, a liberdade, a alegria, o companheirismo, a VIDA!
- Meu Deus, que bonito! Consegui imaginar tudo… e até fazer o paralelismo! Estou admirada comigo mesma! Ainda não compreendo o que se está a passar, mas gosto das explicações e das imagens mentais que… espera lá, eu não tenho nenhuma ideia de imagens mentais… e nem sei de onde me veio a expressão! Eu não sei nada sobre este assunto… a sério, o que é que está a acontecer comigo?
- Meu amor, descontrai… Tudo está bem contigo. De facto, tudo está muito bem contigo. Acontece, somente, que abriste no teu campo energético um canal que permite a nossa comunicação… é como se tivesses ligado o rádio da cozinha e tivesses rodado o botão e sintonizado uma estação que nunca tinhas ouvido antes. Para isso contribuiu uma série de factores, dos quais não são menos importantes o cumprimento do teu contrato de alma…
- O que…
- Mais tarde, mais tarde… depois falaremos sobre isso. Como eu ia dizendo, os factores mais importantes que contribuíram para que este diálogo possa estar a acontecer são: 1) a tua decisão – ao nível da alma –, 2) o amadurecimento das glândulas endócrinas que, no teu corpo físico, fazem a comunicação entre o plano físico e o plano espiritual, e 3) o teu silêncio.
- O meu silêncio?
- Sim, o teu silêncio. Silêncio exterior e interior. Como muito bem disseste no início desta “conversa”, estavas tranquila da vida, sem pensar em nada. Este é um factor muito importante – o silêncio da mente, o não pensar em nada. Quando calas a tua mente, ou seja, quando o teu consciente não presta a mínima atenção ao tagarelar constante dos pensamentos, aí a tua alma pode falar… e tu podes ouvi-la – como está a acontecer agora. E quando escutas a tua alma, escutas-te a ti mesma… e, ao escutares a ti mesma, descobres QUEM ÉS. Sabendo Quem És, sabes para onde vais – e de onde vieste – ou seja, descobres o teu caminho. Simples!
- Ainda não estou em mim!
- Precisamente! Acertaste em cheio!
- Como assim?
- Ao afirmares que ainda não estás em ti, estás a afirmar que o teu Ego, a tua parte humana, racional, ainda não está no controlo. Logo, é o teu Espírito que está no comando. Quando isso acontece, estás em contacto com a tua parte divina, és um Humano/Divino!
- Lá vens tu com outros conceitos que eu não domino!
- Está bem! Não vamos falar mais nisso agora. Estás a ficar fatigada e o teu corpo físico está a reagir ao imenso fluxo de energia que o percorre para facilitar a nossa ligação. A tua mente vai ter muito assunto para se entreter nas próximas horas, ou nas próximas semanas, talvez. Antes de calar a minha/nossa voz, quero pedir-te ainda que retenhas no teu consciente, e pratiques no teu dia-a-dia, o conhecimento que te deixo: ESCUTA-TE E DESCOBRIRÁS O TEU CAMINHO. Agora já sabes do que estou a falar. A Luz e a Paz ficam contigo. E nós, que somos Amor, também!

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