segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Espírito da Lei


 O UNIVERSO CRESCE EM TORNO DAS LEIS DO AMOR.
TU ÉS UM MICROCOSMOS!

 Quando fecho os olhos para tentar ver a verdade nestas afirmações, surge na tela da minha mente (ou será na tela do meu coração… ou da minha alma?) uma paisagem de lezíria, de planície verde-tenro, a perder de vista, salpicada do azul das boninas, do vermelho baloiçante das papoilas, do branco dos malmequeres. Prendo a respiração e tento ver mais além… pesquiso o horizonte azulado e vejo-me a deslizar dentro da planície (ou será a imagem da planície que desliza através de mim?) a uma velocidade incrível. As flores, a relva, a terra tocam-me numa profusão perfumada de carícias; sinto o seu amor, a exalação doce e quente sobre a minha pele, numa afirmação de aceitação e ternura, de integração: sinto-me amada!
Entretida a analisar, ou melhor, a SENTIR esta emoção nova para mim, mal me dou conta de que a tela mudou e estou agora algures num oceano de ondas frescas e verdes. Penetro a água e a água penetra em mim; toco os peixes, o plâncton, os corais, as medusas, as orcas e os golfinhos e sou tocada por eles com suavidade, ternura, alguma surpresa nos olhos arregalados e, sobretudo, com amor. Sinto esse amor como algo físico e, ao mesmo tempo, sublime, terno, profundo e simples: sinto-me amada!
De surpresa em surpresa, vejo-me a adentrar montanhas submarinas, a brincar com vulcões submersos, a jogar às escondidas com golfinhos e gaivotas… Gaivotas? Sim, gaivotas, pois, sem transição, eu estou em pleno ar, deslizando como sopro de brisa, espalhando-me como nuvem soprada pelo vento, enroscando-me ao redor de uma gota de chuva, mergulhando na luz do arco-íris.
Sobem da Terra músicas e perfumes, gritos e risos, o som dos canhões, a língua ardente dos fogos, o choro cadenciado da fome, a alegria das festas, o grito ansioso dos animais que avisam as crias do perigo, o pipilar das andorinhas que fazem a corte às fêmeas, o choro vibrante e irritado dos recém-nascidos, o repenicar de um beijo numa face enrugada, o som da água na cachoeira… e eu sobrevoo todos os sons, todos os cheiros, todas as cores com a paz tranquila das gaivotas… pois eu sei que todos aqueles sons, cheiros e cores pintam a tela da vida, dão-lhe brilho e cor, movimento e significado… sei que a vida se tece de contrastes e que ambas as faces da moeda são manifestações de amor… e sinto-me amada!
De olhos fechados, deixo-me embalar nas asas das gaivotas (ou será do vento suão?) e passo através de bosques e montanhas, picos nevados e florestas impenetráveis… sinto as cócegas da terra, a frescura da neve, o verde acre e curador, o toque macio dos pássaros nos ninhos; sinto o sabor dos frutos verdes e dos maduros e penetro o segredo das sementes; um glaciar preguiçoso conta-me coisas sobre os ciclos da vida e da Terra e uma raposa prateada fala-me dos seus tormentos para alimentar os filhotes enquanto me enrola ao pescoço, num gesto ternurento, a sua longa cauda da cor da neve (gesto “coquette” de mulher para mulher!) – sinto-me amada!
            Seria o sol a brilhar na neve, ou seriam estrelas o que eu via? Acariciando o sentimento de Amor em mim, nem me tinha dado conta de que a tela tinha mudado de novo: eu salto agora de estrela em estrela – eu própria estrela brilhante – num universo leitoso e polvilhado de luz. A cada passo/salto que dou, a estrela em que poiso emite uma nota musical que fica a vibrar atrás de mim e à minha volta, criando a mais espantosa, a mais maravilhosa sinfonia que alguém jamais ouviu. Cada nota musical ressoa em mim, em cada imensa partícula do imenso ser que eu sou… e, reverentemente, devolvo ao universo das estrelas, tocada numa outra oitava, a música que me oferece – faço o contraponto, ensaio a coreografia, sou actor na peça… e sinto-me amada!
Tantas estrelas a brilhar! Tantas constelações à minha frente! Tantos sistemas e tantos sóis! Tantas cores e brilhos! Tantas formas! Não sei onde estou! Há um som ritmado, uma cadência, uma como que música de tambores vigorosamente percutidos… Atónita, dou-me conta de que estou dentro de mim! Passei, sem me aperceber, do infinitamente grande para o infinitamente pequeno! Estou dentro do meu corpo e, do meu microscópico ponto de vista, eu sou um microcosmos. Ou melhor, deste meu microscópico ponto de vista eu sou um Universo – cada órgão é uma galáxia com imensos sistemas, muito ordenadinhos; cada célula é um astro, cada artéria é uma estrada de luz, cada fibra um condutor de energia, cada fluído uma reserva de Amor! Avisto ao longe uma espantosa central eléctrica que emite uma ainda mais espantosa aurora boreal… e sei que é o meu cérebro; há constelações incrivelmente brilhantes… sei que são glândulas. Todo este Universo brilha, e vibra, compõe uma sinfonia de sons, de ruídos, de pausas, sem cessar… sem cessar…
Relâmpagos de luz cruzam o espaço em todos os sentidos e em todas as direcções, a todo o momento.
Marcando o compasso desde o primeiro instante da criação deste Universo, escondido numa catedral de paredes nebulosas, brilha o cronómetro que foi acertado pelo relógio do Criador Maior. Toda esta luz me ofusca; toda a maravilhosa sincronia de funcionamento de tantos astros diferentes que não colidem, antes ajustam as suas órbitas quando há risco de colisão, me infundem um sentimento de profundo respeito e admiração – a ordem coexiste com a diversidade; a adaptabilidade responde ao imprevisto; a precisão impõe-se ao caos!
Vou de surpresa em surpresa: de vez em quando, ondas de luz das mais variadas tonalidades, cores e intensidades percorrem o Universo que observo; vagas de sombra, também. Interrogo-me, quase sem de tal me dar conta, de onde virão, e a resposta ressoa em mim, instantaneamente: são os reflexos dos pensamentos, os produtos da mente, e podem afectar, aliás, afectam a perfeita ordem e harmonia do Universo – de forma positiva, ou de forma negativa!
Eis que uma luz, mais brilhante que todas as outras luzes, uma luz que parece ter vida própria, e perfume, e cor, e doçura, e ternura, e Amor se espalha por cada recanto do Universo. Nem precisei de formular a pergunta: SENTI que o Ser – EU – estava em prece: uma prece de louvor e gratidão para com o Criador da perfeição sob o meu olhar. A Luz que me envolveu, me preencheu, me embalou, era a minha Alma, era EU! Senti-me incondicionalmente amada!
Dos meus olhos fechados – os meus olhos físicos – escorriam lágrimas. O sabor salgado trouxe-me de volta e, lentamente, abri os olhos. Fiquei quieta, sem conseguir pensar… parece-me até que sem conseguir respirar.
Devagarinho, deixo que as imagens se desvaneçam até que se assemelhem a fiapos de nuvens tocadas pela luz do sol poente. Não conseguiria pensar, ou falar, ou escrever se as imagens continuassem vivas em mim: o seu brilho absorveria toda a minha consciência.
Na penumbra da minha humanidade, sinto ainda a voz da minha Alma a segredar: “Porque em Amor procuraste a Verdade, em Amor ela te foi revelada. O Amor é a Lei comum a toda a Criação, em todos os Universos. É uma Lei que tem muitos parágrafos, mas todos eles respeitam o Espírito da Lei! O Legislador Maior enquadrou na Lei o crescimento harmonioso do macro e do micro, rumo à alegria suprema da reunificação com os Seus Filhos.”
Desta vez, fiquei sem fala!

Portas que se abrem...


ASSIM COMO NO UN IVERSO OS BURACOS NEGROS SÃO ENTRADAS PARA OUTROS PLANOS E UNIVERSOS, TAMBÉM NA TERRA EXISTEM PORTAIS VIBRACIONAIS: PROCURA-OS!
  
Os buracos negros têm sido, e continuam a ser, tema de estudo para cientistas e sábios e motivo de controvérsia e descrença, ou só de descrença, para os estudiosos e para os curiosos que se interessam por astronomia e astrofísica.
Numa descrição nada científica e muito sucinta, direi que os buracos negros são corpos celestes que existem no espaço exterior e cuja massa é milhões de vezes (milhões de vezes!) superior à massa do sol do nosso sistema solar. Nestes corpos celestes, a densidade é tão elevada e cria um campo gravitacional tão intenso que todos os corpos ao redor são irremediavelmente atraídos para o seu núcleo e desaparecem – daí o nome de buracos. De um buraco negro nada sai, nem sequer a luz – daí se dizer que é negro.
Se tudo à volta de um buraco negro desaparece sem deixar rasto, se nem irradia luz, como é que se sabe que existe? Um homem de ciência responderá, eventualmente, com uma extensa explicação recheada de termos técnicos, fórmulas, resultados de observações feitas por telescópios super-poderosos, imagens e registos de sondas espaciais, enfim, toda uma panóplia descritiva que nos fará ficar ou perplexos e crentes, ou perplexos e cépticos. No entanto, quer numa situação quer noutra, o facto que permanece é que os buracos negros existem. Ponto.
Como não sou versada em nenhuma das ciências que estudam os astros, só posso guiar-me pela minha intuição. Ora a minha intuição diz-me que sim, que os buracos negros existem e que, como tudo no Universo, têm um papel importante a desempenhar no equilíbrio da Vida, não a nossa vida humana – ou também a nossa vida humana –, mas, acima de tudo, a Vida como força criadora, auto-senciente, auto-consciente e sempre renovadora.
No Universo, tudo tem o seu lugar próprio e tudo funciona como o mais perfeito mecanismo de relógio que alguém possa imaginar. Os buracos negros, malgrado a sua acção “engolidora”, não são excepção. Aliás, eles existem exactamente para o efeito. Não será o que a ciência vos diria, mas é o que eu SINTO. Ao atraírem para o seu campo os outros astros em redor de si, criando uma massa incrivelmente concentrada, os buracos negros estão a recolher energia em quantidades tremendas, preparando-se para o grande momento cósmico em que essa energia será tão poderosa que fará explodir o próprio buraco. Enquanto que uma estrela que esgota todo o seu combustível nuclear implode e, em seguida, lança para o espaço os fragmentos da sua matéria constituinte, formando as estrelas super-novas, o buraco negro, atingidos os níveis – que só Deus sabe quais são – de energia que pode conter em equilíbrio, explode e lança para o espaço os fragmentos carregados de energia de si mesmo – a matéria-prima para a criação de novos universos e de novos planos de sustentação da Vida… Como o Big Bang!
Os buracos negros são, pois, entradas, vias de acesso, causas, portais, para outros planos e universos, como se afirma no título.
Na Terra há, também, portais vibracionais: são locais onde a energia se concentra – quer na sua forma mais elevada – vibração subtil – quer na sua forma mais densa – baixa vibração. Interessam-nos os portais de vibração elevada, pois dos outros devemos afastar-nos correndo à desfilada, se ainda nos encontrarmos em situação vibratória que permita sermos afectados por eles.
Na experiência de todos os seres humanos consta – e afirmo-o com quase 100% de certeza – o registo na consciência de um determinado lugar, um lugar especial onde a pessoa se sente bem, se sente outra, se sente no Céu! A sua permanência nesse lugar - que pode ser um recanto da sua casa, um canteiro de jardim, uma determinada praia, ou montanha, ou vale, ou caminho, ou beira de estrada, ou país, ou cidade - transmite-lhe paz, serenidade, alegria, sensação de liberdade, enfim, transporta-o para outra dimensão da consciência, para outro lugar no seu mundo íntimo.
Tal como os buracos negros atraem os astros que já cumpriram a sua missão no Universo, a fim de os transformar na energia criadora de outros universos, também os portais vibracionais da Terra atraem de nós, seres humanos, as energias que já cumpriram a sua missão e nos estorvam, nos esgotam, nos fazem vergar os ombros e o Espírito, para serem recicladas e transmutadas na energia primordial da criação. Libertos dessas energias, ficamos mais leves e mais conscientes de nós mesmos, portanto, mais felizes.
Por que há portais, ou entradas para outros estados de consciência, em determinados locais de Terra e não noutros? Ou, por que não em toda a Terra? Isso tem a ver com os Seres que já habitaram esses lugares, fosse em que época fosse… Seres de grande iluminação, de elevada hierarquia espiritual e de atributos humanos de Amor, Compaixão, Caridade, Fé, Perdão… seres que deixaram a sua marca energética, a refracção da sua Luz, os reflexos do seu Amor nesses locais. A vibração subtil e amorosa cria condições para a permuta dimensional que se verifica então. Nunca vos aconteceu entrardes numa casa, ou numa sala, e sentirdes que o ar está leve, limpo, que a luz ilumina mais, que apetece ficar por ali? Ou em qualquer local, ao ar livre, no campo, na montanha, numa praia, nunca vos apeteceu deitar no chão, acariciar a terra, rolar na relva, abrir os braços para o sol e ficar… simplesmente ficar? Parece que o ar é mais doce, o sol mais quente, as flores mais perfumadas, a vida mais bela nesses locais!
Apurai a vossa sensibilidade e tomai consciência das vossas emoções nesses lugares e nesses momentos, pois entrastes em local abençoado – encontrastes um portal vibracional.
Procurai os portais vibracionais da Terra – eles são portas que se abrem para dimensões de consciência que vos farão sentir mais perto de quem vós sois na realidade; são portas que dão acesso ao intercâmbio entre humanidades; são patamares de acesso à escada ascensional que espera cada um e todos os seres que vivem sobre o maravilhoso planeta azul.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

À procura da fórmula do AMOR.

A TERRA É UM LABORATÓRIO ONDE AS EXPERIÊNCIAS SE SEGUEM À MEDIDA QUE AS QUESTÕES SÃO COLOCADAS.

 Quando o Homem nasce, nasce perfeito! Sim, perfeito! Não importa como os olhos do mundo o vejam: não importa se cresce muito ou pouco, se é saudável ou não, inteligente ou não, se é pobre ou rico, homem ou mulher, bom ou mau, cientista ou louco… o Homem nasce perfeito. Claro que, quando digo Homem, está implícito que se trata do Ser Humano, masculino ou feminino, ou – e agora corro o risco de chocar muita gente – os “desajustados”, aqueles que abrigam num corpo estruturalmente masculino mente e sentimentos femininos e os que, sendo fisicamente femininos, têm no seu coração a energia masculina a gritar mais alto. Todos eles, repito, TODOS eles nascem perfeitos.
Poder-se-ia pensar que, nascendo perfeito, o Ser Humano teria, após o nascimento e por força de qualquer passe de mágica, ou de qualquer cerimónia fantástica, ou por uma decisão de alguém com ele relacionado – ou não – ou, até, por uma decisão de Deus, Ele próprio, teria o Ser Humano, dizia eu, o seu destino mudado por forma a ser quem é - perfeito, na concepção humana - como criança, jovem e adulto. Pois não é nada disso !
Quando o Ser Humano nasce, vem perfeitamente apetrechado para percorrer o caminho que decidiu percorrer na Terra: todas as suas características físicas, mentais, emocionais, psicológicas, ou outras, são adequadas às interacções que precisa desenvolver ao longo da vida; todas as probabilidades apontam para o sucesso da tarefa que escolheu, fosse ela qual fosse. E quando digo “fosse ela qual fosse”, é isso mesmo que quero dizer. E estou mesmo a ver que me vêm falar dos “maus”, dos “tiranos”, dos “loucos”, das “aberrações sexuais”, e por aí adiante… por contraposição aos “bons”, aos “generosos”, aos política e socialmente “correctos”, aos “sábios”, aos “normais”, e por aí adiante. Pois bem, eu volto a insistir na minha primeira afirmação. E passo a defendê-la:
Começo pela pergunta: O que é que o Ser Humano vem fazer à Terra?
Partindo do pressuposto de que o meu leitor é espiritualmente desperto o suficiente para saber que o Ser Humano (ele próprio, também!) é originário das estrelas, das dimensões da Luz, da Mente de Deus, é natural que me responda que vem experienciar a vida na dimensão da matéria, já que como ser espiritual, energético, sem consistência física, o não pode fazer. É possível que me responda que traz a incumbência de ser as mãos e os pés de Deus. É provável, até, que me diga que tem vindo a tentar viver todas as experiências possíveis de serem vividas, a fim de experimentar todos os sentimentos, emoções, situações, acções e pensamentos imagináveis, sem que o fundo do saco das experiências esteja sequer à vista. Numa expectativa mais optimista, a minha leitora também poderá dizer-me que sabe que veio à Terra com um propósito (embora não se lembre de qual!), mas que as contingências da vida provavelmente a irão afastar dele, mas que sabe (mais optimista ainda!) que isso também não é o fim do mundo, pois terá outra, ou outras, oportunidades, todas as que forem necessárias.
Posto isto, e tendo como ponto assente que nenhum Ser desce à Terra por acaso, ou para viver ao acaso, à mercê dos caprichos do destino, dos deuses, ou dos outros seres, vamos em frente…
É difícil caminhar rumo a um objectivo quando esse objectivo teima em se esconder nas brumas do inconsciente: é comparável à sensação de caminhar debaixo de água, esbracejando em direcção a uma praia que sentimos estar por ali algures, mas que, por termos a cabeça mergulhada, não conseguimos ver. Sabemos, no entanto, que há uma praia – as correntes dizem-nos isso; os sons da rebentação que nos chegam aos ouvidos dizem-nos isso; as diferenças de temperatura da água na nossa pele dizem-nos isso… É assim também na vida – há mil e um sinais que nos vão indicando o caminho; sentimentos e sensações são sinalizadores subtis; anseios e esperanças são correntes tácteis que afloram a alma… sinais que só podem ser escutados no silêncio de cada coração… luzes que só podem ser vistas no mais profundo recanto da catedral interior de cada Ser.
Como os ruídos do mundo ensurdecem o coração e as nuvens da ilusão velam a luz da alma, o Ser Humano vai caminhando na vida a passos lentos e medidos, ocasionalmente correndo, frequentemente fazendo grandes paragens, rumo ao seu objectivo escondido… sempre determinado a aproveitar tudo o que encontra pelo caminho… e assim vai seguindo, colhendo experiências como quem colhe flores, colocando questões como quem semeia grãos de trigo… e recolhendo as respostas como quem ceifa espigas maduras. Entre a sementeira e a colheita, quantas transformações!
Parece que me desviei do rumo inicialmente traçado com aquela afirmação arrojada de que o Homem nasce perfeito, não parece? Mas não, não desviei: estou exactamente no ponto onde queria estar – nas transformações.
Quando algo se transforma, transforma-se por acção de um qualquer agente, ou seja: quando queremos resolver uma questão, colocamos em acção uma série de mecanismos que funcionam como reagentes, ou catalisadores, ou indutores, ou inibidores, enfim, que produzam um resultado. Quando queremos chegar a um resultado, utilizamos os produtos necessários a esse fim sem julgar da sua proveniência (bem, não convém generalizar…). O engraçado é que costumamos usar a mesma metodologia na vida, sem de tal nos darmos conta. Assim, para darmos seguimento às nossas experiências, que é como quem diz, às nossas aprendizagens, utilizamos todas as pessoas, coisas ou situações que julgamos adequadas à prossecução do objectivo.
Se o objectivo for, por exemplo, transmutar o preconceito em aceitação do outro através da compreensão e do respeito, o Ser Humano encontrar-se-á, mais tarde ou mais cedo, em qualquer curva do seu caminho de vida, com alguém de quem formou, gratuitamente, juízos de baixo, ou nenhum valor: julgou, rotulou, interiorizou e exteriorizou o seu pensamento sem conhecer o sujeito do seu julgamento, sem saber das suas razões, motivações, plano de vida… E um belo dia, eis que o “destino” lhe coloca uma questão cuja resposta passa pela experiência que lhe dá a oportunidade de enfrentar o seu juízo preconcebido – o seu preconceito – e de começar a entender, ou mesmo compreender de imediato, o outro Ser, seu semelhante.
Mais uma questão que, no laboratório da Terra, conduziu a uma experiência bem sucedida! E então? É só isto? Não, não é. No descritivo da experiência deve figurar, em lugar de destaque, a acção do sujeito “vítima” do preconceito. Sem ele não haveria experiência, nem aprendizagem, nem crescimento. Ele criou a oportunidade, a probabilidade. Assim, fosse ele quem fosse, tivesse os atributos que tivesse, foi o sujeito perfeito para o sucesso da experiência... Como todos os seres são perfeitos como agentes facilitadores da Humanidade, pois cada ser é uma questão viva no laboratório da Terra, onde se investiga a fórmula do AMOR!

Nota: A mensagem de hoje não vai acompanhada da gravura correspondente porque o meu PC diz que a imagem é "muito grande" e recusa-se a reproduzi-la. Enfim... nem tudo é perfeito. As minhas desculpas. 
Maria de Deus    

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Neste mundo de adultos...


MANTER-SE FECHADO(A), ESCONDIDO(A),
NÃO EVITARÁ A ENTRADA DA LUZ EM SEU CORAÇÃO

 As crianças, habitualmente, têm medo do escuro… procuram a luz, querem sentir-se iluminadas e ver perfeitamente tudo o que as rodeia. As crianças têm muito presente o conhecimento de que são Seres de Luz e da LUZ! São como as flores: frescas, perfumadas, abrindo-se para o brilho do sol, sorrindo - sorrisos de perfumes – para o calor vivificante do astro-rei… Crianças, flores, árvores, sol, vida, luz, são representações  da Vida, que o mesmo é dizer que são representações de Deus.
Com o passar do tempo, a neblina que cobre as lembranças de outros reinos vai-se adensando; a luz e a escuridão vão-se esbatendo e misturando; as crianças vão deixando de ter amigos “imaginários” e de acreditar no Pai Natal; deixam de ter medo da escuridão e não se importam de ficar sós: são, agora, adultos.
Neste mundo de adultos, onde as ideias se entrechocam e os valores se apregoam – ainda que nem sempre se vivam -, onde a sobrevivência nem sempre é fácil e a facilidade nem sempre é o melhor caminho, onde a confiança tantas vezes é traída e a traição tantas vezes aparece embrulhada em sorrisos, onde ser “bom” é ser olhado com desconfiança, onde ser diferente leva ao ostracismo, neste mundo de adultos, dizia, fácil é a qualquer pessoa “fechar-se” em si mesma, isolar-se, afastar-se da realidade, até. Não quero com isto dizer que a pessoa fuja do convívio com os outros, ou se furte às suas obrigações pessoais, sociais, comunitárias… não, o que pretendo dizer é que a pessoa guarda para si mesma os seus pensamentos, as suas emoções, as suas certezas ou incertezas, enfim, não se mostra como quem é na realidade.
Também é fácil, neste mundo de adultos, a pessoa “esconder-se”. Esconde-se, muitas vezes, de si mesma; esconde-se dos que não partilham os seus ideais, as suas ideias, as suas crenças, os seus gostos, o seu conceito de vida; esconde-se de Deus…
Vivemos, então, num mundo de “fechados” e de “escondidos”? Ou de “fechados e escondidos”? Não! Não vivemos tal! Temos as crianças, as flores, as árvores, as águas, as montanhas, os vales, o céu, o sol, o ar, a terra, o fogo, a neve, a chuva, a vida, que iluminam o nosso mundo! E temos, coroando a pirâmide e na base dela, o ser humano!
Quer o homem e a mulher queiram, quer não, saibam, ou não, acreditem, ou não, irradiam a Luz: recebem a Luz no seu coração e irradiam-na por reflexão. Podem fechar-se a sete vezes sete chaves, esconder-se no mais profundo dos profundos recantos da Terra, que não poderão impedir que a Luz penetre nos seus corações.
Mesmo que os seres humanos não se considerem merecedores, a Luz chega até eles.
Mesmo que os seres humanos não acreditem em Deus, ou em qualquer outra divindade, a Luz chega até eles.
Mesmo que os seres humanos neguem e reneguem a sua ascendência divina, a Luz chega até eles.
Mesmo que os seres humanos se empenhem na sua própria destruição, ou na destruição dos outros seres da Criação, a Luz chega até eles.
Mesmo que os seres humanos sejam rotulados pelos seus pares com o mais ominoso dos rótulos, a Luz chega até eles…
Poderia falar-vos de questões da física, até mesmo da física quântica… poderia dizer-vos o que, em relação à luz, os vossos homens da ciência podem provar; poderia dizer-vos que o corpo humano, universo de átomos que vibram na frequência da luz, vos torna luminosos; poderia dizer-vos que o semelhante atrai o semelhante, pelo que a luz atrai a luz; poderia dizer-vos que a energia que vibra na frequência da luz não conhece barreiras, fronteiras, cores de pele, distâncias ou crenças; poderia falar-vos de partículas de matéria e de antimatéria… mas vou falar-vos antes de Deus. E ao falar-vos de Deus, falo de tudo o que atrás mencionei, e muito mais: falo-vos de TUDO. Falo-vos do TODO.
No momento da criação, Deus colocou em cada uma das criaturas a Sua assinatura, a sua marca magnética, algo de Si e, acima de tudo, Deus colocou em cada criatura o Seu Amor!
A criação é um acto de Amor.
A Luz é um atributo do Amor.
Sendo, pois, o ser humano criado no Amor, receptáculo do Amor e da Luz de Deus, está em contacto com e atrai, infalivelmente, o Amor e a Luz do Criador… permanentemente!
Sacudi de vós as teias da descrença; afastai as brumas da incompreensão; abri para a vida os vossos sorrisos e o vosso coração; elevai a vossa auto-estima: amai-vos, acreditai em vós; confiai no outro, no vosso próximo, para que ele confie em vós; agradecei o dom da Vida, para que a Vida vos dê as benesses de que sois merecedores; acreditai que Deus não é o bicho-papão castigador e rezingão, velho e de barbas longas e brancas que os vossos livros ilustram; senti, no vosso coração, que DEUS É TUDO O QUE È
… e sereis livres…
… sem necessidade de vos fechardes,
… sem necessidade de vos esconderdes!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011


NÓS SOMOS AQUILO QUE PENSAMOS,
COM UMA MARGEM DE ERRO DE 100%.
  
Ah! Se nós pudéssemos colocar um freio na nossa imaginação e domá-la como se doma um cavalo selvagem e rebelde!
Sobre a nossa imaginação cavalgam os pensamentos que a mente liberta, irresponsável e desatenta.
Na mente, os pensamentos são gerados, desenvolvem-se instantaneamente, autonomizam-se e… aí vão eles, a caminho da consciência, da teia criadora da imaginação, da modulação sonora, do mundo misterioso do inconsciente e… do éter, por onde viajam até encontrarem outros pensamentos que vibrem na mesma onda energética, aos quais se imantam, ampliando-os, reforçando-os.
Na linha quebrada dos pensamentos, eles deslizam, sobem, descem, retrocedem, emaranham-se, enlaçam-se e entrelaçam-se num continuum temporal de que, na maior parte do tempo, não temos percepção consciente.
O pensamento não dá descanso à mente. O ser sábio aprendeu a vigiar os seus pensamentos, a olhá-los como espectador e a seleccionar aqueles que quer abrigar em si, desenvolver, analisar, aproveitar… o ser sábio controla a sua mente pensadora e liberta-se do lixo energético de pensamentos indesejáveis e indesejados, perturbadores, enganosos, deprimentes e, de forma geral, de todos aqueles que o fazem sentir-se menos bem.
Particularizando: vamos falar da forma como os nossos pensamentos afectam o conceito que temos de nós próprios.
Por que é que vos dizemos acima que “nós somos aquilo que pensamos”? Em primeiro lugar, porque temos uma visão limitada de nós, tanto no aspecto físico quanto no intelectual, moral e espiritual, o que nos força a criar na mente uma imagem completa que se ajuste aos nossos ideais. Assim, pensamos em nós como seres elegantes, bem proporcionados; pessoas com princípios morais, educadas, gentis; seres no caminho da espiritualidade, cumpridoras dos princípios religiosos em que fomos educados… e por aí fora. Ou, então, pensamos em nós como aqueles monstrozinhos que nos fizeram crer que éramos de tanto nos repetirem “engordaste, não engordaste?”, ou “já te expliquei uma porção de vezes, és mesmo burro”, ou “outra vez? Não serves mesmo para nada…”, ou “isso de espiritualidade e religião é para os fracos de pensamento, ou para os aproveitadores”.
Em segundo lugar, somos aquilo que pensamos, sejam quais forem os nossos pensamentos, porque estes afectam a nossa personalidade, a nossa forma de estar na vida, a nossa socialização, o nosso desenvolvimento a todos os níveis. Os nossos pensamentos plasmam a matriz das nossas acções, da nossa linguagem, da imagem que projectamos para o exterior.
Em terceiro lugar, somos aquilo que pensamos porque, intuitivamente, sabemos que SOMOS algo, embora não consigamos concretizar o que é esse “algo”. Dada a impossibilidade de racionalizarmos o que, ou quem somos de verdade, e porque precisamos desse conhecimento, aceitamos como real a imagem de nós que os nossos pensamentos nos dão.
Sábio é o Ser – e feliz, também! – que afirma, de forma consciente “EU SOU!” Quem atingiu esse patamar já se libertou, ou está a ponto de se libertar, da falsa imagem de si criada pelos pensamentos. O Ser que sabe que É aceita-se e reconhece-se como QUEM É, com todos os valores que isso implica: deixa de estar sujeito à valorização vinda da sua mente e, melhor ainda, à valorização/desvalorização vindas do exterior.
E por que é que se diz que nós somos aquilo que pensamos… com uma margem de erro de 100%? Aqui é que as coisas se complicam – então somos, ou não somos aquilo que pensamos? Creio que, aqui, temos que recorrer a situações concretas, alguns exemplos da vida real que nos levem a perceber um pouco melhor. Vejamos, então:

“Eu penso que sou uma pessoa amável, sensata, cordata, educada… tenho estudos e sei comportar-me em sociedade, além de que prezo muito o respeito – por mim própria e pelos outros. Eu sou uma pessoa “fina”. Isto, até ao momento em que me sento ao volante do meu carro e sou ultrapassada de forma irregular por qualquer rapazola insensato e zombeteiro; ou fico retida num engarrafamento justamente quando tinha hora marcada no cabeleireiro; ou quando me buzinam insistentemente atrás para me avisar de que a porta está mal fechada (e que eu interpreto erradamente como sendo para me desviar); ou quando fico bloqueada no estacionamento… aí, tudo aquilo que eu pensava que era vai por água abaixo! Não sei se me entendem…”.

“Eu penso que sou uma pessoa com um aspecto físico impecável para a minha idade: faço ginástica, natação, jogging; alimento-me de forma saudável, não ingiro bebidas alcoólicas ou gasosas, não fumo… até tenho um bonito palma de cara…, enfim, estou fisicamente O.K. Isto é o que eu penso… até ao momento em que encontro aquela colega do liceu que já não via há muitos anos e que mal reconheço. Ela – a tal colega – pelo contrário, parece reconhecer-me logo, mas de uma forma dúbia, pois dispara: ‘Olá, mas que surpresa! Mal te reconheci… engordaste tanto! Que linda rapariguinha… é tua neta? ‘ Não, não é a minha neta, é a minha filha mais nova, e eu deixo de ser, naquele instante, a pessoa feliz e despreocupada que tinha saído de casa para ir deliciar-se com um gelado. Claro que já não fui!”.

“Eu penso que sou uma pessoa inteligente… até ao momento em que sou confrontada com o leitor/gravador/vídeo/CD/DVD com que o meu marido me presenteou…”.

“Eu penso que sou uma pessoa moderna, actual, de ideias ‘para a frente’… até ao momento em que a minha filha de 16 anos me pede para passar o final do ano com amigos e amigas numa vivenda que pretendem alugar para o efeito!”

“Eu penso que sou uma pessoa de coração aberto, compassiva e amorosa. Penso que já integrei a verdade de que ‘todos somos um’ e que ‘cada outro Ser é um nosso irmão a quem devemos amar como a nós próprios’. Eu penso que estou a subir a escada da ascensão espiritual. Então, a campainha da minha porta toca dia sim, dia não, dia sim, dia sim, às horas mais diversas, e a mesma mulher, com as mesmas crianças, vêm lamuriar a sua pobreza. Semana após semana, inabalavelmente. Há dias em que eu saio dos eixos, esqueço quem eu penso que sou, esqueço a espiritualidade, e sou somente uma pessoa irritada, frustrada, incomodada, azeda, que atira meia dúzia de palavras sonoras através da porta fechada e volta aos seus afazeres”.

E por aí fora… e por aí fora…
Vou dizer-vos ainda outra coisa, mas esta é uma ideia minha: eu penso que mesmo os Seres que atingiram aqui na Terra o conhecimento de QUEM SÃO estão também, ainda, na fase de pensarem que SÃO. Sim, porque eu penso que a realidade do EU SOU, nas dimensões espirituais, é tão esplendorosamente grandiosa que não é possível apreendê-la por inteiro aqui na 3D… ou será?
Estão a ver a ideia? Apercebem-se da margem de erro?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Crer, Querer e Ser.


 HOJE, EU CREIO! HOJE, EU QUERO! AGORA, EU SOU!
PORQUE HOJE É O MOMENTO ÚNICO EM QUE EU EXISTO.
  
Quem eu era há um micro-segundo atrás, como pessoa, não é a pessoa que eu sou neste momento, nem a pessoa que serei amanhã. O tempo – uma construção necessária na dimensão em que nos movimentamos como seres humanos – tem uma ação erosiva constante sobre o físico e uma ação construtiva oscilante sobre os corpos subtis. Permitam-me que explique melhor:
O tempo permite-nos viver, registar, projetar acontecimentos e situações de forma sequencial; o tempo é mensurável e inexorável na sua passagem; o tempo não retrocede – avança sempre. Todas as coisas e todos os seres viventes neste planeta sofrem o desgaste causado pela passagem do tempo – a ação erosiva – que afecta de forma especial os seres humanos, cujas células morrem e são substituídas a cada instante da vida. Ao mesmo tempo, o tempo proporciona o cenário – dá o enquadramento – para o desenvolvimento de novas capacidades, habilidades e competências, ajudado pela teia complexa das interações pessoais e sociais – o ser humano, ou melhor, todos os seres viventes adquirem a capacidade de se adaptarem, aprenderem, crescerem, evoluírem em todas, ou em algumas áreas; os humanos são capazes de “construir" cérebros brilhantes e mentes abertas, selectivas, indagadoras, capazes de armazenar e disponibilizar, de forma instantânea, quantidades inimagináveis de informação; eles podem acelerar, manter, diminuir, ou mesmo regredir, no desenvolvimento das suas capacidades em todas ou em algumas das vertentes - isto, em qualquer momento, com qualquer ou sem nenhuma periodicidade. Esta é a acção construtiva oscilante do tempo.
Seja qual for a via escolhida, o ser humano muda a cada instante, pois a todo o instante vive no tempo e está sujeito às impressões mais ou menos profundamente gravadas nos seus corpos emocional, mental e espiritual pelas suas vivências e crenças e pelas vibrações e energias emitidas por todos os outros seres humanos.
Sendo que, a cada instante, uma palavra, uma imagem, um livro, uma canção, uma nuvem, uma flor, uma discussão, uma alegria, um desgosto, ou qualquer outra coisa, pode mudar em mim a forma como eu vejo o mundo e me relaciono com ele, eu só posso afirmar-me como quem sou (como pessoa) - e aquilo em que acredito - no momento em que o faço! Aquilo em que hoje acredito, pode ser a mesma coisa da qual escarneci ontem, ou que poderei considerar obsoleta amanhã. Aliás, o ontem e o amanhã são abstracções – não posso viver hoje um único dos segundos que vivi ontem, nem posso saber como serão as minhas vivências num tempo que ainda não é real – o amanhã! Portanto, posso afirmar com toda a propriedade “Hoje, eu creio!”, seja lá o que for aquilo em que eu creio hoje. Mas, para que não fiquem com dúvidas sobre as minhas crenças, sempre vos digo aquilo em que hoje eu creio (pensando melhor, direi só algumas coisas, as mais importantes): hoje, eu creio que os seres humanos são Anjos corajosos que decidiram passar férias na Terra e aproveitar tudo o que a Terra tem para oferecer; hoje, eu creio que Deus está presente em cada átomo de cada molécula de tudo o que existe, pois acredito que a maravilha que cada átomo é só o pode ser por ser contido e conter a energia amorosa e infinitamente inteligente do próprio Criador; esta crença leva-me a outra, ou seja, hoje, eu creio que somos unos com tudo o que existe, pois a energia dos meus átomos é a mesma que faz girar os átomos de uma estrela, de uma gota de água, de uma flor, de uma árvore, de cada um dos seres vivos sobre a Terra; hoje, eu creio no meu poder para mudar a minha vida mudando o meu pensamento; hoje, acredito que posso fazer a diferença!
Hoje, eu quero! Hoje? Porquê só hoje? – podereis perguntar.
Hoje, eu quero, porque hoje a minha consciência está de posse de todo o meu acervo de conhecimentos, desejos, necessidades, limitações… assim sendo, posso decidir o que eu quero. Mas, atenção: a decisão de querer requer a ação para obter! Eu posso afirmar que quero, mas, se nada mais fizer, vou continuar querendo em cada “hoje” da minha vida!
Até aqui, tenho falado de “crer” e de “querer” do ponto de vista da pessoa, do ser humano. É, pois, tempo de vos falar do ponto de vista do Ser Integral, do Anjo que está a passar férias na Terra. Para o Anjo que – não esqueçam! – é, também, o ser humano, não existe essa coisa de tempo, de crer, de querer… pois nas dimensões em que se movimenta não há a dúvida, o desejo, a insatisfação. Nas dimensões dos Anjos, tudo acontece em simultâneo, ou seja, há o conhecimento de cada evento, de cada situação, pensamento ou manifestação, da causa e da consequência de tudo o que jamais foi, é e será. Nas dimensões dos Anjos, não há tempo – tudo é AGORA.
Um Anjo não tem dúvidas, não precisa de “crer”, ou não seria Anjo. Um Anjo não tem carências, não precisa de “querer”, ou não seria Anjo.
Criado à imagem e semelhança de Deus, um Anjo É. Pode, pois, com toda a propriedade, afirmar: “AGORA, EU SOU!
Parece-me que vos oiço a perguntar: “Sim, mas isso são os Anjos. O que é que isso tem a ver connosco, seres humanos?” Ai, ai, bem me parecia que a vossa atenção estava um pouco dispersa… então já vos esquecestes de que também sois Anjos?
Pois é, meus amigos, nós somos Anjos e Humanos! Esta dupla personalidade permite-nos usufruir das competências e qualidades de uns e de outros (e das “responsabilidades” também!).
Então, posso ou não posso afirmar com toda a propriedade:
            - Hoje, eu creio.
            - Hoje, eu quero.
            - Agora, EU SOU,
            Porque hoje é o momento único em que eu existo?


segunda-feira, 24 de outubro de 2011


O BEM E O MAL NÃO EXISTEM: 
EXISTE, SIM, O SER, O SOU, E O PENSAMENTO CONSTRUTIVO.

 O bem e o mal são qualificações atribuídas pelos humanos a forças cujos mecanismos desconhecem; são qualificações que compartimentam em direcções diametralmente opostas os resultados de acções, palavras, sentimentos e, até, pensamentos – seus ou de outros humanos. O que é bem e o que é mal dependem muito do avaliador, e dependem, também, do sujeito da avaliação; dependem de critérios pessoais, de localização geográfica, de credo religioso, de raça, enfim, de variados factores. É certo que há valores que são, para o comum da Humanidade, considerados bons, enquanto que determinados comportamentos são, também consensualmente, considerados maus, o que estabelece fronteiras comportamentais que permitem que a Humanidade coexista de uma forma razoavelmente pacífica.
Estas designações de bem e de mal fazem parte do mundo dual onde nos movimentamos. Foram-nos necessárias durante a nossa infância como humanidade, a fim de que pudéssemos conhecer, por oposição, o que era, ou não, conveniente, aceitável, apropriado. É uma forma muito linear de colocar a questão, é certo, mas era assim que as coisas eram!
Passamos, aqui, um pouco ao lado das questões que se prendem com a infinita gradação qualificativa que se situa entre o excelente e o péssimo… porque, afinal, o que queremos dizer é que bem e mal não existem! Afirmação atrevida, esta, quando todos sabemos que praticar a caridade – por exemplo - é fazer o bem, e difamar o próximo é o grande mal das sociedades modernas! Então, em que é que ficamos?
Pois bem: e se a caridade praticada (com a melhor das intenções!) for considerada um insulto por aquele, ou aqueles, que supostamente deveria beneficiar? Deixará de ser bem? E se a suposta difamação se revelar, afinal, uma monumental verdade, e o conhecimento dessa verdade evitar que males maiores venham ao mundo? Continua a ser mal?
São exemplos e perguntas muito simples, muito básicos, os que atrás deixámos… mas podemos justapô-los a muitas e muitas outras situações. O importante, neste momento, é fazer-nos pensar. Quando o ser humano pensa como o Ser de Luz que É, aceita as situações que a vida coloca no seu caminho sem lhe colar rótulos, pois sabe que tudo o que existe tem uma razão para existir – seja aquilo que pode ser considerado "bem", seja aquilo que se possa achar que é "mal". Todas as situações existem para que o Homem possa exercitar as suas escolhas, tomar as suas decisões e seguir em frente; existem para que o Homem possa SER – experienciar-se através das suas escolhas.
Através das suas experiências, enriquecendo-se na sabedoria e no conhecimento das duas faces da moeda bem/mal, o Homem atingirá, num qualquer momento do seu percurso, o entendimento que o ilumina e lhe permite afirmar, convicto e radiante, EU SOU!
Na plenitude de Quem É, o Homem reconhece, afinal, que todas as suas experiências se misturaram, se diluíram, transformando-se no pensamento construtivo de si mesmo.
Em suma: O bem e o mal não existem – não têm existência própria e definida – existe, sim, o SER, o SOU e o PENSAMENTO CONSTRUTIVO! Uma e uma só Entidade!


domingo, 23 de outubro de 2011

Deslizando na gôndola da Vida...


GANHOS E PERDAS SÓ EXISTEM NA TERRA –
UM ESPÍRITO SINTONIZADO COM O UNIVERSO
TEM SEMPRE EXPERIÊNCIAS POSITIVAS.

 A vida é uma roda – costuma dizer-se – e umas vezes estamos em cima e outras vezes estamos em baixo, que o mesmo é dizer que, por ciclos, estamos ora em maré de sorte, ora em maré de azar. Para ilustrar esta imagem, o povo até tem um ditado: Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe! Sendo certo que a generalização é exagerada, não deixa de ser verdade que a vida nem sempre corre sobre rodas a toda a gente. Pessoas há, até, que parece terem nascido sob o signo da má sorte, pois tudo lhes acontece (tudo de menos bom, entenda-se!); outras, por sua vez, deslizam na gôndola da vida sob o sol da fortuna e do bem-estar. Porquê? – podemos perguntar-nos. Então não somos todos filhos de Deus? Porquê, então, a imensa diversidade de situações, na sua maior parte sem justificação visível e algumas, até, assemelhando-se a verdadeiras injustiças? Onde está a justiça divina? Onde está a infinita bondade de Deus? Porquê tantos de nós, seres humanos, contabilizamos ao longo da vida mais perdas do que ganhos em todas as vertentes da existência? E porquê outros tantos de nós contabilizam mais ganhos do que perdas na caminhada pela vida?
As interrogações que acima registamos, e que fazemos mais para nós do que para Deus, ou para o destino, ou para a sorte, ou para qualquer divindade em que acreditemos, normalmente não obtêm resposta. E não obtêm resposta pela simples razão de que o Universo – que engloba Deus, o destino, a sorte, ou qualquer divindade em que acreditemos – o Universo, dizia, não se dá ao trabalho de elaborar uma resposta que todo o ser humano sabe… sabe, mas não lembra! Só irá relembrar quando se sintonizar com o Universo - que engloba Deus, o destino, a sorte, ou qualquer divindade em que acreditemos!
Para nos ajudar a re-lembrar, para tocar na razão aquele ponto especial que a liga ao coração, ao SENTIR, vamos ouvir – ou ler – as palavras sábias de Quem, por muito alto colocado nas dimensões da Luz, tem a Autoridade e o Amor para nos falar da Realidade Única:
“Ouvi, meus Amigos, ouvi com os vossos ouvidos supra-físicos, a vossa história verdadeira. Ouvi com os ouvidos da criança inocente e pura que existe em vós. Ouvi com o coração e deixai que a energia das palavras que ressoam em vós toque em vós a música das esferas e vos transporte aos lugares e situações de que vos falo.
No princípio dos tempos da Terra, quando o planeta se tornou habitável, Deus ouviu os seus anjos: escutou os seus anseios, avaliou os seus projectos… eram tantos, tantos anjos, tantos projectos, tão grande o desejo de vivenciar a experiência da descida a uma dimensão nunca antes experimentada… que Deus se viu em sérias dificuldades para decidir quais os projectos - com oportunidade e viabilidade - que dariam ao seu autor o direito à viagem. A dificuldade era acrescida pelo facto de a Terra estar destinada a ser um planeta de livre-arbítrio. Era necessário, pois, ser bastante selectivo e não entregar a jóia azul a quem não desse, à partida, garantias de que não a iria danificar, ou mesmo destruir. Bem, mas Deus É Deus, portanto, num suspiro e num piscar de olhos resolveu o problema e deu livre-trânsito – e livre-arbítrio! – aos anjos que viriam povoar a Terra.
Por milhares de anos os anjos terrenos tiveram a consciência da sua origem – lembravam Quem Eram! No entanto, com o passar do tempo e perante todas as maravilhas colocadas à sua disposição, foram espaçando mais e mais a ligação mental – e espiritual – à sua origem. A densidade da matéria foi, lentamente, cimentando a sua acção isoladora e, quase sem se darem conta, os anjos humanos passaram a sentir-se simplesmente humanos. Com a consciência da humanidade, chegou o desejo de posse, a vontade de guardar para si e só para si as belezas e os frutos da Terra; chegou a consciência da individualidade e perdeu-se o conhecimento da dualidade humano/divino. O ser humano sentiu-se só, incompleto, com uma carência de Amor que nada parecia preencher. A carência de Amor – Amor Divino – era tão grande, tão grande a saudade de algo que o ser humano não sabia ser de Casa, que Deus, a Compaixão, decidiu conceder aos seus anjos terrenos uma benesse mais: e assim, de tempos em tempos, os seres humanos regressavam ao seu Lar espiritual, recuperavam a sua energia divina, fortaleciam a sua consciência, refaziam projectos e promessas e, uma vez saciados de Amor e de Luz regressavam à Terra. Chamaram morte à viagem de ida, e chamaram nascimento ao regresso. E agora eu vos direi que ao período de repouso no Lar deveriam chamar entre-vidas… mas os anjos humanos não guardam consciência terrena desses períodos de felicidade, reencontro e aprendizagem… nem acreditam neles!
Milhares de milhares de anos foram passando… Em cada uma das suas estadas na Terra – em cada vida – os humanos foram aprendendo, recordando, desbravando os caminhos da ciência, dos processos de cura… Por outro lado, alguns foram-se afastando cada vez mais da sua essência, da sua luz interior e, esquecidos de Quem São, enveredam por caminhos de destruição, desequilíbrio, desajuste aos seus propósitos iniciais…
Abro aqui um parêntesis para dizer duas coisas e aquietar os vossos corações: primeira – não devemos generalizar, pois muitos dos seres que parecem estar em desequilíbrio espiritual, ou afastados da sua essência divina, mais não estão a fazer do que a cumprir a sua parte do contrato que firmaram com outros seres no seu período entre-vidas. Eles são, assim, os mestres que proporcionam aos seus companheiros terrenos as oportunidades de aprenderem, de decidirem, de resolverem, de ascenderem na consciência evolutiva rumo à concretização do objectivo último de todos os seres humanos – a sua união com o Criador. Rotulados de “maus-da-fita” no plano terreno, eles são abnegados Seres de Luz no plano divino;
segunda – todos os anjos que desceram à Terra no princípio da sua criação, e que a ela têm regressado centenas, mesmo milhares de vezes, regressarão ao Lar e à sua condição de Anjos, não importa quando – no seu tempo chegarão. Iluminados estes pontos, retomo o fio da narrativa.
Em cada período de vida, os humanos foram criando entre si, para si próprios e para com a Terra, laços e dívidas de amor ou de ódio, de liberdade ou de escravidão, de mágoas ou de exaltação, de sombra ou de luz. Cada laço – acção, reacção, interacção – tecido de luz é um ganho, um degrau que o aproxima da sua essência divina. Então, direis vós, cada laço – acção, reacção, interacção – tecido de sombra é uma perda, um degrau que afasta o ser humano da sua essência divina. Pois não é, digo-vos eu! Essa é a interpretação, a imagem vista na Terra… mas vós, que me ouvis no vosso coração, vós que sentis o ressoar das palavras que os vossos olhos vêem e o vosso cérebro processa, vós que conheceis agora, embora a traços muito largos, muito, muito largos, um pouco da vossa história, podeis SENTIR que qualquer perda, qualquer perda que seja, seja ela de carácter espiritual, intelectual, social, emocional, financeiro, afectivo, ou de qualquer outra valência, é sempre uma experiência positiva.
Sinto a perplexidade em alguns de vós. Leio a dúvida nas vossas mentes: “Como pode uma perda ser uma experiência positiva?” Parai um pouco a vossa mente – saí dela e ouvi-me com o vosso novo conhecimento. Vou colocar as coisas de outra maneira:
Ao criar entre si, ou para si, laços sombrios, ou carma negativo, como vós dizeis, e ao ter consciência deles, reconhecendo-os, em qualquer momento da sua vida – das suas muitas vidas – como amarras que o impedem de ser livre e evoluir espiritualmente, o Ser acaba sempre por decidir transformar esses laços em laços de luz. Estas resoluções são tomadas a nível do espírito, normalmente no período de preparação para um novo nascimento na Terra – entre-vidas, portanto -, e são apoiadas, secundadas e seguidas pelos Anjos Guardiães do Ser, que o acompanham SEMPRE. Uma vez regressado à 3D, a densidade da matéria impede a lembrança a nível do consciente, mas o espírito encaminhará sempre o humano para as situações e para as oportunidades que lhe permitam dar cumprimento aos seus propósitos. Ora este cumprimento raras vezes adquire uma forma agradável, pois transformar desamor em amor, reparar erros e reajustar desajustes exige firmeza de carácter, por vezes sacrifício, cedência, entrega, enfim, situações e vivências que, vistas pelo lado humano, podem ser consideradas como “perda”. Mas, a nível espiritual, é um “ganho”, pois transmuta a sombra em luz, o “carma negativo” em energias de amor e de pacificação. É, pois, uma experiência positiva.
Seres há, também, que decidem experienciar na Terra situações de perda pela experiência em si: querem ter o conhecimento e a sensação inerentes à perda. O conhecimento e o sentimento que a perda projecta servirão a estes seres de fiel da balança no seu julgamento de outros seres seus irmãos, permitindo-lhes ajudá-los, com conhecimento de causa, a encontrar o equilíbrio e a retirar as ilações correspondentes às situações de perda vivenciadas… É uma experiência positiva!
Quanto aos ganhos, dificilmente poderão ser considerados experiências não positivas… a não ser que esses “ganhos” sejam ilícitos, ou violem o direito colectivo ou individual, ou, ainda, sejam motivo de contração de débito moral, espiritual ou físico para com algo, alguém, ou a própria Terra. Mas, ainda assim, não deixam de ser experiências e servirão o seu propósito… e se houver lugar a reajuste, ele far-se-á no devido tempo e lugar. Para o ser humano, contudo, ganhos são sempre ganhos e colocam-no num estado de consciência positivo e favorável à evolução.
Como vêem, transformámos ganhos e perdas em experiências positivas. Como? Porquê? Para quê?
Como: colocando-nos em sintonia com o Universo, olhando de um ponto mais distante e mais alto, de forma a abarcar o início da linha temporal da Terra e as causas e efeitos das interacções humanas.
Porquê: porque é importante, é essencial que o ser humano alivie a carga de sofrimento que para si mesmo canaliza ao enfatizar o que de menos bom lhe acontece, ao mesmo tempo que se esquece de agradecer todos os seus “ganhos”.
Para quê: para que o ser humano recorde que é um Ser Divino que um dia apresentou a Deus um projecto do qual constava, entre outras coisas, o seu desejo de experienciar e viver todas as experiências e vivências só possíveis num planeta da terceira dimensão e de livre-arbítrio e, de posse dessa consciência, enfrente com alegria e amor todas as experiências – todas elas experiências positivas! – que ainda possa ter no seu caminho; para que o ser humano erradique de si a culpa, o medo do “castigo”, e recorde que o Pai/Mãe o aguarda à porta de Casa, de braços abertos, seja qual for o percurso que escolha para o regresso e seja qual for o tempo que demore a regressar.
Se alguma dúvida ainda em vós surgir – e elas surgirão no momento em que enfrentardes as vossas experiências – centrai-vos no vosso coração, deixai que ele vos recorde que é hora de esquecer as avaliações da Terra – sempre eivadas de erro -,   e de vos sintonizardes com o Universo, alargando os vossos horizontes até ao infinito e resgatando a vossa sabedoria e a vossa divindade.
Agradeço-vos na Luz, meus Irmãos de Luz.”
Nós, humanos/divinos, vos agradecemos também. Muito nos deixastes para pensar e SENTIR!


sábado, 22 de outubro de 2011

Falamos, hoje, de Beleza.


A BELEZA INTERIOR ENCAMINHA-NOS PARA A ASCENSÃO,
ENQUANTO QUE O CONHECIMENTO DA BELEZA EXTERIOR
NOS LEVA AO INVERSO

Quando nos referimos à “beleza interior” de alguém, queremos dizer que esse alguém possui sentimentos dignos, compassivos, amistosos, pacíficos; queremos dizer que manifesta pensamentos positivos, ordenados, criadores e criativos; referimo-nos à alegria espontânea, à calma, à ponderação, ao gesto que acaricia sem tocar e à palavra que cura pela simples inflexão amorosa que transporta e vibra em cada som; queremos, enfim, e de uma maneira geral, pôr em evidência o “halo” energético que se irradia de determinados seres e que nos faz desejar a sua presença, apreciar a sua companhia, valorizar a sua conversação, achar que têm um “não-sei-o-quê” que os faz destacarem-se entre os demais. A beleza interior ressalta dos poros como perfume e cria aos nossos olhos uma imagem harmoniosa, agradável, bela, não importa que aspecto, cor, estatura ou idade tenha o ser que a irradia. É uma beleza que se cultiva “por dentro” e não necessita, para se evidenciar, de moda ou cosmética.
Um dos atributos da beleza interior é o desconhecimento de si própria… ou, dela havendo consciência, a sua aceitação como estado natural do ser, sem envaidecimento e sem postura de superioridade. Podem camuflar-se pensamentos, fingir sentimentos, jogar com as palavras e manipular as acções, mas nada disso se pode fazer com a vibração que se irradia e leva o selo, a marca, de cada um de nós. A beleza interior é, pois, a reflexão da divindade do Ser.
Sendo uma condição de luz, compaixão e amor, a beleza interior é o veículo vibratório perfeito para nos conduzir nos caminhos da ascensão, ou seja, cria em nós patamares de compreensão, harmonização e comunhão com Deus e com todos os outros seres da Criação que nos permitem pensar, sentir, falar e agir cada vez em maior consonância com a nossa Essência Divina.
Que não assome à vossa consciência a ideia de que um ser interiormente belo não pode ter um aspecto exterior que lhe permitiria ser modelo fotográfico, se o desejasse! Ou que um ser exteriormente perfeito não pode aspirar a possuir também, ou viver e transmitir, a mais atractiva beleza interior! Não é assim tão simples! Uma coisa não exclui a outra! Há muitos e muitos seres que aliam as duas vertentes da beleza! A questão da incompatibilidade põe-se quando o ser exteriormente belo e pouco fortalecido na consciência de Quem É assume que o corpo e o “status” definem Quem Ele É. Partindo desse errado pressuposto, o ser foca a sua consciência na beleza externa e vive em função dela, olvidando a sua ascendência divina.
Quando a beleza exterior se torna mais importante do que as características do espírito, há um esquecimento momentâneo dos objectivos da alma. Sem objectivos definidos, velada a luz que nos guia nos caminhos tortuosos e densos, muitas vezes solitários, da 3.ª dimensão, perdemos a capacidade de vibrar nas frequências do Amor Incondicional, da compaixão fraterna, da luz e do perdão. Voltamo-nos para nós próprios, na nossa\ condição humana, e colocamos o Ego num altar, pois o altar dentro de nós não pode ficar vazio. O nosso coração deixou de voar alto, no êxtase das regiões subtis que escondem o nosso Lar e, pesado dos sentimentos terrenos, vagueia pelas veredas ladeadas por uma felicidade ilusória, transitória e fútil. Deixámos, temporariamente, de ascender, de elevar a consciência e, eventualmente, num maior ou menor grau, estamos a descer os degraus ascensionais já conquistados.
Mas, atenção: cada momento é o momento perfeito para a mudança! Tudo tem o seu tempo e o seu lugar – e esse tempo é AGORA e esse lugar é AQUI! Tudo tem a sua função no jogo perfeito que a Humanidade está a jogar! Quem sabe se a experiência do retrocesso, quando dela se toma consciência, não serve de trampolim para mais altos voos do Ser? Quem sabe? Disse Jesus: Há mais alegria no céu por um ‘pecador’ que se arrepende…
Amigos Multi

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ser Divino e Ser Humano

EU ESTOU NESTA VIDA PARA CONHECER E EXPERIENCIAR
O MEU CRESCIMENTO

Era uma vez uma estrelinha – a Estrelinha – que vivia num mundo de luz, paz, amor, serenidade e alegria. No seu mundo não havia noite – era sempre dia. A estrelinha era curiosa, irrequieta, ansiosa, ávida de conhecimento. Perguntava, inquiria, questionava, retorquia… e curiosa?! Ah! Como ela era curiosa! Já se tinha apercebido de que, se olhasse para aquela linda esfera branca, azul e verde que girava no terceiro lugar à volta do sol, em determinados momentos veria a esfera escura, pontilhada de minúsculos raiozinhos luminosos… e achava divertido. Divertido, curioso, mas, acima de tudo, intrigante: como poderia escurecer algo tão luminoso, tão belo? E, ainda por cima, voltar a ficar luminoso e belo outra vez, uma e outra vez, uma e outra vez? No seu mundo nada ficava escuro, tudo era sempre luminoso!
Como era curiosa, atrevida e inocente, a estrelinha pôs as suas dúvidas a Deus. Com a ternura infinita e a infinita paciência de Pai, Deus respondeu:
- Minha querida Estrelinha, a linda esfera que tanto te intriga é a Terra, o mais maravilhoso planeta do sistema solar. É um lugar de experiências e de conhecimento, de vivências múltiplas e de crescimento; é um lugar de dor e de exaltação, de luz e de sombra, de tristezas e de alegrias, de descobertas e de reflexão. Vivem na Terra anjos e estrelas, mestres e sábios, construtores de mundos e de universos, génios do conhecimento e pilares do Amor… mas pouquíssimos recordam quem são.
- Como pode ser isso? Como se pode esquecer quem se é?
- Estrelinha, estrelinha linda, és muito jovem e sempre tiveste consciência da tua luz, desde o momento da tua criação. Sempre foste, és e serás luz, e sabes isso. Não sabes o que é o crescimento, o que significa procurar a luz dentro de ti, cuidá-la, alimentá-la, expandi-la… sabes que és uma estrela e tudo à tua volta valida esse conhecimento.
- Mas por que é que as estrelas na Terra…
- Calma, calma, já lá vamos! Os seres que agora habitam na Terra tiveram um dia as mesmas dúvidas que te perturbam; ou começaram a sentir a urgência de aumentarem a sua luz, o seu conhecimento, o seu amor; ou decidiram adquirir novas competências, outros valores; ou decidiram rever velhos afectos… enfim, milhares de razões e motivações fazem com que os seres luminosos queiram descer à Terra e nela viverem novas experiências. Ora, descer à Terra, implica descer nas dimensões, o que significa entrar em vibrações cada vez mais lentas, em atmosferas cada vez mais densas. A cada desaceleração vibracional, a cada novo aumento de densidade, a luz dos seres luminosos vai-se retraindo, recolhendo-se ao seu âmago. A luz leva consigo a memória e as competências divinas do Ser, as quais ficam aprisionadas na sua essência. Quando o Ser de Luz adquire também o estatuto de Ser Humano, a sua memória divina fica fora do seu alcance. Mas, tem calma, não desaparece! O ser Humano/Divino será sempre guiado pela luz dentro de si, e o conhecimento contido nessa luz permitir-lhe-á seguir os caminhos que escolheu nos mundos de onde veio.
- Mas, Deus, isso é maravilhoso!
- Nem sempre, Estrelinha, nem sempre…
- Porquê “nem sempre”?
- Bem, porque o ser humano, muitas vezes, não dá ouvidos à voz dentro de si. O ser humano não aceita a sua divindade – tem medo dela – e recusa assumir a sua condição de anjo, ou de estrela, pois não se julga merecedor. O ser humano chega, até, ao ponto de se julgar separado de Mim…
- Mas, Deus, isso não é possível!
- Pois não, Estrelinha, pois não, mas alguns seres humanos afirmam que Eu existo algures no Universo, longe do seu alcance e – imagina! - que Eu castigo e premeio, e Me ofendo, e Me vingo! Dizem que Eu escolho os Meus Filhos pelo local onde nasceram, pela igreja que frequentam, ou pela cor da pele, ou pelas cerimónias que praticam, ou por outras razões igualmente descabidas. Tentam fechar-Me nos seus locais de culto e ter o exclusivo da Minha Presença!
- Oh! Deus! Oh! Deus, Tu não mereces isso!
- Estrelinha, Estrelinha, isso não pode ofender-Me, ou tocar-Me, ou forçar-Me a fazer juízos! EU SOU TUDO O QUE É e Sou também os Meus Filhos que assim pensam e agem. Como poderia, pois, ofender-Me Comigo Mesmo? São os Meus Filhos, os Anjos e Estrelas do Meu Reino, ainda crianças, a conhecer e experienciar o seu crescimento.
- A conhecer? A experienciar? Crescimento? Explica, por favor. Não estou a entender.
- Como te disse, Estrelinha, o ser divino, luminoso, ao entrar na atmosfera da Terra, perde a consciência de Quem É. Ganha um corpo denso, material, que lhe permite deslocar-se no planeta e aprender, por ciclos, as competências de um ser humano. Aprende a caminhar, a comunicar, a ser autónomo, a integrar-se numa família, numa sociedade… aprende regras, normas, leis… busca o sustento do corpo e do espírito… cultiva-se… adquire competências e valores… a isto chama-se crescimento. Os passos dados em cada uma destas etapas formam a experiência, e a consciência dessa experiência é o conhecimento.
- E depois, e depois?
- Bem, nem sempre tudo é assim tão simples, tão linear. Nem sempre as etapas se sucedem na progressão ideal… nem sempre o ser humano escuta o seu ser divino… e raramente o projecto inicial, o que motivou a descida à Terra, é desenvolvido e completado nas vidas para o efeito programadas…
- Hei, espera lá… vidas?!
- Sim, vidas. A cada período de tempo – não interrompas: mais tarde explico o que é tempo – como Eu dizia, a cada período de permanência na Terra chama-se uma vida. Em cada vida, o ser humano repete os processos de crescimento físico e social, isto é, de interacção com o meio em que decidiu nascer e com as pessoas que decidiu (e que concordaram com a decisão!) que iriam ter um papel na sua vida, tendo em vista o seu projecto para essa vida. Mas, paralelamente ao crescimento físico, e para além dele, o ser humano desenvolve processos de crescimento espiritual e de re-conhecimento da sua essência divina…
- Ou seja, o ser humano procura recordar que é um anjo, ou uma estrela, ou um ser de luz.
- Mais ou menos isso. A consciência da maior parte dos humanos não aceita a sua condição primordial de Ser de Luz, seja qual for a categoria. No entanto, em algum lugar dentro de si há uma ânsia, uma necessidade, uma falta de algo que ele não sabe definir. Na fonte do seu sentimento tudo clama por um aconchego a que ele receia – e anseia – chamar Amor; na fonte da sua razão, algo lhe diz que a vida não se resume àquilo que ele pode ver, fazer, tocar, aprender; a sua imaginação eleva-se, solta e veloz, na procura de algo a que ele chama felicidade.
- Felicidade?! O que é felicidade?
- É algo que os humanos procuram sem cessar. Algo atrás de que correm, na tentativa de se sentirem bem, perfeitos, realizados, completos, em paz, na abundância… é algo que procuram, procuram e, quando encontram, raramente reconhecem… e continuam a procurar.
- Ainda não entendi. O que é felicidade?
- Felicidade é um estado de ser. É o estado em que tu, Estrelinha, vives – o estado em que se desenrola a tua existência. É o estado que É, ou que se alcança quando se conhece, ou se re-conhece, a Minha Presença e o Meu Amor.
- Mas, de que outra forma se pode existir?!
- Bem, a maior parte dos seres humanos existe na falsa ignorância de Mim…
- Porquê?
- Para poderem experienciar o seu crescimento e a verdade de Quem, realmente, São.
- E depois de saberem isso?
- Bem, quando atingem o conhecimento de Quem São, estão preparados para experimentar a união Comigo e com toda a Minha Criação. Aí, então, podem decidir permanecer na felicidade da Minha Presença e do Meu Amor, ou podem decidir viver novas experiências – crescer mais, experienciando-se de outras formas, conhecendo-se mais profundamente.
- Meu Deus, isso parece muito interessante! - A estrelinha franziu o seu sobrolho de luz, fez um ar pensativo, e Deus até podia ver os seus pensamentos a correrem uns atrás dos outros. – Então, de tudo o que me disseste, posso concluir que eu não sei como é adquirir a luz, pois sempre fui luz! Não tenho experiência de crescer, pois sempre fui como sou! Não sei o que significa crescer, pois sempre fui Quem Sou!
- Bem, postas as coisas nesses termos…
- Queres dizer que, se eu conhecer e experienciar o meu crescimento, posso ter consciência do meu estado de felicidade e crescer ainda mais, tornar-me mais luminosa, mais sábia, capaz de decidir Quem Quero Ser?
- É isso mesmo, Estrelinha! Captaste a essência…
- Eu posso fazer isso? – interrompeu a estrelinha. – Posso fazer tudo isso indo para aquela esfera linda e misteriosa a que chamaste Terra?
- Se assim o decidires… – A voz de Deus era bálsamo perfumado, e se Deus quisesse manifestar emoções, a estrelinha poderia ter sentido naquela voz o orgulho do pai que vê o filho abrir as asas e voar do ninho pela primeira vez; poderia sentir a compaixão de quem antecipa dificuldades e solidão; poderia sentir o Amor Incondicional face a qualquer decisão que viesse a ser tomada.
- Se eu decidir descer à Terra, estarás sempre comigo? Não perderei a minha luz em nenhum momento? – A estrelinha estava a recordar-se da sua visão da Terra escurecida… – É que a Terra ora é luminosa, bela e brilhante, ora fica escura, com minúsculos pontos de luz espalhados aqui e ali…
- Ah! Isso tem a ver com o dia e a noite! Ah! Ah! Calma! – disse Deus, ao ver que a estrelinha se preparava para questionar. – Já sei que queres saber o que é dia e o que é noite, mas essa explicação fica para quando te falar de tempo.
- Sim. Obrigada. Acho que está bem… – respondeu a estrelinha, com um ar um pouco ausente. – Não respondeste à minha pergunta…
- Vou responder, minha estrelinha, vou responder… – disse Deus, derramando sobre ela a Sua ternura de Pai Amoroso. – Nunca poderia deixar de estar contigo, pois EU SOU TUDO O QUE É. Assim sendo, Sou Tu também. Sou a Tua Essência, Sou a Tua Luz. Eu não deixo nunca de ser Tudo O Que É, portanto, se Eu não deixo de Ser, a tua Luz, que Sou Eu, não pode deixar de Ser, de Existir… Poderá ficar escondida num recanto de ti, guardada bem no âmago do teu Ser, mas estará lá, sempre pronta a brilhar quando a invocares. Tal como Eu! Sempre estarei em ti, mas só Me perceberás quando a isso te decidires.
Houve um silêncio. Deus aguardou, em expectativa risonha! A estrelinha fechou os olhos de luz, pareceu recolher-se em si mesma, mas – fenómeno curioso – quanto mais profundo era o seu recolhimento, mais luminosa, maior, se tornava. Por fim, com um suspiro que fez vibrar o ar do Universo e tilintar campainhas no cosmos, a estrelinha falou:
- Deus, meu Pai Amoroso, ensina-me e ajuda-me a preparar para descer à Terra. Agora que Te ouvi, não quero mais ficar parada nesta luminosa beatitude para sempre. Quero descer à Terra e viver a vida de um ser humano. E quando for um humano, quero poder dizer aos meus irmãos terrenos “Eu estou nesta vida para conhecer e experienciar o meu crescimento.
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