HOJE, EU CREIO! HOJE, EU QUERO! AGORA, EU SOU!
PORQUE HOJE É O MOMENTO ÚNICO EM QUE EU EXISTO.
Quem eu era há um micro-segundo atrás, como pessoa, não é a pessoa que eu sou neste momento, nem a pessoa que serei amanhã. O tempo – uma construção necessária na dimensão em que nos movimentamos como seres humanos – tem uma ação erosiva constante sobre o físico e uma ação construtiva oscilante sobre os corpos subtis. Permitam-me que explique melhor:
O tempo permite-nos viver, registar, projetar acontecimentos e situações de forma sequencial; o tempo é mensurável e inexorável na sua passagem; o tempo não retrocede – avança sempre. Todas as coisas e todos os seres viventes neste planeta sofrem o desgaste causado pela passagem do tempo – a ação erosiva – que afecta de forma especial os seres humanos, cujas células morrem e são substituídas a cada instante da vida. Ao mesmo tempo, o tempo proporciona o cenário – dá o enquadramento – para o desenvolvimento de novas capacidades, habilidades e competências, ajudado pela teia complexa das interações pessoais e sociais – o ser humano, ou melhor, todos os seres viventes adquirem a capacidade de se adaptarem, aprenderem, crescerem, evoluírem em todas, ou em algumas áreas; os humanos são capazes de “construir" cérebros brilhantes e mentes abertas, selectivas, indagadoras, capazes de armazenar e disponibilizar, de forma instantânea, quantidades inimagináveis de informação; eles podem acelerar, manter, diminuir, ou mesmo regredir, no desenvolvimento das suas capacidades em todas ou em algumas das vertentes - isto, em qualquer momento, com qualquer ou sem nenhuma periodicidade. Esta é a acção construtiva oscilante do tempo.
Seja qual for a via escolhida, o ser humano muda a cada instante, pois a todo o instante vive no tempo e está sujeito às impressões mais ou menos profundamente gravadas nos seus corpos emocional, mental e espiritual pelas suas vivências e crenças e pelas vibrações e energias emitidas por todos os outros seres humanos.
Sendo que, a cada instante, uma palavra, uma imagem, um livro, uma canção, uma nuvem, uma flor, uma discussão, uma alegria, um desgosto, ou qualquer outra coisa, pode mudar em mim a forma como eu vejo o mundo e me relaciono com ele, eu só posso afirmar-me como quem sou (como pessoa) - e aquilo em que acredito - no momento em que o faço! Aquilo em que hoje acredito, pode ser a mesma coisa da qual escarneci ontem, ou que poderei considerar obsoleta amanhã. Aliás, o ontem e o amanhã são abstracções – não posso viver hoje um único dos segundos que vivi ontem, nem posso saber como serão as minhas vivências num tempo que ainda não é real – o amanhã! Portanto, posso afirmar com toda a propriedade “Hoje, eu creio!”, seja lá o que for aquilo em que eu creio hoje. Mas, para que não fiquem com dúvidas sobre as minhas crenças, sempre vos digo aquilo em que hoje eu creio (pensando melhor, direi só algumas coisas, as mais importantes): hoje, eu creio que os seres humanos são Anjos corajosos que decidiram passar férias na Terra e aproveitar tudo o que a Terra tem para oferecer; hoje, eu creio que Deus está presente em cada átomo de cada molécula de tudo o que existe, pois acredito que a maravilha que cada átomo é só o pode ser por ser contido e conter a energia amorosa e infinitamente inteligente do próprio Criador; esta crença leva-me a outra, ou seja, hoje, eu creio que somos unos com tudo o que existe, pois a energia dos meus átomos é a mesma que faz girar os átomos de uma estrela, de uma gota de água, de uma flor, de uma árvore, de cada um dos seres vivos sobre a Terra; hoje, eu creio no meu poder para mudar a minha vida mudando o meu pensamento; hoje, acredito que posso fazer a diferença!
Hoje, eu quero! Hoje? Porquê só hoje? – podereis perguntar.
Hoje, eu quero, porque hoje a minha consciência está de posse de todo o meu acervo de conhecimentos, desejos, necessidades, limitações… assim sendo, posso decidir o que eu quero. Mas, atenção: a decisão de querer requer a ação para obter! Eu posso afirmar que quero, mas, se nada mais fizer, vou continuar querendo em cada “hoje” da minha vida!
Até aqui, tenho falado de “crer” e de “querer” do ponto de vista da pessoa, do ser humano. É, pois, tempo de vos falar do ponto de vista do Ser Integral, do Anjo que está a passar férias na Terra. Para o Anjo que – não esqueçam! – é, também, o ser humano, não existe essa coisa de tempo, de crer, de querer… pois nas dimensões em que se movimenta não há a dúvida, o desejo, a insatisfação. Nas dimensões dos Anjos, tudo acontece em simultâneo, ou seja, há o conhecimento de cada evento, de cada situação, pensamento ou manifestação, da causa e da consequência de tudo o que jamais foi, é e será. Nas dimensões dos Anjos, não há tempo – tudo é AGORA.
Um Anjo não tem dúvidas, não precisa de “crer”, ou não seria Anjo. Um Anjo não tem carências, não precisa de “querer”, ou não seria Anjo.
Criado à imagem e semelhança de Deus, um Anjo É. Pode, pois, com toda a propriedade, afirmar: “AGORA, EU SOU!”
Parece-me que vos oiço a perguntar: “Sim, mas isso são os Anjos. O que é que isso tem a ver connosco, seres humanos?” Ai, ai, bem me parecia que a vossa atenção estava um pouco dispersa… então já vos esquecestes de que também sois Anjos?
Pois é, meus amigos, nós somos Anjos e Humanos! Esta dupla personalidade permite-nos usufruir das competências e qualidades de uns e de outros (e das “responsabilidades” também!).
Então, posso ou não posso afirmar com toda a propriedade:
- Hoje, eu creio.
- Hoje, eu quero.
- Agora, EU SOU,
Porque hoje é o momento único em que eu existo?

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