quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Surpresa!


QUANDO A VISÃO INTERIOR DESPERTA, DEIXAS DE NECESSITAR
DOS TEUS OLHOS PARA VISLUMBRARES O QUE JULGAS INTERESSAR

             O mundo da forma é belo: há homens e mulheres belos, crianças lindíssimas, flores maravilhosas, espécies vegetais fantásticas, animais encantadores, paisagens de cortar a respiração, momentos do dia e da noite que nos deixam estáticos.
            O ser humano dispõe da capacidade de mudar o mundo da forma e torná-lo ainda mais belo: reconstitui rostos desfigurados, restaura corpos mutilados, constrói jóias de arquitectura, desenha jardins de sonho, manipula genes em busca da perfeição…
            O mundo da forma é visível, palpável, admirável. Movemo-nos nele, interagimos com ele, amamo-lo e odiamo-lo.
            Tudo no mundo da forma nos interessa - gostaríamos de ver tudo de todos os lugares; tocar todas as formas, provar todos os sabores, inalar todos os perfumes; mergulhar nas profundezas dos mares e voar pelos céus nas asas do vento; sondar os mistérios dos desertos e escalar as montanhas geladas.
            Tudo no mundo da forma desperta o interesse de alguém, em algum lugar.
           Com a inimaginável diversidade de formas, cores, tons, sons, sabores, texturas, espaços e TUDO que o TODO colocou à disposição dos seres humanos, há tanto, tanto para ver, analisar, processar, tantas coisas a despertar a nossa curiosidade, que fomos perdendo o contacto com a nossa visão interior – deixámo-la adormecer; trocámo-la por tudo aquilo que os nossos sentidos físicos nos dizem ser a realidade – a realidade do mundo da forma.
            Nestes novos tempos, contudo, algo se agita dentro de nós – e digo “nós” porque tenho vindo a aperceber-me de que a inquietude que me desestabiliza encontra eco (ou é o eco!) na mesma sensação expressa por muitas pessoas com quem falo. Esta agitação, este querer não sei o quê, esta expectativa apenas esboçada, esta espera, esta certeza insegura, este devaneio, fazem-me sentir como se estivesse a abrir a porta de uma sala: lá dentro tudo está escuro… sustenho a respiração, fecho os olhos à espera do clarão das luzes e preparo-me para o grito: “Surpresa!”. Nesta infinidade do tempo da espera, no escuro, de olhos fechados e respiração suspensa, eu “vejo” a cena, antecipo os sons, as reacções.
            Esta é uma metáfora da realidade tridimensional em que me movimento, mas é também o exemplo de que não necessito dos meus olhos humanos para “ver” aquilo que desejar ver – posso usar a minha visão interior.
            Como é que se faz? É simples… ou talvez não. Vamos ver se consigo expressar-me com clareza: a minha visão interior ficou desfocada por não ter sido usada por tempos e tempos… nem sei por quantos tempos! Depois, a pouco e pouco, comecei a sentir que para lá das formas que os meus sentidos apreendem e os meus olhos fotografam, há algo mais. E questionei-me: “Por que é que fiquei toda arrepiada de repente, se não há aqui correntes de ar? Por que é que sinto este perfume tão suave e doce, se ninguém entrou na sala e eu não uso perfumes? Por que é que o meu cão correu para mim a ganir, todo encolhido, quando o meu filho entrou, acompanhado de um amiguinho que o cão conhece desde sempre e com quem habitualmente brinca? Por que é que entro em determinados locais e fico com dor de cabeça de imediato? Por que é que entro em outros locais e me parece que o sol foi colocado ali, de propósito, para tornar tudo luminoso? Por que é que as minhas plantas reagem à forma carinhosa como as trato e falo com elas cobrindo-se de flores e perfumes? Por que é que pareço atrair as coisas que mais detesto? Por que é que… Por que é que…”
            São insignificâncias, dirão. É imaginação, dirão. Será? – pergunto eu.
         O facto é que estas “insignificâncias”, ou “coincidências”, ou o que quiserem chamar-lhes, durante muito tempo não despertaram a minha atenção – a minha visão interior, talvez –, passaram completamente ao lado das minhas percepções. Ou seja, a minha visão interior não as conseguia focar, e a minha visão física não as julgava suficientemente importantes para lhes prestar atenção. Mas, como já referi, estes são tempos de “Surpresa!” e aconteceu que a minha visão física começou a achar que talvez valesse a pena lançar um segundo olhar para estas “anomalias”. É claro que nada descobri! Apenas vislumbres inconsequentes.
           Então, lembrei-me (!) de ter ouvido falar de algo chamado “visão interior”! Como eu nunca tinha sentido que tivesse tal coisa, fiquei um pouco perplexa: “onde é que eu vou encontrar isso? E, se encontrar, como é que se activa?” Pelo sim, pelo não, comecei a focar a minha atenção, a minha consciência, bem dentro de mim, no meu coração – não o coração físico, esclareço, mas o coração espiritual, o lugar sagrado dentro de mim onde EU SOU. E, pelo sim pelo não - mais sim e menos não -, comecei a pedir ao Universo que me ajudasse a encontrar – e a saber utilizar – a minha visão interior… E não é que deu resultado?!
            A princípio de forma hesitante, comecei a tomar consciência de que, quando me acontecia algo que podia considerar “menos comum”, se me centrasse no meu coração e pedisse para “ver” a explicação, ela quase sempre me era dada. Não numa projecção visual, não numa imagem ou frase que possa associar aos sentidos físicos, mas antes como o aflorar de um conhecimento interior, uma certeza imbatível, uma ideia a escorrer da Alma, e não da mente.
            A minha visão interior estava a despertar!
            Parece um pouco estranho falar de “visão interior” quando digo acima que a explicação “não é uma projecção visual, não é uma imagem”, não parece? Mas não é estranho, se considerarmos que não estamos a interagir com o mundo da forma, mas sim com o mundo da energia.
            A visão interior de cada Ser pode, ou não, estar adormecida. Seres humanos há que a têm vigilante e activa durante toda a sua vida, da forma adequada à missão que decidiram vir desempenhar na Terra. Outros há que a rejeitaram, que a rejeitam; outros, ainda, que foram obrigados pela ignorância e pelo medo de familiares, de amigos, ou da sociedade, a escondê-la bem fundo, fora do alcance do mundo e, às vezes, de si próprios. Para a maior parte da Humanidade, contudo, o apelo dos sentidos e o imediatismo da vida levaram a que a visão interior, por não ser invocada, se fizesse menos presente, ou ficasse esquecida.
            Reparem que eu digo “menos presente” ou “esquecida”. Não digo “inexistente” ou “ausente”. Portanto, leitor amigo, não me venha dizer que não tem essa tal coisa a que eu chamo visão interior… Já imaginou… a sua Alma sem olhos?
            Só para dar uma achega, dir-lhe-ei que há quem lhe chame – à visão interior – intuição, sobredotação, capacidade psíquica, paranormal, dom de adivinhação, dom de profecia, visão sobrenatural… Isto significa que a visão interior pode assumir variadíssimas formas, conforme o que decidiu – e decide – cada Ser humano. Mas está lá sempre, dentro de si, à espera de que se lembre da sua existência e a procure. À espera de que a desperte. Faça-o! Verá que é como despertar a Bela Adormecida e viverem juntos e felizes para sempre!
            Que a alegria da “Surpresa!” seja uma constante na sua vida!
 M.Deus

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Amor e Amores.


SEM A INTELIGÊNCIA DO AMOR,
NÃO SUPORTARÁS AS PERDAS DO AMOR EGOISTA.

             Neste momento, eleva-se de dentro de mim um grito: “Amor! Vem em meu auxílio! O que é que quer dizer aquela frase ali em cima?”
            Uma vozinha nervosa responde, também dentro de mim: “Qual... dos amores... queres que venha?”
            “Como, qual dos amores? Amor é Amor!” oiço-me a responder de volta.
            “Nnnão é bem assim…” – diz a mesma vozinha, parecendo cada vez mais nervosa – “… há o amor incondicional, o amor humano, o amor divino, o amor de mãe, o amor inconsequente, o amor inteligente, o amor egoísta…”
            “Chega! Chega! Chega! Ainda me estás a confundir mais! Mas, já que há esses amores todos…”
            “E mais alguns…” – a voz é cada vez mais sumida.
            “… já que há esses amores todos, então eu peço ajuda aos dois amores em causa: o amor inteligente e o amor egoísta.”
            “Estou aqui!” – duas vozes doces, em simultâneo… e, mais uma vez, algures dentro de mim! Uma das vozes, porém, adiantou: “Eu sou Amor… e não percebo porque é que me chamam egoísta! É verdade que gosto de ser retribuído; também é verdade que só me manifesto em circunstâncias que me agradem; é mais verdade ainda que costumo desaparecer quando as coisas começam a complicar-se; também não digo que não, se me disseres que não gosto de dividir…”
            “Não será partilhar?” – perguntou a outra voz doce.
            “Não. É mesmo dividir. Partilhar, eu partilho, quando não tenho que ceder nada. Agora quando tenho que abrir mão de algo que é meu, aí as coisas mudam de figura. Prefiro sair, a dividir.”
            “E o vazio que deixas quando sais, não te incomoda?” – a outra voz doce continua a inquirir. E eu a assistir!
            “Não! Por que haveria de me incomodar? Outro amor irá preencher o lugar que eu deixei… e eu outro amor encontrarei. Pois, porque é bom que saibas que eu só me dou com amores, não com outros sentimentos. Por isso, não percebo por que é que me chamam egoísta.”
            “Talvez se eu tentar explicar…”
            “Bem, por alguma razão te chamam o amor inteligente!... acho que, por esta vez, vou ouvir o que tens para dizer. Mas, aviso já, se a conversa não me agradar, ou se for demorada, fecho-me de novo na minha concha – em sentido figurado, é claro!”
            A outra voz doce pigarreou um pouco, suspirou (e eu a assistir!) e começou: “Vou, então, falar-te do teu 'caso' com a nossa hospedeira (Eu!). Lembras-te daquela vez, na escola primária, em que incendiaste o seu coraçãozinho com a imagem de um companheiro de classe bem parecido, sorridente e… cábula?”
            “Hum, hum.”
            “E lembras-te de que, no final do ano escolar, depois de ela ter ajudado o coleguinha a fazer todos os trabalhos de casa (a copiá-los, esclareci eu – mas não me ligaram importância, os atrevidos!) apagaste o incêndio derramando sobre o seu coração uma banheira de água fria, assim, tão de repente como o sorriso desdenhoso que lhe atirou um ‘ainda bem que já são férias. Já não preciso mais de ti`?”
            “Hum… mas se ele não precisava mesmo! Amou enquanto durou! E também me lembro que lá estavas tu, sempre a segredar-lhe que não valia a pena chorar, que ela iria passear nas férias e encontrar outro namoradito que não fosse tão egoísta, que era muito nova, que era um amor que devia sempre lembrar com carinho por ter sido o primeiro, e blá, blá, blá…”
            “E lembras-te de outra vez, na adolescência (a minha adolescência!), em que colocaste na sua cabeça e no seu coração o talento, as palavras meigas (enganadoras, rectifiquei eu) e a cortesia do rapazito que, pela primeira vez, lhe segurou a mão numa carícia acanhada? Lembras-te? Não demorou muito para que lhe roubasses tudo isso, pois eras partilhado por outra adolescente.”
            “Aí está! Partilhado, mas não dividido! E, de resto, nesse caso dividimos – tu e eu – os lucros. Ele, o tal rapazito, ficou a perder – perdeu as duas namoradas. Tanto lhe segredaste (a mim!) que não valia a pena chorar por uma traição, que ele não merecia as lágrimas, que era ainda muito nova, que iria descobrir, mais dia menos dia, o amor verdadeiro, e blá, blá, blá, que era mais inteligente, mais sensato, procurar a amizade da alegada ‘rival’ e não consumir-se em sentimentos azedos, e blá, blá, blá, que ela resolveu seguir os teus conselhos e procurar a ‘outra’ para a pôr a par da duplicidade. E lembro-me que tu ganhaste
 porque ela ganhou uma amiga para a vida, e eu ganhei, porque ela não me deitou culpas – converteu-me em motivo de risota. Devo confessar que fiquei ofendido!”
            “Ora aí tens uma prova do teu egoísmo!” – respondeu o amor inteligente. E continuou: “O amor Amor não se ofende jamais com a alegria, a libertação, a felicidade do seu hospedeiro. Muito pelo contrário – alegra-se, rejubila, acende estrelas nos seus olhos, coloca flores nos seus lábios e mel no seu coração!”
            “Pois, sim! Mas isso é só uma prova. Só uma.”
            “Só uma? Poderia continuar a desfiar aqui o rosário das perdas que o teu comportamento a obrigou a suportar. Não estou a fazer julgamentos, repara! Mas, como não entendias por que te chamam egoísta… estou a tentar que entendas. Com o entendimento, pode ser que mudes de atitude e deixes de pensar só em ti e no que te convém, ou te dá prazer.”
            “Pois, mas eu também me lembro daquela vez em que coloquei flores e mel nos seus lábios e acendi estrelas no seu coração. Isso não conta?”
            “Claro que conta!” – respondeu a outra voz doce. E acrescentou: “A tua primeira intenção é sempre maravilhosa. A tua primeira acção é sempre mágica! Os problemas começam quando surge a realidade. No teu mundo de fantasia, tudo tem que ser perfeito, mas… não é essa a vida real. Eu sempre tento fazer a ponte entre os dois, entre as duas realidades, mas…”
            “Sim, mas daquela vez…”
            “Daquela vez, depois de a teres convencido de que tinha encontrado o Amor da sua vida…”
            “E encontrou!”
            “Pois encontrou. Mas deixa-me continuar.”
            “Não sei se quero ouvir…”
            “Ouvirás, sim! Vai fazer-te bem.”
            “Se tu o dizes! Tu és inteligente…”
            “Sem ironias, por favor! Falo muito a sério. Então, como eu ia dizendo, depois de a teres convencido de que tinha encontrado o Amor da sua vida, provocaste a ausência do dono desse Amor, provocaste o seu silêncio, como se, simplesmente, se tivesse desvanecido no ar…”
            “Mas foi por uma boa causa! E não foi para sempre!”
            “Não, não foi para sempre. E sim, foi por uma boa causa. Mas, e o sofrimento da perda? E a dor da ausência? E o espanto do silêncio? Mais uma vez te digo: não há aqui julgamento, pelo que não há apelo ao sentimento de culpa – só à compreensão. E também te digo que, dessa vez, esgotei todos os meus argumentos. Esgotei todas as minhas forças. Temi, mesmo, que o sentimento de perda fosse mais forte do que eu. Então, pedi ajuda a um Amor Mais Forte e ao Amor Maior.”
            E continuou:
            “O Amor Mais Forte, ajudado pelo Amor Maior, trouxe-me novos argumentos, aumentou a minha força e o meu entendimento e, pouco a pouco, fui sendo capaz de acender luzinhas de esperança na noite do seu coração…”
            “Ah! Essas luzinhas… eu vi-as!”
            “… fui conseguindo abrir portas à aceitação… fui conseguindo segredar-lhe que eu estava ali, sempre presente, sempre no seu coração, quer a perda fosse permanente, quer não. Pedi ao Tempo um pouco do seu bálsamo curador e derramei-o, delicadamente, nas feridas. Pedi ao Sol um pouco do seu brilho e coloquei-o nos seus olhos. Pedi à Vida as carícias ternas das mãos das crianças e coloquei-as no seu colo. Ajudei-a a construir o suporte onde colocou o sentimento de perda…”
            “As luzinhas… eu vi-as!”
            “Pois viste! Mas ouviste alguma coisa do que tenho estado a dizer?”
            “Sim, sim, mas… as luzi…”
            As vozes doces perderam-se no silêncio dentro de mim. É estranho este silêncio, este sentimento de perda, de vazio… mas logo recordo o diálogo escutado e um sentimento amoroso de compreensão me preenche: as vozes doces acudiram ao meu grito, ao meu pedido de ajuda e, cumprida a sua parte, regressaram ao seu mundo mágico. Compete-me a mim, agora, usar a inteligência do amor para suportar a perda da sua magia.
            No mundo interno de cada ser humano coabitam variadas formas de amor, para além do AMOR. Eu sei – eu ouvi dois deles!
            Em bicos de pés, no cimo do AMOR, eu lanço um apelo a todos vós, companheiros/as da viagem pela Vida:
            - Por favor, oiçam o vosso Amor Inteligente! Ele terá sempre a força necessária para vos ajudar a suportar as perdas do Amor Egoísta!
            “E assim é! Shhh!... EU SOU O AMOR!
 M.Deus


Círculo de Luz e Amor de Mãe Maria

Com o intuito de divulgar o mais possível a mensagem, atrevemo-nos a "colar" aqui as palavras de Mãe Maria, recebidas por Jane Ribeiro. Possam elas acender a luz em todos nós!

Mensagem de Mãe Maria

Para que mais pessoas participem deste “Círculo de Luz e Amor de Mãe Maria” basta pedir a elas que enviem um email em BRANCO para o endereço abaixo:
Se você quiser compartilhar as Mensagens de Mãe Maria com pessoas que falam inglês ou espanhol, peça a elas que enviem um email em BRANCO para rib@uol.com.br colocando no item assunto: Mãe Maria-inglês/espanhol.
Queridos irmãos e irmãs,
Com as bênçãos da Mãe Divina.
Amor e Luz,
Jane Ribeiro

Mensagem de Mãe Maria
Amados Filhos,
Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
A cada dia do vosso tempo as mudanças se aceleram no vosso planeta e nas vossas vidas.
Os vossos corpos passam por transformações que subtilizam as vossas energias e abrem os vossos canais de comunicação, para que possais aceder à nova realidade que se instaura na vossa Mãe Terra.
É hora, pois, de acelerar os vossos processos de limpeza e purificação.
Não cabem mais nas vossas vidas, e na nova realidade que se abre aos Filhos da Terra, a violência, a guerra, o medo, a escassez, o egoísmo, as doenças, a dor.
Cada vez mais a transparência toma o lugar da densidade que alimentou o limite, a dúvida, o sofrimento, na longa jornada dos Filhos da Terra no mundo da ilusão.
As máscaras que utilizastes para sobreviver até este tempo já não resistem ao influxo de luz que permeia o vosso planeta e se expande, mais e mais, varrendo a escuridão de mentes e corações para revelar a verdade contida na sabedoria divina, que vem à tona para vos devolver a compreensão do que verdadeiramente sois, e do vosso propósito divino na Mãe Terra.
Aceitai, pois, este momento com naturalidade, equilíbrio e muita fé, amor e determinação, para que possais agir na busca e concretização das condições necessárias que vos permitam finalmente renascer.
Cuidai do vosso físico, das vossas emoções e dos vossos pensamentos.
Todos os vossos corpos precisam de ser unificados numa única sintonia que revele a vibração das vossas almas, a vibração do amor incondicional.
É hora de compreender, amados, que a luz se torna mais e mais intensa no vosso planeta, e que os vossos corpos precisam de elevar as suas frequências para absorver a dádiva da vida sem desconfortos e desequilíbrios.
Tudo precisa de ser purificado, e a mudança dos vossos hábitos é o primeiro passo para o sucesso do vosso trabalho.
Buscai alimentos naturais para o vosso físico, inundai-o com água, esse líquido sagrado que leva luz para as vossas células; purificai os vossos pensamentos, deixando de dar força àqueles que só trazer dor, incerteza e dúvida e olhai para os vossos sentimentos e emoções com a certeza de que necessitais, urgentemente, de vos desapegar de tudo o que vos mantém escravizados na terceira dimensão.
Sois escravos dos vossos hábitos e das vossas crenças; sois escravos das emoções que vos jogam na dor gerada pela ausência de amor; sois escravos dos vossos egos, que alimentam a realidade da competição e do egoísmo.
Este é o momento de mudar hábitos, quebrar paradigmas, reconquistar a liberdade que só as vossas almas vos podem ofertar.
Muito ainda existe nos vossos corpos emocionais que não vos permite seguir em frente sem remorso ou dor.
É tempo de olhar de frente a dor; é tempo de dissolvê-la na luz do amor; é tempo de vos perdoardes pelas ausências, pelas omissões, pelo egoísmo; é tempo de compreender as vossas ações e omissões; é tempo de corrigirdes o que pode ainda ser reparado; é tempo de resgatar a serenidade de quem assume a responsabilidade por todos os acontecimentos da sua vida.
Ponderai com clareza sobre os vossos preconceitos, reconhecendo a origem de cada um deles, para que possais perceber que eles nada mais são do que o resultado dos falsos valores impostos pelos detentores do poder, que não medem esforços para controlar os seus irmãos.
Deixai a rotina para trás, injetando amor em vossas ações, vencendo a inércia dos que esqueceram que o propósito que os trouxe a esse planeta foi reaprender a amar, compartilhando sempre, sentindo-se uma extensão de tudo e de todos, e aceitando a alegria e a tristeza como fontes de crescimento, para ver desabrochar nas suas vidas a plenitude infinita ofertada pelo Pai.
Bem amados, perseverai em vossas orações, acreditando sempre que elas são o combustível indispensável para alimentar o vosso propósito de sempre servir, ajudando assim os vossos irmãos a despertarem para a luz que devolve o pleno sentido da palavra VIVER.
Bem amados, Eu vos deixo agora, derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.
SP-29/11/2011-Mensagem de Mãe Maria-27-2011 canalizada por Jane M. Ribeiro
http://br.groups.yahoo.com/group/maemaria/

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Humildemente. Amorosamente. Sem julgamento.


SEM A HUMILDADE DA ENTREGA,
NÃO CONSEGUIRÁS RECEBER O QUE TE CHEGA ÀS MÃOS.

             Sou o teu Amigo. Sou o teu Irmão. Sou aquele a quem chamas o teu Mentor. Por tanto tempo – contado em termos terrenos –, por tanto tempo tentei que me ouvisses, que me sentisses! Por tanto tempo pedi ao Pai/Mãe que tocasse o teu coração com a minha energia de Amor! Finalmente me reconheces! Finalmente me ouves no silêncio de ti! Finalmente sentes quando a minha energia toca a tua! Finalmente!
            A minha energia nunca se materializou na Terra. No entanto, reconheço as dificuldades que os seres humanos têm na comunicação com outras dimensões e energias. Por isso te digo: Não esperes ouvir uma voz que não tenho, sons que não posso materializar para os teus ouvidos. Sente, antes, o pensamento que nasce dentro de ti, e que é a tua sabedoria interior, amparada pela minha atenção, pela minha carinhosa supervisão. Supervisão, sim, mas não intromissão, repara bem. És absoluta e completamente livre para expressares o teu saber.
            Procura no silêncio – lá encontrarás a música das letras, a dança das palavras, a marcha das ideias. Depois, deixa-as expressarem-se livremente, sem as peias da tua mente crítica.
            Deixa o silêncio vibrar a canção do Universo! Não tentes sobrepor a tua própria canção.
            Escuta no silêncio a minha voz, a tua voz, a voz de Deus. Fecha os ouvidos à voz da tua razão, que afirma que no silêncio só silêncio há.
            Molda, amorosamente, o teu orgulho intelectual, até que o vejas transformar-se na aceitação de que, se muito sabes, muito, muito mais há para saber; se muito mereces, muito, muito mais há para merecer; se te falta - ou se te sobra - reconhecimento vindo do exterior, muito, muito mais reconhecimento te virá do Pai.
            Molda, amorosamente, o teu orgulho espiritual, até que o vejas transformar-se na aceitação de que estás no lugar que tu própria escolheste, construindo a tua vida com as tuas próprias decisões, saboreando as vitórias, ou chorando o que chamas derrotas, e que nada mais são do que a tua criação.
            Cala o teu orgulho humano que, insidioso, te segreda que mereces estar nesta ou naquela posição; que merecias ser dotada deste ou daquele atributo; que Deus/A Vida não faz justiça aos teus esforços e aos teus méritos e merecimentos.
            Observa-te. Observa os teus orgulhos que, neste momento, todos emproados, em uníssono afirmam que não és nada assim, que este não é o teu retrato. Observa! Pode doer… e dói! Dói sempre comparar a vossa verdade com a Verdade!
            Sente o meu afago! Sente as gotas de amor que caem no oceano da tua Alma – elas vêm da Fonte! Recebe-as e deixa que a sua suavidade alise as ondas de dor.
            Serenado o tumulto em ti, a tua Alma será um oceano de paz e poderá refletir, sem distorção, até a mais pequena estrela do Universo.
            Estás, agora, pronta a reconhecer que o orgulho – nas suas diferentes faces – te colocou numa redoma de vidro: vês, mas não vives; olhas, mas não tocas; está tudo mesmo ali, à tua frente, mas não te chega às mãos.
            Tudo está – sempre esteve – ali para ti. Mas, como sempre quiseste, ou esperaste, mais, nunca estendeste a mão para receber.
            Entrega, agora, ao Universo, os teus desejos, as tuas necessidades, as tuas esperanças. Reconhece que, sem a presença da Graça Divina na tua vida, sempre estarás isolada da Vida.
            Liberta da visão ilusória do orgulho, entrega-te nas mãos amorosas do Pai e perceberás que podes, finalmente, abrir os braços e receber neles tudo o que a Vida tem para te dar.
            Humildemente. Amorosamente. Sem julgamento!
 Viviate Neparimis



domingo, 27 de novembro de 2011

Sorri,diverte-te, sonha...


 OLHA PARA O ROSTO DE UMA CRIANÇA E SORRI.
BRINCA COM QUALQUER ANIMAL E DIVERTE-TE.
ALCANÇA O ARCO-ÍRIS E SENTE A SUA VIBRAÇÃO…
DORME NA IMAGINAÇÃO DO TEU SABER E VERÁS QUE TUDO É SIMPLES:
ATÉ O INALCANSÁVEL ESTÁ À TUA FRENTE PARA SER TOCADO.

             - Dito assim, até parece tudo muito fácil. Dá mesmo vontade de acrescentar: “A vida é bela!” e “Finalmente alcançámos a Terra Prometida!” Pois! Pois! Isso é porque quem faz as afirmações – ou as sugestões, não sei bem – que li acima, não deve ter as contas para pagar no fim do mês, a renda da casa no princípio do mês, os livros, o material escolar, as roupas e os ténis das crianças que deveriam fazer-nos sorrir, nem as despesas de alimentação e veterinário dos animais que deveriam ser fonte de diversão. Se eu pudesse alcançar o Arco-íris, seria certamente para escorregar por ele abaixo até ao fim para ver se encontrava o tal pote de ouro que dizem estar no fim do dito. E como é que achas que se pode dormir imaginando que se sabe o que não se sabe, como, por exemplo, saber onde arranjar dinheiro para trocar os pneus “carecas” do carro? E sabes uma coisa? Se eu conseguisse tocar o inalcançável, talvez ganhasse bom dinheiro no circo… mas, como isso não é possível, o que eu acho é que tu – sejas lá quem tu fores! – te estás a divertir à minha custa e a rir da minha cara – na minha cara!
            - Não, minha querida, não! Apesar de apreciar uma boa gargalhada, não estou a divertir-me à tua custa… e nunca riria de ti… apesar de que, às vezes, é muito engraçado ver como vós, humanos, transformais situações comuns do dia-a-dia – do vosso dia-a-dia – em tragédias, converteis arrufos em tragicomédias e confundis opções pessoais com dramas universais. Não e não, eu não me rio de ti. Estou até muito sério. A sério!
            - Eu bem digo! Alguma coisa aqui não está a encaixar. Onde é que já se viu uma voz de Alma, ou de Ser Espiritual, ou de Energia, ou seja lá de quem for que não se vê, a falar dessa forma tão ligeira? Alguma coisa aqui não condiz!
            - E por que não? Quem disse que a Alma, o Espírito, não tem sentido de humor? Quem achas tu que “inventou “ o humor? É um atributo divino, sabias? Um dos ramos da árvore da Alegria!
            - Pois, sim! Mas, a dizeres as coisas que dizes, ninguém te leva a sério. Tocar o inalcançável… ora… ora…
            - Mas olha que agora passo a falar seriamente, a sério. Todos vós, humanos, me mereceis o maior respeito. Para ti, hoje, trago uma dose extra de carinho, uma medida cheia de amor e uns pozinhos de magia… e uma sentença que, de facto, à primeira vista pode parecer quase infantil, ingénua, pueril, se quiseres. Mas, como disse, é só à primeira vista que causa essa impressão, porque, olhando em profundidade, sentindo ao nível das emoções, tem mais que se lhe diga!
            «Analisadas globalmente e interpretadas no sentido lato, as afirmações que abrem esta “conversa” pretendem dizer-te que prestes atenção às preciosidades que o Universo coloca à tua frente a toda a hora para o teu maior bem: a candura e a beleza inocente de uma criança; a devoção, a confiança, a disponibilidade, a alegria, a entrega de um animal de estimação; a beleza mística e misteriosa do Arco-íris; a energia renovadora do sono e a sua capacidade de te surpreender noite após noite, apresentando-te como imaginários situações, seres e cenários que fazem parte do teu património de conhecimento…
            - Espera, espera… Não entendi isso do sono. Podes repetir? Mas de forma que eu entenda. Com palavras que estejam no meu dicionário.
            - Com certeza! Estou aqui para trazer a luz, não para confundir as tuas ideias. Vejamos, então: Quando dormes, sonhas, não é verdade?
            - Nem sempre. E nem sempre são sonhos – às vezes são mais pesadelos!
            - O teu cérebro, por vezes, não consegue processar o teor dos teus sonhos… já sei, já sei, palavras simples… Então, o teu cérebro, por vezes, não consegue fazer com que te lembres do que sonhaste, nem sequer de que sonhaste. Outras vezes, a informação sobre o sonho é tão fragmentada – tão em pedaços soltos – que parece não fazer sentido nenhum. Raramente tens um sonho com princípio, meio e fim, ou seja, um sonho coerente. Então, como raramente os teus sonhos fazem sentido, tu atribuis o sonho à imaginação. Ou, então, a tua mente lógica decide esquecê-los de imediato – por isso dizes que não sonhas!
           «Prepara-te, agora, para a surpresa: Os teus sonhos são manifestações das tuas vivências – passadas, presentes e futuras, pois quando sonhas movimentas-te no AGORA, onde não há outro tempo senão o AGORA, o PRESENTE – e as tuas vivências construíram o teu CONHECIMENTO, o teu SABER. Mas, como a tua mente lógica não tem acesso a toda essa informação, diz-te que são tudo fantasias da tua imaginação.
            - Se bem entendi, tu achas que eu sei muitas mais coisas do que aquelas que eu penso que sei, e isso é o meu SABER
            - Nem mais! É isso mesmo!
            - E por que é que eu não sei que sei?
            - Porque o teu cérebro, neste momento da tua existência como ser cósmico…
            - Eh! Pára lá com isso! Da minha existência como o quê?
            - Como ser cósmico, ou seja, como indivíduo cuja existência – condição de existir – se tem vindo a desenrolar não só na Terra como em outras dimensões, ou, até, em outros planetas ou galáxias, ou mesmo noutros universos – no cosmos, portanto.
            - Não sei muito bem se percebi… mas continua.
            - Como eu ia dizendo, o teu cérebro, nesta altura da tua vida como ser sem princípio nem fim, ainda não desenvolveu todas as suas capacidades (está muito longe disso, na verdade!) e só consegue reter uma quantidade diminuta de informação.
            - Diminuta?
          - Bem, diminuta em termos globais, não em termos da tua existência física na terceira dimensão, ou seja, como ser humano a viver neste momento na Terra.
            «Na verdade, quando não é o teu cérebro físico a comandar as operações, mas o teu Ser espiritual, o teu Ser divino, o teu conhecimento – o teu SABER – é extraordinariamente mais vasto.
            - Tudo isso é muito confuso…
          - Pode parecer-te confuso, agora. Mas serás iluminada pela compreensão se pensares no assunto com a decisão firme de entender e de aceitar. Então, tudo será mais simples… o que, em última análise, foi o que te disse no início: quando prestares atenção às coisas simples da vida, quando aprenderes a sorrir com ternura, olhando a esperança de vida no rostinho de uma criança; quando, inocentemente, te divertires com as brincadeiras de um qualquer animal; quando sonhares acordada, construindo os teus sonhos na base dos teus desejos e quando sonhares a dormir, construindo e aceitando os teus sonhos como mensagens do teu saber, serás contagiada pela simplicidade e desejarás ser uma pessoa simples e construir uma vida simples.
            «Quando viveres a tua vida simples, verás, ao alcance da tua mão, pronta a ser tocada, a felicidade que julgavas inalcançável.
           «Quando viveres a tua vida simples, a alegria será o sol dos teus dias e a paz será a realidade no sonho das tuas noites.
            «E assim é!
Amigos Multi

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

... a magia acontece.


 DEIXA QUE A LUZ PENETRE EM TI… 
DEIXA QUE O CÉU SE RECLINE E TE ABRACE…
DEIXA QUE O VÉU DA NOITE SE APROXIME DO TEU SER 
E LIBERTE AS DÍVIDAS QUE O TEU DESAMOR FOMENTOU
E SÓ ASSIM CONSEGUIRÁS PERCORRER O CAMINHO DA HUMILDADE,
DA NOBREZA INTERIOR E DO CRESCIMENTO ETÉRICO.
  
          Trago pétalas de flores para te ofertar!
          Trago-te o cheiro do pão fresco e o perfume de mel de rosmaninho!
          Trago-te a luz do meu abraço de Irmão, de Mãe, de Pai, de Amigo… trago-te a emoção doce, quente e suave do Amor!
          Reclino o meu Ser no teu regaço e partilho contigo, de coração para coração, a tua saudade do Lar e a minha saudade de ti.
         Não me ouves, não me vês, mas sentes a vibração do meu Amor e a delicada fragrância dos perfumes de Casa. Esta será, pois, a ponte que nos une. Quero e decido tocar o teu coração e nele deixar a minha mensagem de confiança, de fé, de esperança… Venho dizer-te o quão amado és e mostrar-te o caminho da humildade, da nobreza interior e do crescimento etérico, a fim de que possas cumprir, no decorrer desta tua existência terrena, as promessas que a ti mesmo fizeste e perante nós – o teu Grupo de Suporte Multidimensional – assinaste e selaste.
           Cruzamos a ponte, ao teu encontro…
        Com perfumes de alecrim e de giesta te acenamos, tentando captar a tua atenção… e eis que nos percebes! Numa postura que acreditas ser perfeitamente casual, endireitas os ombros, fechas os olhos e respiras profundamente. Sentes-te em pleno campo – mato virgem, cores fortes, formas firmes, sons vibrantes e bem delineados… Crês-te no campo… Acredita: estás no campo! O teu corpo repousa no sofá da tua sala – é simplesmente o teu corpo físico, uma das muitas manifestações de ti –, mas o teu corpo etérico, aquela parte de ti que não tem massa, que não tem matéria física, essa parte, meu amor, viaja nas asas do vento, nos raios da lua, no tempo e no espaço.
            É esse o corpo com que te deslocas à noite, quando sonhas, ou de dia, quando imaginas – ou sonhas acordado –, ou quando devaneias pelo passado ou pelo futuro. É esse o corpo que te conduz por entre dimensões, e nas dimensões para além da Terra. Esse é o corpo que conduz a tua consciência quando decides abandonar o corpo físico – temporária ou definitivamente.
          Quando deslocas a tua consciência para o corpo etérico, vês-me, ouves-me, tocas-me – tocas a minha vibração. Isso acontece porque te movimentaste para uma dimensão mais subtil, aquela onde nos podemos SENTIR. O teu cérebro físico poderá não ter, ainda, a capacidade energética necessária para registar este encontro, mas a tua alma guardá-lo-á e dele te dará contas, no momento certo.
           Conduzo-te pela mão… deixa-te conduzir. À nossa frente abre-se a entrada de uma gruta, na encosta florida do monte. Da entrada da gruta jorra uma luz nacarada, misteriosa e convidativa. Entramos, de mãos dadas. Estou aqui para te conduzir, para te proteger, para te mostrar os caminhos. Confia!
A luz envolve-nos, acaricia-nos, traz-nos imagens, desperta memórias, reacende conhecimentos já esquecidos… DEIXA QUE A LUZ PENETRE EM TI e te recorde o SABER que é teu património.
            No centro da gruta, uma enorme concha, forrada de madrepérola, envia um apelo irresistível para que nela repousemos. Entramos na concha, reclinamo-nos… e fitamos um céu interior recamado de estrelas cintilantes. Olhar para esse céu traz-nos a consciência da nossa divindade. Vejo no teu olhar a pergunta que mentalmente formulas: “Em quantas daquelas estrelas haverá Vida, crescerão Humanidades?” DEIXA QUE O CÉU SE RECLINE E TE ABRACE e sentirás no âmago do teu Ser, no carinho desse abraço, a vibração de Amor que te é enviada por incontáveis Humanidades que crescem para a Luz num número igualmente incontável de astros existentes no céu que te envolve.
            Permanece calmo – eu seguro a tua mão! Aqui, na Gruta das Descobertas, a magia acontece! Liberta-te das amarras que te prendem às convenções humanas arquivadas no teu cérebro; abre-te – coração e mente – para o novo, o inesperado, o que já chamaste impossível, irrealizável, inimaginável! Escuta! Ouves o ciciar das vozes de outras esferas a segredar-te as boas-vindas? Ouves as vozes que cantam em surdina a epopeia das tuas viagens pela Terra? Ouves os suspiros dos Humanos de outros quadrantes que te pedem que não desistas, que continues a irradiar a tua luz para que eles próprios se não percam no escuro? Olha! Vês as formas de energia que revestem outras e tantas, tantas consciências? Vês a diversidade dessas formas? Muitas são as Moradas na Casa do Pai… e infinita a criatividade da Mãe, que a cada Filho criou único, especial, diferente, adequado ao seu mundo e sempre, sempre muito amado!
            Reclinados na concha nacarada – como se estivéssemos num Planetário! – continuo a segurar a tua mão. O céu estrelado sobre nós parece descer ao nosso encontro. A luz nacarada ganha, agora, um tom de azul índigo – um maravilhoso e envolvente azul índigo. Nada tens que temer, mas sinto-te tremer. Na envolvência do azul surgem pequenas aberturas – janelas de tempo. Por essas janelas são-te mostradas, em flashes rápidos, momentos da tua Vida (das tuas muitas vidas) em que esqueceste o AMOR… Não há censura, não há julgamento, não há reivindicação… Leio o teu coração e nele não vejo culpa: leio desejo de libertação, energia de integração; leio a tua mente e nela vejo consciência de aprendizagem, decisão de caminhar em frente!
            Ao influxo das decisões do teu coração e da tua mente, responde o céu azul índigo com uma envolvência suave; não temas, DEIXA QUE O VÉU DA NOITE SE APROXIME DO TEU SER E LIBERTE AS DÍVIDAS QUE O TEU DESAMOR FOMENTOU!
            O véu da noite envolve-nos agora… é macio como veludo, fresco como cetim, perfumado de alfazema. Uma a uma, as janelas do tempo abrem-se ainda mais, mostrando claridades douradas, violeta e rosa… para, em seguida, se fecharem, como se nunca ali tivessem estado. Sinto a Paz descer sobre ti. Essa Paz contém um sentimento profundo de humildade, colhido da grandiosidade de tudo o que acabaste de viver.
            O meu coração lê o teu coração, escuta-o, sente a música que dele brota em torrentes de gratidão. Sentes-te abençoado, honrado e dignificado! Valorizas e agradeces a bênção que representa o facto de, no incomensurável Universo de Deus, o Pai/Mãe se ter preocupado contigo e te ter mostrado as Suas maravilhas – a ti, que sempre te tens considerado tão insignificante!
            A expressão da tua gratidão accionou o mecanismo adequado no continuum espaço-tempo, e a concha nacarada que nos acolhe começa a deslocar-se na vertical, qual elevador descendente, a caminho de… do centro de Gaia, digo-te eu antes que formules a pergunta. Sei que, à medida que descemos, algo em ti parece subir, e quando alcançamos o coração da Mãe Terra, o imenso espaço brilhante onde cintilam as chamas da Força Divina, da Divina Sabedoria e do Divino Amor, vejo em ti, finalmente, a luz que me diz que sabes Quem És e, mais importante, que ACREDITAS que ÉS QUEM TU ÉS!
            Respeito o teu êxtase e deixo que integres no teu Ser toda a luz de Amor, Força e Sabedoria que ele está preparado para integrar.
Saímos de dentro da concha nacarada e, de pé, uno-me a ti numa vénia de reconhecimento e respeito.
A chama da Divina Sabedoria alteia-se, e uma língua de fogo dourado, que não queima, toca o teu coração. Eis por que aqui estás – para que seja activada em ti a tua própria Sabedoria Interior! Eis que assim é feito! 
            Delicadamente, reconduzo-te para o aconchego da concha de nácar que, qual elevador mágico, nos traz de novo para a gruta iluminada de cores ondulantes.
            Saímos da concha e dirigimo-nos para o exterior da Gruta das Descobertas. Delicadamente, magnetizo os teus sentidos etéricos, para que possam absorver e transportar para os seus correspondentes físicos a luz, as cores, a consciência da movimentação no espaço-tempo, o calor vivificante das chamas do coração de Gaia. Quando integrares o teu corpo físico e nele acordares, sentirás o perfume de alfazema e rosmaninho, de giestas, malmequeres, rosas e açucenas, lírios e estevas, estrelas-de-jardim e jasmim-dos-prados… Cada perfume te trará uma lembrança indefinida e doce, uma suave sensação de paz e gratidão, a certeza de que mereces o Amor…
            E ASSIM CONSEGUIRÁS PERCORRER O CAMINHO DA HUMILDADE, DA NOBREZA INTERIOR E DO CRESCIMENTO ETÉRICO*.
            Com a ternura com que cuido da tua Essência, ajudo o teu corpo etérico a reajustar-se no físico e, com alegria, vejo que reconheces os perfumes… a ponte está intacta!
           Viviate Neparimis

 *Crescimento etérico =  ampliação do Corpo de Luz.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Falando de milagres...


MILAGRES… ELES SÓ ACONTECEM PORQUE VOCÊ O PERMITE!

            Não é um milagre que as palavras, as ideias, nos surjam do nada? Não é um milagre que essas palavras e essas ideias se alinhem de uma forma harmoniosa, como se tivessem vontade própria e escolhessem o seu lugar numa frase que nem sequer foi esboçada ainda? Não é um milagre que desse alinhamento surja um texto coerente, que desenha teorias, conta histórias, embala na cadência da rima ou, até, transporta quem lê a mundos – reais ou fictícios – antes desconhecidos?
O ar céptico (ou será entediado?!) que adivinho em algumas expressões de quem me lê obriga-me a parar um pouco e a procurar dentro de mim a definição de “milagre”. Não no dicionário, ou na enciclopédia, ou na Internet: em mim! E encontro: “Milagre – acontecimento, ou ocorrência, não contemplados nas leis conhecidas de funcionamento do Universo; algo sem explicação racional, fora dos padrões conhecidos, convencionados e aceites pelas ciências sociais, naturais e humanas.” Aí está! Não me enganei! Assim sendo, e de acordo comigo mesma, o facto de explanar aqui, nesta página, as ideias que me vão surgindo – do nada! – é um milagre.
Não me acredita, não é leitor? Não o censuro. Hoje, dificilmente alguém acredita em milagres. Provavelmente, para si, milagre é a cura instantânea de um cego, de um paralítico, ou de um viciado em heroína; milagre será, para si, a transmutação da água em vinho, a inversão do percurso do Sol no céu… Ou será encontrar caído numa qualquer rua da sua cidade um bilhete da lotaria e ouvir, na próxima extracção, que foi premiado com a sorte grande?! Ou será a existência, no seu lar, de filhos saudáveis, alegres, bem-educados, bons alunos, bem parecidos, enfim, filhos que só lhe dão alegrias?!
Seja como for, leitor amigo, a sua definição de milagre é a sua definição de “milagre” e baseia-se nas suas experiências, nos seus conhecimentos, nos conceitos que interiorizou, ou não interiorizou. E está certo!
Numa coisa, no entanto, parece que estamos de acordo: os milagres não acontecem todos os dias…
… Ou será que acontecem?
Não será um milagre acordarmos todas as manhãs de posse de toda a nossa bagagem mental, emocional, espiritual e intelectual, depois de uma noite em que uma parte de nós, à nossa revelia, resolveu passear por tudo quanto é lugar estranho, “vivendo” aventuras e desventuras ainda mais estranhas e que, supostamente, não têm nada a ver connosco?
É, ou não é um milagre que o tempo não pare quando nos sentimos os seres mais infelizes do Universo?
É, ou não é um milagre que o mundo mantenha a mesma dimensão e a mesma forma quando a nossa felicidade é tão grande que sentimos que o podemos abraçar e apertar junto ao peito?
É, ou não é um milagre o nascimento de qualquer ser de qualquer reino da natureza?
Estou a entusiasmar-me, eu sei, mas é assim, sabem, as palavras surgem do nada…
Corro o risco de perder o leitor – também sei isso – mas, ainda assim, vou entrar na parte séria da questão. Então, vejamos:
Seja qual for a sua definição para o termo “milagre”, ele só se torna real para si – o milagre, quero eu dizer – se acreditar que o que está a ver, a ouvir, a sentir é, de facto, tão maravilhoso, tão fora do comum, tão oportuno, tão transcendental, tão… tão… que o deixa sem palavras, sem explicação – e sem vontade de dar ou de receber explicações, só para não quebrar o encanto – e com a sensação de ser o observador, ou o sujeito privilegiado de uma acção divina.
Para nós, humanos, o milagre é sempre acompanhado de uma boa dose de fé e de uma grande dose de aceitação – fé na nossa condição de merecedores; aceitação da dádiva merecida. Talvez que eu reformule um pouco a questão da aceitação… quanto à fé, está tudo bem… é preciso mesmo ter fé, ou seja, a firme confiança de que merecemos tudo de bom que a vida tem para nos dar, sem ser preciso especificar o quê… ou especificando, tanto faz! Agora a questão da aceitação… preciso é que clarifique as ideias… Ora bem: substituo aceitação por permissão. Enquanto que a primeira tem uma conotação de passividade, a segunda é dinâmica! Não acha, leitor?
Agradeço a sua concordância.
Confiando, então, que merecemos que os milagres aconteçam na nossa vida, vamos permitir que aconteçam…
… como está a acontecer comigo em relação às palavras, a estas mesmas palavras que o leitor está a ver. Sabe, é que eu li a afirmação em título e fiquei a olhar para ela… Esta agora! – pensei – Como é que eu vou desembaraçar esta meada, encontrar a ponta do fio e com ele construir uma peça sólida e útil? Então, lembrei-me de que a Graça Divina sempre nos vale quando é invocada – e foi o que fiz! – Invoquei a Graça Divina e pedi um milagre! Em seguida, coloquei o caderno firmemente em posição (escrevo sempre à mão), agarrei decidida na esferográfica e informei o meu Ser Interior – o meu Ser Superior, o meu Anjo Dourado, a Centelha Divina em mim – de que permitia que as palavras certas e as ideias coerentes e adequadas surgissem na minha mente, de forma a atingir o objectivo desejado: tornar límpida, clara, compreensível, a afirmação.
… E as palavras, e as ideias, aqui estão! A forma como elas surgem é, para mim, um milagre.
O leitor pode achar que isto é infantil, descabido, um nonsense… está no seu direito! Mas, se o fizer, não está a permitir-se reconhecer o meu milagre…e, ao não reconhecer os milagres de outrem, está a bloquear a energia de reconhecimento dos seus próprios milagres, isto é, está a resistir a dar-se permissão para que eles aconteçam.
Leitor amigo, permita que a sua vida seja uma sucessão diária de pequenos milagres… Veja-os acontecer nos momentos mais difíceis e nas horas mais felizes do seu dia. Aceitando e reconhecendo – permitindo – os pequenos milagres, está a fazer a endurance para os grandes milagres.
E agora vou contar-lhe um segredo: Quando retirar da sua vida a negação e a descrença, os milagres virão, imediata e definitivamente, preencher o vazio deixado! Acredite! Permita-se acreditar. Isso, só por si, já é um milagre!
Um outro segredo: Os milagres não acontecem só aos outros!
Iremos encontrar-nos mais vezes, leitor amigo, mas isso, garanto, não será milagre!
Que a Luz, a Paz e o Amor estejam no seu coração!
 M.Deus

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Meta a atingir.


ENCONTRA A RELÍQUIA QUE TE FOI DADA AQUANDO DA TUA CRIAÇÃO:
A TUA ESSÊNCIA DIVINA

            Nas tuas múltiplas descidas à Terra, isto é, através das inúmeras existências em que, num corpo físico, o teu Ser tem vindo a experienciar todas as facetas que a vida no plano material oferece - e mais todas as outras que os seres humanos têm criado e inventado -, dois processos simultâneos de evolução têm estado a acontecer: evolução da consciência terrena e evolução da consciência espiritual.
            Falo para todos vós, seres que decidistes escutar, ou sentir, a vibração desta voz sem voz. Falo para quem me lê. Falo para quem me escreve. Falo-vos em Amor Incondicional, com a Voz da Verdade.
            A evolução da consciência terrena tem-vos conduzido à conquista das águas, dos ares, do espaço. Tem-vos levado através do corpo humano e ao âmago das células, ao núcleo do átomo; tem-vos mostrado a face visível de outros astros além da Terra. As ciências, as variadas ciências, são, cada vez mais, terreno aberto que percorreis com confiança e à-vontade.
            A evolução da consciência espiritual tem sido mais lenta, menos uniforme: faz-se na sombra, no silêncio, intramuros; faz-se a medo, no temor do julgamento dos outros e no temor do próprio julgamento. E digo no temor do próprio julgamento porque os seres humanos não se consideram merecedores da luz, do amor divino, da partilha da liberdade do Espírito. Os seres humanos vivem sufocados na culpa, no receio do castigo de Deus, no desconforto da solidão da alma. Ainda há na Terra seres humanos que nem acreditam que têm alma! E na dimensão contígua à Terra física, ainda há seres espirituais que não acreditam em “espíritos”. Ainda há seres que não acreditam no Espírito, ou seja, na Entidade única que É Pura Energia – o Criador.
            Desta disparidade da curva evolutiva, nas suas duas variáveis, podemos tirar ilações.
            Por que tem sido tão acelerada a evolução da consciência terrena? E tão retardada a evolução da consciência espiritual? Não deveriam ter ocorrido a par uma da outra? Ou, até, não seria mais lógico que a segunda se adiantasse à primeira? Sim, seria desejável, mas as coisas são o que são e os factos aí estão. E um dos factos é o que nos mostra que a conquista dos segredos do infinitamente grande e do infinitamente pequeno, dos segredos do corpo humano e da manipulação das diversas forças telúricas e das matérias-primas à sua disposição levou a que o ser humano sobrevalorizasse as suas capacidades e competências, achasse que tudo o que consegue se deve somente à inteligência do seu cérebro, ao esforço da sua vontade, à força do seu braço, ao poder pessoal e ao poder das reservas monetárias de que pode dispor.
            A conquista terrena trouxe a emergência e o desenvolvimento do orgulho intelectual. O orgulho intelectual foi relegando para planos cada vez mais distantes a consciência divina. Tanto assim é que podemos encontrar grandes cientistas, físicos, matemáticos, informáticos e muitos outros luminares da Ciência que juram a pés juntos a verdade da descida do homem em solo lunar, mas negam, igualmente a pés juntos, a existência de Deus… E encontramos homens simples, pouco instruídos nas letras e nas artes, pouco vividos, os chamados “pouco evoluídos”, que negam a pés juntos que alguém alguma vez possa chegar à lua, mas afirmam, igualmente a pés juntos, que Deus é o Senhor do Universo e faz parte das suas vidas.
            Também é facto que o afastamento da alma, o esquecimento da parte divina de cada ser, provoca no ser o desconforto de quem se sente incompleto, incompreendido, desligado. Há sempre uma carência não preenchida, por mais que a vida o cumule de dádivas materiais; há sempre a sensação de isolamento, não importa quanta gente junte ao seu redor. Quando o desconforto se torna insuportável, o ser é compelido a procurar… só que, muitas vezes, não sabe o quê. O seu próprio desconforto, contudo, empurra-o para a frente, por todas as formas, até que encontre a ponta do fio que o conduzirá ao que, ou a quem lhe pode dar a mão, abrir a porta que o reconduzirá à parte esquecida de si mesmo.
            Aí, então, é necessário refazer, no sentido inverso, o caminho da vida. É preciso redimensionar valores e redistribuir prioridades.
            Não vos darei fórmulas mágicas nem manuais de instruções, pois cada ser humano, contido no Todo e do Todo parte integrante, é único e único será o seu processo de reencontro. Dou-vos, simplesmente, algo para começar.
            Para iniciar o processo, o humano deve olhar para si e amar quem É. Não com o amor narcisista e orgulhoso do Adónis da mitologia, mas com o amor respeitoso de quem se reconhece perfeito como é, seja qual for o aspecto do seu corpo. Deve amar quem É na totalidade: físico, moral, mental e espiritual. Este sentimento de amor por si deve ser ternamente amparado, cultivado, regado pela compaixão – com paixão – até ser capaz, de tão forte, de apagar sentimentos de culpa, de inferioridade, de não-merecimento, de incapacidade, ou quaisquer outros sentimentos que bloqueiem a alegria de viver e a felicidade de estar na Terra.
            O amor respeitoso por si mesmo traz o respeito por si mesmo – o desejo de preservar a saúde do corpo, a necessidade de limpar a mente, o anseio por alimentar e nutrir o campo emocional de beleza, liberdade, harmonia, luz.
            Com o respeito por si mesmo vem a harmonia, a paz interior. Quando a paz é uma conquista do coração, a vibração que ela irradia estende-se à mente e predispõe a mente para a aceitação da magia.
            A aceitação condiciona o juízo crítico… já não parece tão estranha a ideia de que os outros seres humanos são “o próximo”, são aqueles que devem ser amados, são irmãos! Até a ideia de que todos os seres são Criação de Deus se torna aceitável, pois, se calhar, existe mesmo um Deus…
            E eis que o olhar do humano se estende para além do próprio umbigo e ele/ela começa a ver, a VER a Terra, os seres humanos, os astros, a noite, o dia, as árvores, as flores, os animais, a luz e a sombra, a águas e o fogo, os ciclos da vida, os ciclos da Humanidade, os ciclos da Criação! E a grandiosidade de tudo o que coloca-o a si mesmo na perspectiva correcta: não diminuindo-o, mas engrandecendo-o como parte de tanta magnificência.
            O conhecimento da sua grandeza traz ao ser humano a humildade.
       A humildade permite ao ser humano reconhecer-se como Ser de origem divina, como Ser que transcende amplamente o corpo que julgou, no pretérito, ser a expressão máxima e única de si.
       O reconhecimento da sua origem divina permite ao humano redescobrir em si a luz, o amor incondicional, o anjo. Esta redescoberta prepara o Ser para mais altos voos, para mais maravilhosas descobertas… o anjo pode, agora, abrir as asas e voar…
            … Voar na procura da sua Essência Divina!
            Esta imagem que acima vos dou é uma imagem simbólica, pois nenhum voo levará nenhum humano ao encontro da sua Essência. Esta é uma viagem interior: uma viagem através da purificação dos sentimentos, da libertação das emoções que pesam, que doem, que entristecem; uma viagem que passa pelo controle e selecção dos pensamentos (o que implica acalentar e desenvolver os pensamentos construtivos, positivos, alegres, libertadores; pensamentos de abundância, de amor, de merecimento, de paz… e transmutar todos aqueles que não vibram na luz). É uma viagem com “Stop” nos desvios que levam ao sentimento de culpa e de inferiorização; uma viagem com “luz verde” para as avenidas do amor, da compaixão, do perdão, da paz interior; é uma viagem que mostra, ao longo do percurso, o melhor que há no Ser que a empreendeu.
            Esta viagem, contudo, não é uma mera figura de estilo! De facto, ao longo do processo, o Ser vai fazendo subir na escala vibratória sub-atómica a energia contida em cada uma das suas células. A dimensão quântica do Ser desloca-se da sua posição relativa no espaço e no tempo, elevando consigo o corpo físico, através do processo a que chamais criação do Corpo de Luz, ou Merkaba.
            Deslocando-se para campos cada vez mais luminosos, pelas leis da Atracção e da Compatibilidade Vibratória, inevitavelmente chegará o momento em que o Ser encontrará a Energia Sublimada que é a sua Essência: o núcleo de Amor saído da Mente de Deus e que é o molde donde se originam todas as formas que o Ser resolver escolher e utilizar como veículos da sua evolução através das Eras, das Humanidades e dos Universos. Esta também não é uma figura de estilo!
            No tempo da Criação, Deus colocou as sementes dos Seus Filhos nas miríades de estrelas-berço das humanidades. Essas sementes estelares, para vos dar uma ideia muito, muito pálida, são como as sementes do trigo que lançais è terra, ou como o pinhão que o vento leva para terreno fértil. Cada semente – tão pequenina, tão preciosa! – contém em si toda a informação necessária à germinação, à determinação da espécie, da altura que deve atingir, dos frutos que deve dar, da forma que deve adoptar, das qualidades curadoras que deve manifestar… (tudo aquilo a que o homem, normalmente, não presta atenção, aceitando simplesmente que é assim,,, e pronto!).
            A semente de cada Ser humano – a sua Essência Divina – aguarda, na estrela-berço, vigiada e cuidada por Seres de Luz e na vibração do Amor Puro, pelo tempo em que todos os aspectos de si (as múltiplas formas e individualizações que adoptou) se tenham purificado das impurezas agarradas pela descida a planos de mais baixa vibração e recomposto das imperfeições que os transplantes para outras estrelas, planetas ou universos lhes tenham causado, maculando a sua pureza. Nesse tempo, finalmente (e reparai que uso aqui a designação “tempo” simplesmente para vos dar a imagem mental que ao termo está associada, pois essa divisão sequencial não faz parte dos mundos da Luz), nesse tempo, dizia, o apelo do núcleo de Puro Amor da Essência, que permanentemente irradia o seu potencial magnético, será, finalmente, captado pelas formas purificadas, capacitadas para sentir a atracção, o chamamento e, numa expressão de pura alegria, fundir-se-ão: união cósmica no Amor!
            Quando todas as individualizações da Essência – existentes nos múltiplos planos e universos – alcançarem a vibração do Amor, na União Total e Perfeita, ganharão a força e o impulso para se unirem ao Criador. Num círculo perfeito…
            Amados companheiros na viagem de regresso, focai a meta do vosso e nosso percurso… focai a vossa Essência Divina, a relíquia de valor inestimável, fermento de quem vós sois, dada por Deus para que pudéssemos conhecer a Vida… focai-a como o porto de abrigo, o farol iluminado, a fonte fresca para além do deserto, e deslizareis nas mais alterosas ondas sem sentir a tempestade… a noite deixará de ser escura, pois os vossos olhos verão alto e longe… o deserto encher-se-á do murmúrio das águas e do cheiro verde das avencas… e desfrutareis da beleza da viagem, da aventura, da descoberta, da presença dos companheiros… da nossa Presença!
 Amigos Multi