terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Meta a atingir.


ENCONTRA A RELÍQUIA QUE TE FOI DADA AQUANDO DA TUA CRIAÇÃO:
A TUA ESSÊNCIA DIVINA

            Nas tuas múltiplas descidas à Terra, isto é, através das inúmeras existências em que, num corpo físico, o teu Ser tem vindo a experienciar todas as facetas que a vida no plano material oferece - e mais todas as outras que os seres humanos têm criado e inventado -, dois processos simultâneos de evolução têm estado a acontecer: evolução da consciência terrena e evolução da consciência espiritual.
            Falo para todos vós, seres que decidistes escutar, ou sentir, a vibração desta voz sem voz. Falo para quem me lê. Falo para quem me escreve. Falo-vos em Amor Incondicional, com a Voz da Verdade.
            A evolução da consciência terrena tem-vos conduzido à conquista das águas, dos ares, do espaço. Tem-vos levado através do corpo humano e ao âmago das células, ao núcleo do átomo; tem-vos mostrado a face visível de outros astros além da Terra. As ciências, as variadas ciências, são, cada vez mais, terreno aberto que percorreis com confiança e à-vontade.
            A evolução da consciência espiritual tem sido mais lenta, menos uniforme: faz-se na sombra, no silêncio, intramuros; faz-se a medo, no temor do julgamento dos outros e no temor do próprio julgamento. E digo no temor do próprio julgamento porque os seres humanos não se consideram merecedores da luz, do amor divino, da partilha da liberdade do Espírito. Os seres humanos vivem sufocados na culpa, no receio do castigo de Deus, no desconforto da solidão da alma. Ainda há na Terra seres humanos que nem acreditam que têm alma! E na dimensão contígua à Terra física, ainda há seres espirituais que não acreditam em “espíritos”. Ainda há seres que não acreditam no Espírito, ou seja, na Entidade única que É Pura Energia – o Criador.
            Desta disparidade da curva evolutiva, nas suas duas variáveis, podemos tirar ilações.
            Por que tem sido tão acelerada a evolução da consciência terrena? E tão retardada a evolução da consciência espiritual? Não deveriam ter ocorrido a par uma da outra? Ou, até, não seria mais lógico que a segunda se adiantasse à primeira? Sim, seria desejável, mas as coisas são o que são e os factos aí estão. E um dos factos é o que nos mostra que a conquista dos segredos do infinitamente grande e do infinitamente pequeno, dos segredos do corpo humano e da manipulação das diversas forças telúricas e das matérias-primas à sua disposição levou a que o ser humano sobrevalorizasse as suas capacidades e competências, achasse que tudo o que consegue se deve somente à inteligência do seu cérebro, ao esforço da sua vontade, à força do seu braço, ao poder pessoal e ao poder das reservas monetárias de que pode dispor.
            A conquista terrena trouxe a emergência e o desenvolvimento do orgulho intelectual. O orgulho intelectual foi relegando para planos cada vez mais distantes a consciência divina. Tanto assim é que podemos encontrar grandes cientistas, físicos, matemáticos, informáticos e muitos outros luminares da Ciência que juram a pés juntos a verdade da descida do homem em solo lunar, mas negam, igualmente a pés juntos, a existência de Deus… E encontramos homens simples, pouco instruídos nas letras e nas artes, pouco vividos, os chamados “pouco evoluídos”, que negam a pés juntos que alguém alguma vez possa chegar à lua, mas afirmam, igualmente a pés juntos, que Deus é o Senhor do Universo e faz parte das suas vidas.
            Também é facto que o afastamento da alma, o esquecimento da parte divina de cada ser, provoca no ser o desconforto de quem se sente incompleto, incompreendido, desligado. Há sempre uma carência não preenchida, por mais que a vida o cumule de dádivas materiais; há sempre a sensação de isolamento, não importa quanta gente junte ao seu redor. Quando o desconforto se torna insuportável, o ser é compelido a procurar… só que, muitas vezes, não sabe o quê. O seu próprio desconforto, contudo, empurra-o para a frente, por todas as formas, até que encontre a ponta do fio que o conduzirá ao que, ou a quem lhe pode dar a mão, abrir a porta que o reconduzirá à parte esquecida de si mesmo.
            Aí, então, é necessário refazer, no sentido inverso, o caminho da vida. É preciso redimensionar valores e redistribuir prioridades.
            Não vos darei fórmulas mágicas nem manuais de instruções, pois cada ser humano, contido no Todo e do Todo parte integrante, é único e único será o seu processo de reencontro. Dou-vos, simplesmente, algo para começar.
            Para iniciar o processo, o humano deve olhar para si e amar quem É. Não com o amor narcisista e orgulhoso do Adónis da mitologia, mas com o amor respeitoso de quem se reconhece perfeito como é, seja qual for o aspecto do seu corpo. Deve amar quem É na totalidade: físico, moral, mental e espiritual. Este sentimento de amor por si deve ser ternamente amparado, cultivado, regado pela compaixão – com paixão – até ser capaz, de tão forte, de apagar sentimentos de culpa, de inferioridade, de não-merecimento, de incapacidade, ou quaisquer outros sentimentos que bloqueiem a alegria de viver e a felicidade de estar na Terra.
            O amor respeitoso por si mesmo traz o respeito por si mesmo – o desejo de preservar a saúde do corpo, a necessidade de limpar a mente, o anseio por alimentar e nutrir o campo emocional de beleza, liberdade, harmonia, luz.
            Com o respeito por si mesmo vem a harmonia, a paz interior. Quando a paz é uma conquista do coração, a vibração que ela irradia estende-se à mente e predispõe a mente para a aceitação da magia.
            A aceitação condiciona o juízo crítico… já não parece tão estranha a ideia de que os outros seres humanos são “o próximo”, são aqueles que devem ser amados, são irmãos! Até a ideia de que todos os seres são Criação de Deus se torna aceitável, pois, se calhar, existe mesmo um Deus…
            E eis que o olhar do humano se estende para além do próprio umbigo e ele/ela começa a ver, a VER a Terra, os seres humanos, os astros, a noite, o dia, as árvores, as flores, os animais, a luz e a sombra, a águas e o fogo, os ciclos da vida, os ciclos da Humanidade, os ciclos da Criação! E a grandiosidade de tudo o que coloca-o a si mesmo na perspectiva correcta: não diminuindo-o, mas engrandecendo-o como parte de tanta magnificência.
            O conhecimento da sua grandeza traz ao ser humano a humildade.
       A humildade permite ao ser humano reconhecer-se como Ser de origem divina, como Ser que transcende amplamente o corpo que julgou, no pretérito, ser a expressão máxima e única de si.
       O reconhecimento da sua origem divina permite ao humano redescobrir em si a luz, o amor incondicional, o anjo. Esta redescoberta prepara o Ser para mais altos voos, para mais maravilhosas descobertas… o anjo pode, agora, abrir as asas e voar…
            … Voar na procura da sua Essência Divina!
            Esta imagem que acima vos dou é uma imagem simbólica, pois nenhum voo levará nenhum humano ao encontro da sua Essência. Esta é uma viagem interior: uma viagem através da purificação dos sentimentos, da libertação das emoções que pesam, que doem, que entristecem; uma viagem que passa pelo controle e selecção dos pensamentos (o que implica acalentar e desenvolver os pensamentos construtivos, positivos, alegres, libertadores; pensamentos de abundância, de amor, de merecimento, de paz… e transmutar todos aqueles que não vibram na luz). É uma viagem com “Stop” nos desvios que levam ao sentimento de culpa e de inferiorização; uma viagem com “luz verde” para as avenidas do amor, da compaixão, do perdão, da paz interior; é uma viagem que mostra, ao longo do percurso, o melhor que há no Ser que a empreendeu.
            Esta viagem, contudo, não é uma mera figura de estilo! De facto, ao longo do processo, o Ser vai fazendo subir na escala vibratória sub-atómica a energia contida em cada uma das suas células. A dimensão quântica do Ser desloca-se da sua posição relativa no espaço e no tempo, elevando consigo o corpo físico, através do processo a que chamais criação do Corpo de Luz, ou Merkaba.
            Deslocando-se para campos cada vez mais luminosos, pelas leis da Atracção e da Compatibilidade Vibratória, inevitavelmente chegará o momento em que o Ser encontrará a Energia Sublimada que é a sua Essência: o núcleo de Amor saído da Mente de Deus e que é o molde donde se originam todas as formas que o Ser resolver escolher e utilizar como veículos da sua evolução através das Eras, das Humanidades e dos Universos. Esta também não é uma figura de estilo!
            No tempo da Criação, Deus colocou as sementes dos Seus Filhos nas miríades de estrelas-berço das humanidades. Essas sementes estelares, para vos dar uma ideia muito, muito pálida, são como as sementes do trigo que lançais è terra, ou como o pinhão que o vento leva para terreno fértil. Cada semente – tão pequenina, tão preciosa! – contém em si toda a informação necessária à germinação, à determinação da espécie, da altura que deve atingir, dos frutos que deve dar, da forma que deve adoptar, das qualidades curadoras que deve manifestar… (tudo aquilo a que o homem, normalmente, não presta atenção, aceitando simplesmente que é assim,,, e pronto!).
            A semente de cada Ser humano – a sua Essência Divina – aguarda, na estrela-berço, vigiada e cuidada por Seres de Luz e na vibração do Amor Puro, pelo tempo em que todos os aspectos de si (as múltiplas formas e individualizações que adoptou) se tenham purificado das impurezas agarradas pela descida a planos de mais baixa vibração e recomposto das imperfeições que os transplantes para outras estrelas, planetas ou universos lhes tenham causado, maculando a sua pureza. Nesse tempo, finalmente (e reparai que uso aqui a designação “tempo” simplesmente para vos dar a imagem mental que ao termo está associada, pois essa divisão sequencial não faz parte dos mundos da Luz), nesse tempo, dizia, o apelo do núcleo de Puro Amor da Essência, que permanentemente irradia o seu potencial magnético, será, finalmente, captado pelas formas purificadas, capacitadas para sentir a atracção, o chamamento e, numa expressão de pura alegria, fundir-se-ão: união cósmica no Amor!
            Quando todas as individualizações da Essência – existentes nos múltiplos planos e universos – alcançarem a vibração do Amor, na União Total e Perfeita, ganharão a força e o impulso para se unirem ao Criador. Num círculo perfeito…
            Amados companheiros na viagem de regresso, focai a meta do vosso e nosso percurso… focai a vossa Essência Divina, a relíquia de valor inestimável, fermento de quem vós sois, dada por Deus para que pudéssemos conhecer a Vida… focai-a como o porto de abrigo, o farol iluminado, a fonte fresca para além do deserto, e deslizareis nas mais alterosas ondas sem sentir a tempestade… a noite deixará de ser escura, pois os vossos olhos verão alto e longe… o deserto encher-se-á do murmúrio das águas e do cheiro verde das avencas… e desfrutareis da beleza da viagem, da aventura, da descoberta, da presença dos companheiros… da nossa Presença!
 Amigos Multi

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