quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Falando de milagres...


MILAGRES… ELES SÓ ACONTECEM PORQUE VOCÊ O PERMITE!

            Não é um milagre que as palavras, as ideias, nos surjam do nada? Não é um milagre que essas palavras e essas ideias se alinhem de uma forma harmoniosa, como se tivessem vontade própria e escolhessem o seu lugar numa frase que nem sequer foi esboçada ainda? Não é um milagre que desse alinhamento surja um texto coerente, que desenha teorias, conta histórias, embala na cadência da rima ou, até, transporta quem lê a mundos – reais ou fictícios – antes desconhecidos?
O ar céptico (ou será entediado?!) que adivinho em algumas expressões de quem me lê obriga-me a parar um pouco e a procurar dentro de mim a definição de “milagre”. Não no dicionário, ou na enciclopédia, ou na Internet: em mim! E encontro: “Milagre – acontecimento, ou ocorrência, não contemplados nas leis conhecidas de funcionamento do Universo; algo sem explicação racional, fora dos padrões conhecidos, convencionados e aceites pelas ciências sociais, naturais e humanas.” Aí está! Não me enganei! Assim sendo, e de acordo comigo mesma, o facto de explanar aqui, nesta página, as ideias que me vão surgindo – do nada! – é um milagre.
Não me acredita, não é leitor? Não o censuro. Hoje, dificilmente alguém acredita em milagres. Provavelmente, para si, milagre é a cura instantânea de um cego, de um paralítico, ou de um viciado em heroína; milagre será, para si, a transmutação da água em vinho, a inversão do percurso do Sol no céu… Ou será encontrar caído numa qualquer rua da sua cidade um bilhete da lotaria e ouvir, na próxima extracção, que foi premiado com a sorte grande?! Ou será a existência, no seu lar, de filhos saudáveis, alegres, bem-educados, bons alunos, bem parecidos, enfim, filhos que só lhe dão alegrias?!
Seja como for, leitor amigo, a sua definição de milagre é a sua definição de “milagre” e baseia-se nas suas experiências, nos seus conhecimentos, nos conceitos que interiorizou, ou não interiorizou. E está certo!
Numa coisa, no entanto, parece que estamos de acordo: os milagres não acontecem todos os dias…
… Ou será que acontecem?
Não será um milagre acordarmos todas as manhãs de posse de toda a nossa bagagem mental, emocional, espiritual e intelectual, depois de uma noite em que uma parte de nós, à nossa revelia, resolveu passear por tudo quanto é lugar estranho, “vivendo” aventuras e desventuras ainda mais estranhas e que, supostamente, não têm nada a ver connosco?
É, ou não é um milagre que o tempo não pare quando nos sentimos os seres mais infelizes do Universo?
É, ou não é um milagre que o mundo mantenha a mesma dimensão e a mesma forma quando a nossa felicidade é tão grande que sentimos que o podemos abraçar e apertar junto ao peito?
É, ou não é um milagre o nascimento de qualquer ser de qualquer reino da natureza?
Estou a entusiasmar-me, eu sei, mas é assim, sabem, as palavras surgem do nada…
Corro o risco de perder o leitor – também sei isso – mas, ainda assim, vou entrar na parte séria da questão. Então, vejamos:
Seja qual for a sua definição para o termo “milagre”, ele só se torna real para si – o milagre, quero eu dizer – se acreditar que o que está a ver, a ouvir, a sentir é, de facto, tão maravilhoso, tão fora do comum, tão oportuno, tão transcendental, tão… tão… que o deixa sem palavras, sem explicação – e sem vontade de dar ou de receber explicações, só para não quebrar o encanto – e com a sensação de ser o observador, ou o sujeito privilegiado de uma acção divina.
Para nós, humanos, o milagre é sempre acompanhado de uma boa dose de fé e de uma grande dose de aceitação – fé na nossa condição de merecedores; aceitação da dádiva merecida. Talvez que eu reformule um pouco a questão da aceitação… quanto à fé, está tudo bem… é preciso mesmo ter fé, ou seja, a firme confiança de que merecemos tudo de bom que a vida tem para nos dar, sem ser preciso especificar o quê… ou especificando, tanto faz! Agora a questão da aceitação… preciso é que clarifique as ideias… Ora bem: substituo aceitação por permissão. Enquanto que a primeira tem uma conotação de passividade, a segunda é dinâmica! Não acha, leitor?
Agradeço a sua concordância.
Confiando, então, que merecemos que os milagres aconteçam na nossa vida, vamos permitir que aconteçam…
… como está a acontecer comigo em relação às palavras, a estas mesmas palavras que o leitor está a ver. Sabe, é que eu li a afirmação em título e fiquei a olhar para ela… Esta agora! – pensei – Como é que eu vou desembaraçar esta meada, encontrar a ponta do fio e com ele construir uma peça sólida e útil? Então, lembrei-me de que a Graça Divina sempre nos vale quando é invocada – e foi o que fiz! – Invoquei a Graça Divina e pedi um milagre! Em seguida, coloquei o caderno firmemente em posição (escrevo sempre à mão), agarrei decidida na esferográfica e informei o meu Ser Interior – o meu Ser Superior, o meu Anjo Dourado, a Centelha Divina em mim – de que permitia que as palavras certas e as ideias coerentes e adequadas surgissem na minha mente, de forma a atingir o objectivo desejado: tornar límpida, clara, compreensível, a afirmação.
… E as palavras, e as ideias, aqui estão! A forma como elas surgem é, para mim, um milagre.
O leitor pode achar que isto é infantil, descabido, um nonsense… está no seu direito! Mas, se o fizer, não está a permitir-se reconhecer o meu milagre…e, ao não reconhecer os milagres de outrem, está a bloquear a energia de reconhecimento dos seus próprios milagres, isto é, está a resistir a dar-se permissão para que eles aconteçam.
Leitor amigo, permita que a sua vida seja uma sucessão diária de pequenos milagres… Veja-os acontecer nos momentos mais difíceis e nas horas mais felizes do seu dia. Aceitando e reconhecendo – permitindo – os pequenos milagres, está a fazer a endurance para os grandes milagres.
E agora vou contar-lhe um segredo: Quando retirar da sua vida a negação e a descrença, os milagres virão, imediata e definitivamente, preencher o vazio deixado! Acredite! Permita-se acreditar. Isso, só por si, já é um milagre!
Um outro segredo: Os milagres não acontecem só aos outros!
Iremos encontrar-nos mais vezes, leitor amigo, mas isso, garanto, não será milagre!
Que a Luz, a Paz e o Amor estejam no seu coração!
 M.Deus

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