DEIXA QUE A LUZ PENETRE EM TI…
DEIXA QUE O CÉU SE RECLINE E TE ABRACE…
DEIXA QUE O VÉU DA NOITE SE APROXIME DO TEU SER
E LIBERTE AS DÍVIDAS QUE O TEU DESAMOR FOMENTOU
E SÓ ASSIM CONSEGUIRÁS PERCORRER O CAMINHO DA HUMILDADE,
DA NOBREZA INTERIOR E DO CRESCIMENTO ETÉRICO.
Trago pétalas de flores para te ofertar!
Trago-te o cheiro do pão fresco e o perfume de mel de rosmaninho!
Trago-te a luz do meu abraço de Irmão, de Mãe, de Pai, de Amigo… trago-te a emoção doce, quente e suave do Amor!
Reclino o meu Ser no teu regaço e partilho contigo, de coração para coração, a tua saudade do Lar e a minha saudade de ti.
Não me ouves, não me vês, mas sentes a vibração do meu Amor e a delicada fragrância dos perfumes de Casa. Esta será, pois, a ponte que nos une. Quero e decido tocar o teu coração e nele deixar a minha mensagem de confiança, de fé, de esperança… Venho dizer-te o quão amado és e mostrar-te o caminho da humildade, da nobreza interior e do crescimento etérico, a fim de que possas cumprir, no decorrer desta tua existência terrena, as promessas que a ti mesmo fizeste e perante nós – o teu Grupo de Suporte Multidimensional – assinaste e selaste.
Cruzamos a ponte, ao teu encontro…
Com perfumes de alecrim e de giesta te acenamos, tentando captar a tua atenção… e eis que nos percebes! Numa postura que acreditas ser perfeitamente casual, endireitas os ombros, fechas os olhos e respiras profundamente. Sentes-te em pleno campo – mato virgem, cores fortes, formas firmes, sons vibrantes e bem delineados… Crês-te no campo… Acredita: estás no campo! O teu corpo repousa no sofá da tua sala – é simplesmente o teu corpo físico, uma das muitas manifestações de ti –, mas o teu corpo etérico, aquela parte de ti que não tem massa, que não tem matéria física, essa parte, meu amor, viaja nas asas do vento, nos raios da lua, no tempo e no espaço.
É esse o corpo com que te deslocas à noite, quando sonhas, ou de dia, quando imaginas – ou sonhas acordado –, ou quando devaneias pelo passado ou pelo futuro. É esse o corpo que te conduz por entre dimensões, e nas dimensões para além da Terra. Esse é o corpo que conduz a tua consciência quando decides abandonar o corpo físico – temporária ou definitivamente.
Quando deslocas a tua consciência para o corpo etérico, vês-me, ouves-me, tocas-me – tocas a minha vibração. Isso acontece porque te movimentaste para uma dimensão mais subtil, aquela onde nos podemos SENTIR. O teu cérebro físico poderá não ter, ainda, a capacidade energética necessária para registar este encontro, mas a tua alma guardá-lo-á e dele te dará contas, no momento certo.
Conduzo-te pela mão… deixa-te conduzir. À nossa frente abre-se a entrada de uma gruta, na encosta florida do monte. Da entrada da gruta jorra uma luz nacarada, misteriosa e convidativa. Entramos, de mãos dadas. Estou aqui para te conduzir, para te proteger, para te mostrar os caminhos. Confia!
A luz envolve-nos, acaricia-nos, traz-nos imagens, desperta memórias, reacende conhecimentos já esquecidos… DEIXA QUE A LUZ PENETRE EM TI e te recorde o SABER que é teu património.
No centro da gruta, uma enorme concha, forrada de madrepérola, envia um apelo irresistível para que nela repousemos. Entramos na concha, reclinamo-nos… e fitamos um céu interior recamado de estrelas cintilantes. Olhar para esse céu traz-nos a consciência da nossa divindade. Vejo no teu olhar a pergunta que mentalmente formulas: “Em quantas daquelas estrelas haverá Vida, crescerão Humanidades?” DEIXA QUE O CÉU SE RECLINE E TE ABRACE e sentirás no âmago do teu Ser, no carinho desse abraço, a vibração de Amor que te é enviada por incontáveis Humanidades que crescem para a Luz num número igualmente incontável de astros existentes no céu que te envolve.
Permanece calmo – eu seguro a tua mão! Aqui, na Gruta das Descobertas, a magia acontece! Liberta-te das amarras que te prendem às convenções humanas arquivadas no teu cérebro; abre-te – coração e mente – para o novo, o inesperado, o que já chamaste impossível, irrealizável, inimaginável! Escuta! Ouves o ciciar das vozes de outras esferas a segredar-te as boas-vindas? Ouves as vozes que cantam em surdina a epopeia das tuas viagens pela Terra? Ouves os suspiros dos Humanos de outros quadrantes que te pedem que não desistas, que continues a irradiar a tua luz para que eles próprios se não percam no escuro? Olha! Vês as formas de energia que revestem outras e tantas, tantas consciências? Vês a diversidade dessas formas? Muitas são as Moradas na Casa do Pai… e infinita a criatividade da Mãe, que a cada Filho criou único, especial, diferente, adequado ao seu mundo e sempre, sempre muito amado!
Reclinados na concha nacarada – como se estivéssemos num Planetário! – continuo a segurar a tua mão. O céu estrelado sobre nós parece descer ao nosso encontro. A luz nacarada ganha, agora, um tom de azul índigo – um maravilhoso e envolvente azul índigo. Nada tens que temer, mas sinto-te tremer. Na envolvência do azul surgem pequenas aberturas – janelas de tempo. Por essas janelas são-te mostradas, em flashes rápidos, momentos da tua Vida (das tuas muitas vidas) em que esqueceste o AMOR… Não há censura, não há julgamento, não há reivindicação… Leio o teu coração e nele não vejo culpa: leio desejo de libertação, energia de integração; leio a tua mente e nela vejo consciência de aprendizagem, decisão de caminhar em frente!
Ao influxo das decisões do teu coração e da tua mente, responde o céu azul índigo com uma envolvência suave; não temas, DEIXA QUE O VÉU DA NOITE SE APROXIME DO TEU SER E LIBERTE AS DÍVIDAS QUE O TEU DESAMOR FOMENTOU!
O véu da noite envolve-nos agora… é macio como veludo, fresco como cetim, perfumado de alfazema. Uma a uma, as janelas do tempo abrem-se ainda mais, mostrando claridades douradas, violeta e rosa… para, em seguida, se fecharem, como se nunca ali tivessem estado. Sinto a Paz descer sobre ti. Essa Paz contém um sentimento profundo de humildade, colhido da grandiosidade de tudo o que acabaste de viver.
O meu coração lê o teu coração, escuta-o, sente a música que dele brota em torrentes de gratidão. Sentes-te abençoado, honrado e dignificado! Valorizas e agradeces a bênção que representa o facto de, no incomensurável Universo de Deus, o Pai/Mãe se ter preocupado contigo e te ter mostrado as Suas maravilhas – a ti, que sempre te tens considerado tão insignificante!
A expressão da tua gratidão accionou o mecanismo adequado no continuum espaço-tempo, e a concha nacarada que nos acolhe começa a deslocar-se na vertical, qual elevador descendente, a caminho de… do centro de Gaia, digo-te eu antes que formules a pergunta. Sei que, à medida que descemos, algo em ti parece subir, e quando alcançamos o coração da Mãe Terra, o imenso espaço brilhante onde cintilam as chamas da Força Divina, da Divina Sabedoria e do Divino Amor, vejo em ti, finalmente, a luz que me diz que sabes Quem És e, mais importante, que ACREDITAS que ÉS QUEM TU ÉS!
Respeito o teu êxtase e deixo que integres no teu Ser toda a luz de Amor, Força e Sabedoria que ele está preparado para integrar.
Saímos de dentro da concha nacarada e, de pé, uno-me a ti numa vénia de reconhecimento e respeito.
A chama da Divina Sabedoria alteia-se, e uma língua de fogo dourado, que não queima, toca o teu coração. Eis por que aqui estás – para que seja activada em ti a tua própria Sabedoria Interior! Eis que assim é feito!
Delicadamente, reconduzo-te para o aconchego da concha de nácar que, qual elevador mágico, nos traz de novo para a gruta iluminada de cores ondulantes.
Saímos da concha e dirigimo-nos para o exterior da Gruta das Descobertas. Delicadamente, magnetizo os teus sentidos etéricos, para que possam absorver e transportar para os seus correspondentes físicos a luz, as cores, a consciência da movimentação no espaço-tempo, o calor vivificante das chamas do coração de Gaia. Quando integrares o teu corpo físico e nele acordares, sentirás o perfume de alfazema e rosmaninho, de giestas, malmequeres, rosas e açucenas, lírios e estevas, estrelas-de-jardim e jasmim-dos-prados… Cada perfume te trará uma lembrança indefinida e doce, uma suave sensação de paz e gratidão, a certeza de que mereces o Amor…
…E ASSIM CONSEGUIRÁS PERCORRER O CAMINHO DA HUMILDADE, DA NOBREZA INTERIOR E DO CRESCIMENTO ETÉRICO*.
Com a ternura com que cuido da tua Essência, ajudo o teu corpo etérico a reajustar-se no físico e, com alegria, vejo que reconheces os perfumes… a ponte está intacta!
Viviate Neparimis

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