SEM A HUMILDADE DA ENTREGA,
NÃO CONSEGUIRÁS RECEBER O QUE TE CHEGA ÀS MÃOS.
A minha energia nunca se materializou na Terra. No entanto, reconheço as dificuldades que os seres humanos têm na comunicação com outras dimensões e energias. Por isso te digo: Não esperes ouvir uma voz que não tenho, sons que não posso materializar para os teus ouvidos. Sente, antes, o pensamento que nasce dentro de ti, e que é a tua sabedoria interior, amparada pela minha atenção, pela minha carinhosa supervisão. Supervisão, sim, mas não intromissão, repara bem. És absoluta e completamente livre para expressares o teu saber.
Procura no silêncio – lá encontrarás a música das letras, a dança das palavras, a marcha das ideias. Depois, deixa-as expressarem-se livremente, sem as peias da tua mente crítica.
Deixa o silêncio vibrar a canção do Universo! Não tentes sobrepor a tua própria canção.
Escuta no silêncio a minha voz, a tua voz, a voz de Deus. Fecha os ouvidos à voz da tua razão, que afirma que no silêncio só silêncio há.
Molda, amorosamente, o teu orgulho intelectual, até que o vejas transformar-se na aceitação de que, se muito sabes, muito, muito mais há para saber; se muito mereces, muito, muito mais há para merecer; se te falta - ou se te sobra - reconhecimento vindo do exterior, muito, muito mais reconhecimento te virá do Pai.
Molda, amorosamente, o teu orgulho espiritual, até que o vejas transformar-se na aceitação de que estás no lugar que tu própria escolheste, construindo a tua vida com as tuas próprias decisões, saboreando as vitórias, ou chorando o que chamas derrotas, e que nada mais são do que a tua criação.
Cala o teu orgulho humano que, insidioso, te segreda que mereces estar nesta ou naquela posição; que merecias ser dotada deste ou daquele atributo; que Deus/A Vida não faz justiça aos teus esforços e aos teus méritos e merecimentos.
Observa-te. Observa os teus orgulhos que, neste momento, todos emproados, em uníssono afirmam que não és nada assim, que este não é o teu retrato. Observa! Pode doer… e dói! Dói sempre comparar a vossa verdade com a Verdade!
Sente o meu afago! Sente as gotas de amor que caem no oceano da tua Alma – elas vêm da Fonte! Recebe-as e deixa que a sua suavidade alise as ondas de dor.
Serenado o tumulto em ti, a tua Alma será um oceano de paz e poderá refletir, sem distorção, até a mais pequena estrela do Universo.
Estás, agora, pronta a reconhecer que o orgulho – nas suas diferentes faces – te colocou numa redoma de vidro: vês, mas não vives; olhas, mas não tocas; está tudo mesmo ali, à tua frente, mas não te chega às mãos.
Tudo está – sempre esteve – ali para ti. Mas, como sempre quiseste, ou esperaste, mais, nunca estendeste a mão para receber.
Entrega, agora, ao Universo, os teus desejos, as tuas necessidades, as tuas esperanças. Reconhece que, sem a presença da Graça Divina na tua vida, sempre estarás isolada da Vida.
Liberta da visão ilusória do orgulho, entrega-te nas mãos amorosas do Pai e perceberás que podes, finalmente, abrir os braços e receber neles tudo o que a Vida tem para te dar.
Humildemente. Amorosamente. Sem julgamento!

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