segunda-feira, 24 de outubro de 2011


O BEM E O MAL NÃO EXISTEM: 
EXISTE, SIM, O SER, O SOU, E O PENSAMENTO CONSTRUTIVO.

 O bem e o mal são qualificações atribuídas pelos humanos a forças cujos mecanismos desconhecem; são qualificações que compartimentam em direcções diametralmente opostas os resultados de acções, palavras, sentimentos e, até, pensamentos – seus ou de outros humanos. O que é bem e o que é mal dependem muito do avaliador, e dependem, também, do sujeito da avaliação; dependem de critérios pessoais, de localização geográfica, de credo religioso, de raça, enfim, de variados factores. É certo que há valores que são, para o comum da Humanidade, considerados bons, enquanto que determinados comportamentos são, também consensualmente, considerados maus, o que estabelece fronteiras comportamentais que permitem que a Humanidade coexista de uma forma razoavelmente pacífica.
Estas designações de bem e de mal fazem parte do mundo dual onde nos movimentamos. Foram-nos necessárias durante a nossa infância como humanidade, a fim de que pudéssemos conhecer, por oposição, o que era, ou não, conveniente, aceitável, apropriado. É uma forma muito linear de colocar a questão, é certo, mas era assim que as coisas eram!
Passamos, aqui, um pouco ao lado das questões que se prendem com a infinita gradação qualificativa que se situa entre o excelente e o péssimo… porque, afinal, o que queremos dizer é que bem e mal não existem! Afirmação atrevida, esta, quando todos sabemos que praticar a caridade – por exemplo - é fazer o bem, e difamar o próximo é o grande mal das sociedades modernas! Então, em que é que ficamos?
Pois bem: e se a caridade praticada (com a melhor das intenções!) for considerada um insulto por aquele, ou aqueles, que supostamente deveria beneficiar? Deixará de ser bem? E se a suposta difamação se revelar, afinal, uma monumental verdade, e o conhecimento dessa verdade evitar que males maiores venham ao mundo? Continua a ser mal?
São exemplos e perguntas muito simples, muito básicos, os que atrás deixámos… mas podemos justapô-los a muitas e muitas outras situações. O importante, neste momento, é fazer-nos pensar. Quando o ser humano pensa como o Ser de Luz que É, aceita as situações que a vida coloca no seu caminho sem lhe colar rótulos, pois sabe que tudo o que existe tem uma razão para existir – seja aquilo que pode ser considerado "bem", seja aquilo que se possa achar que é "mal". Todas as situações existem para que o Homem possa exercitar as suas escolhas, tomar as suas decisões e seguir em frente; existem para que o Homem possa SER – experienciar-se através das suas escolhas.
Através das suas experiências, enriquecendo-se na sabedoria e no conhecimento das duas faces da moeda bem/mal, o Homem atingirá, num qualquer momento do seu percurso, o entendimento que o ilumina e lhe permite afirmar, convicto e radiante, EU SOU!
Na plenitude de Quem É, o Homem reconhece, afinal, que todas as suas experiências se misturaram, se diluíram, transformando-se no pensamento construtivo de si mesmo.
Em suma: O bem e o mal não existem – não têm existência própria e definida – existe, sim, o SER, o SOU e o PENSAMENTO CONSTRUTIVO! Uma e uma só Entidade!


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