domingo, 23 de outubro de 2011

Deslizando na gôndola da Vida...


GANHOS E PERDAS SÓ EXISTEM NA TERRA –
UM ESPÍRITO SINTONIZADO COM O UNIVERSO
TEM SEMPRE EXPERIÊNCIAS POSITIVAS.

 A vida é uma roda – costuma dizer-se – e umas vezes estamos em cima e outras vezes estamos em baixo, que o mesmo é dizer que, por ciclos, estamos ora em maré de sorte, ora em maré de azar. Para ilustrar esta imagem, o povo até tem um ditado: Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe! Sendo certo que a generalização é exagerada, não deixa de ser verdade que a vida nem sempre corre sobre rodas a toda a gente. Pessoas há, até, que parece terem nascido sob o signo da má sorte, pois tudo lhes acontece (tudo de menos bom, entenda-se!); outras, por sua vez, deslizam na gôndola da vida sob o sol da fortuna e do bem-estar. Porquê? – podemos perguntar-nos. Então não somos todos filhos de Deus? Porquê, então, a imensa diversidade de situações, na sua maior parte sem justificação visível e algumas, até, assemelhando-se a verdadeiras injustiças? Onde está a justiça divina? Onde está a infinita bondade de Deus? Porquê tantos de nós, seres humanos, contabilizamos ao longo da vida mais perdas do que ganhos em todas as vertentes da existência? E porquê outros tantos de nós contabilizam mais ganhos do que perdas na caminhada pela vida?
As interrogações que acima registamos, e que fazemos mais para nós do que para Deus, ou para o destino, ou para a sorte, ou para qualquer divindade em que acreditemos, normalmente não obtêm resposta. E não obtêm resposta pela simples razão de que o Universo – que engloba Deus, o destino, a sorte, ou qualquer divindade em que acreditemos – o Universo, dizia, não se dá ao trabalho de elaborar uma resposta que todo o ser humano sabe… sabe, mas não lembra! Só irá relembrar quando se sintonizar com o Universo - que engloba Deus, o destino, a sorte, ou qualquer divindade em que acreditemos!
Para nos ajudar a re-lembrar, para tocar na razão aquele ponto especial que a liga ao coração, ao SENTIR, vamos ouvir – ou ler – as palavras sábias de Quem, por muito alto colocado nas dimensões da Luz, tem a Autoridade e o Amor para nos falar da Realidade Única:
“Ouvi, meus Amigos, ouvi com os vossos ouvidos supra-físicos, a vossa história verdadeira. Ouvi com os ouvidos da criança inocente e pura que existe em vós. Ouvi com o coração e deixai que a energia das palavras que ressoam em vós toque em vós a música das esferas e vos transporte aos lugares e situações de que vos falo.
No princípio dos tempos da Terra, quando o planeta se tornou habitável, Deus ouviu os seus anjos: escutou os seus anseios, avaliou os seus projectos… eram tantos, tantos anjos, tantos projectos, tão grande o desejo de vivenciar a experiência da descida a uma dimensão nunca antes experimentada… que Deus se viu em sérias dificuldades para decidir quais os projectos - com oportunidade e viabilidade - que dariam ao seu autor o direito à viagem. A dificuldade era acrescida pelo facto de a Terra estar destinada a ser um planeta de livre-arbítrio. Era necessário, pois, ser bastante selectivo e não entregar a jóia azul a quem não desse, à partida, garantias de que não a iria danificar, ou mesmo destruir. Bem, mas Deus É Deus, portanto, num suspiro e num piscar de olhos resolveu o problema e deu livre-trânsito – e livre-arbítrio! – aos anjos que viriam povoar a Terra.
Por milhares de anos os anjos terrenos tiveram a consciência da sua origem – lembravam Quem Eram! No entanto, com o passar do tempo e perante todas as maravilhas colocadas à sua disposição, foram espaçando mais e mais a ligação mental – e espiritual – à sua origem. A densidade da matéria foi, lentamente, cimentando a sua acção isoladora e, quase sem se darem conta, os anjos humanos passaram a sentir-se simplesmente humanos. Com a consciência da humanidade, chegou o desejo de posse, a vontade de guardar para si e só para si as belezas e os frutos da Terra; chegou a consciência da individualidade e perdeu-se o conhecimento da dualidade humano/divino. O ser humano sentiu-se só, incompleto, com uma carência de Amor que nada parecia preencher. A carência de Amor – Amor Divino – era tão grande, tão grande a saudade de algo que o ser humano não sabia ser de Casa, que Deus, a Compaixão, decidiu conceder aos seus anjos terrenos uma benesse mais: e assim, de tempos em tempos, os seres humanos regressavam ao seu Lar espiritual, recuperavam a sua energia divina, fortaleciam a sua consciência, refaziam projectos e promessas e, uma vez saciados de Amor e de Luz regressavam à Terra. Chamaram morte à viagem de ida, e chamaram nascimento ao regresso. E agora eu vos direi que ao período de repouso no Lar deveriam chamar entre-vidas… mas os anjos humanos não guardam consciência terrena desses períodos de felicidade, reencontro e aprendizagem… nem acreditam neles!
Milhares de milhares de anos foram passando… Em cada uma das suas estadas na Terra – em cada vida – os humanos foram aprendendo, recordando, desbravando os caminhos da ciência, dos processos de cura… Por outro lado, alguns foram-se afastando cada vez mais da sua essência, da sua luz interior e, esquecidos de Quem São, enveredam por caminhos de destruição, desequilíbrio, desajuste aos seus propósitos iniciais…
Abro aqui um parêntesis para dizer duas coisas e aquietar os vossos corações: primeira – não devemos generalizar, pois muitos dos seres que parecem estar em desequilíbrio espiritual, ou afastados da sua essência divina, mais não estão a fazer do que a cumprir a sua parte do contrato que firmaram com outros seres no seu período entre-vidas. Eles são, assim, os mestres que proporcionam aos seus companheiros terrenos as oportunidades de aprenderem, de decidirem, de resolverem, de ascenderem na consciência evolutiva rumo à concretização do objectivo último de todos os seres humanos – a sua união com o Criador. Rotulados de “maus-da-fita” no plano terreno, eles são abnegados Seres de Luz no plano divino;
segunda – todos os anjos que desceram à Terra no princípio da sua criação, e que a ela têm regressado centenas, mesmo milhares de vezes, regressarão ao Lar e à sua condição de Anjos, não importa quando – no seu tempo chegarão. Iluminados estes pontos, retomo o fio da narrativa.
Em cada período de vida, os humanos foram criando entre si, para si próprios e para com a Terra, laços e dívidas de amor ou de ódio, de liberdade ou de escravidão, de mágoas ou de exaltação, de sombra ou de luz. Cada laço – acção, reacção, interacção – tecido de luz é um ganho, um degrau que o aproxima da sua essência divina. Então, direis vós, cada laço – acção, reacção, interacção – tecido de sombra é uma perda, um degrau que afasta o ser humano da sua essência divina. Pois não é, digo-vos eu! Essa é a interpretação, a imagem vista na Terra… mas vós, que me ouvis no vosso coração, vós que sentis o ressoar das palavras que os vossos olhos vêem e o vosso cérebro processa, vós que conheceis agora, embora a traços muito largos, muito, muito largos, um pouco da vossa história, podeis SENTIR que qualquer perda, qualquer perda que seja, seja ela de carácter espiritual, intelectual, social, emocional, financeiro, afectivo, ou de qualquer outra valência, é sempre uma experiência positiva.
Sinto a perplexidade em alguns de vós. Leio a dúvida nas vossas mentes: “Como pode uma perda ser uma experiência positiva?” Parai um pouco a vossa mente – saí dela e ouvi-me com o vosso novo conhecimento. Vou colocar as coisas de outra maneira:
Ao criar entre si, ou para si, laços sombrios, ou carma negativo, como vós dizeis, e ao ter consciência deles, reconhecendo-os, em qualquer momento da sua vida – das suas muitas vidas – como amarras que o impedem de ser livre e evoluir espiritualmente, o Ser acaba sempre por decidir transformar esses laços em laços de luz. Estas resoluções são tomadas a nível do espírito, normalmente no período de preparação para um novo nascimento na Terra – entre-vidas, portanto -, e são apoiadas, secundadas e seguidas pelos Anjos Guardiães do Ser, que o acompanham SEMPRE. Uma vez regressado à 3D, a densidade da matéria impede a lembrança a nível do consciente, mas o espírito encaminhará sempre o humano para as situações e para as oportunidades que lhe permitam dar cumprimento aos seus propósitos. Ora este cumprimento raras vezes adquire uma forma agradável, pois transformar desamor em amor, reparar erros e reajustar desajustes exige firmeza de carácter, por vezes sacrifício, cedência, entrega, enfim, situações e vivências que, vistas pelo lado humano, podem ser consideradas como “perda”. Mas, a nível espiritual, é um “ganho”, pois transmuta a sombra em luz, o “carma negativo” em energias de amor e de pacificação. É, pois, uma experiência positiva.
Seres há, também, que decidem experienciar na Terra situações de perda pela experiência em si: querem ter o conhecimento e a sensação inerentes à perda. O conhecimento e o sentimento que a perda projecta servirão a estes seres de fiel da balança no seu julgamento de outros seres seus irmãos, permitindo-lhes ajudá-los, com conhecimento de causa, a encontrar o equilíbrio e a retirar as ilações correspondentes às situações de perda vivenciadas… É uma experiência positiva!
Quanto aos ganhos, dificilmente poderão ser considerados experiências não positivas… a não ser que esses “ganhos” sejam ilícitos, ou violem o direito colectivo ou individual, ou, ainda, sejam motivo de contração de débito moral, espiritual ou físico para com algo, alguém, ou a própria Terra. Mas, ainda assim, não deixam de ser experiências e servirão o seu propósito… e se houver lugar a reajuste, ele far-se-á no devido tempo e lugar. Para o ser humano, contudo, ganhos são sempre ganhos e colocam-no num estado de consciência positivo e favorável à evolução.
Como vêem, transformámos ganhos e perdas em experiências positivas. Como? Porquê? Para quê?
Como: colocando-nos em sintonia com o Universo, olhando de um ponto mais distante e mais alto, de forma a abarcar o início da linha temporal da Terra e as causas e efeitos das interacções humanas.
Porquê: porque é importante, é essencial que o ser humano alivie a carga de sofrimento que para si mesmo canaliza ao enfatizar o que de menos bom lhe acontece, ao mesmo tempo que se esquece de agradecer todos os seus “ganhos”.
Para quê: para que o ser humano recorde que é um Ser Divino que um dia apresentou a Deus um projecto do qual constava, entre outras coisas, o seu desejo de experienciar e viver todas as experiências e vivências só possíveis num planeta da terceira dimensão e de livre-arbítrio e, de posse dessa consciência, enfrente com alegria e amor todas as experiências – todas elas experiências positivas! – que ainda possa ter no seu caminho; para que o ser humano erradique de si a culpa, o medo do “castigo”, e recorde que o Pai/Mãe o aguarda à porta de Casa, de braços abertos, seja qual for o percurso que escolha para o regresso e seja qual for o tempo que demore a regressar.
Se alguma dúvida ainda em vós surgir – e elas surgirão no momento em que enfrentardes as vossas experiências – centrai-vos no vosso coração, deixai que ele vos recorde que é hora de esquecer as avaliações da Terra – sempre eivadas de erro -,   e de vos sintonizardes com o Universo, alargando os vossos horizontes até ao infinito e resgatando a vossa sabedoria e a vossa divindade.
Agradeço-vos na Luz, meus Irmãos de Luz.”
Nós, humanos/divinos, vos agradecemos também. Muito nos deixastes para pensar e SENTIR!


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