sábado, 22 de outubro de 2011

Falamos, hoje, de Beleza.


A BELEZA INTERIOR ENCAMINHA-NOS PARA A ASCENSÃO,
ENQUANTO QUE O CONHECIMENTO DA BELEZA EXTERIOR
NOS LEVA AO INVERSO

Quando nos referimos à “beleza interior” de alguém, queremos dizer que esse alguém possui sentimentos dignos, compassivos, amistosos, pacíficos; queremos dizer que manifesta pensamentos positivos, ordenados, criadores e criativos; referimo-nos à alegria espontânea, à calma, à ponderação, ao gesto que acaricia sem tocar e à palavra que cura pela simples inflexão amorosa que transporta e vibra em cada som; queremos, enfim, e de uma maneira geral, pôr em evidência o “halo” energético que se irradia de determinados seres e que nos faz desejar a sua presença, apreciar a sua companhia, valorizar a sua conversação, achar que têm um “não-sei-o-quê” que os faz destacarem-se entre os demais. A beleza interior ressalta dos poros como perfume e cria aos nossos olhos uma imagem harmoniosa, agradável, bela, não importa que aspecto, cor, estatura ou idade tenha o ser que a irradia. É uma beleza que se cultiva “por dentro” e não necessita, para se evidenciar, de moda ou cosmética.
Um dos atributos da beleza interior é o desconhecimento de si própria… ou, dela havendo consciência, a sua aceitação como estado natural do ser, sem envaidecimento e sem postura de superioridade. Podem camuflar-se pensamentos, fingir sentimentos, jogar com as palavras e manipular as acções, mas nada disso se pode fazer com a vibração que se irradia e leva o selo, a marca, de cada um de nós. A beleza interior é, pois, a reflexão da divindade do Ser.
Sendo uma condição de luz, compaixão e amor, a beleza interior é o veículo vibratório perfeito para nos conduzir nos caminhos da ascensão, ou seja, cria em nós patamares de compreensão, harmonização e comunhão com Deus e com todos os outros seres da Criação que nos permitem pensar, sentir, falar e agir cada vez em maior consonância com a nossa Essência Divina.
Que não assome à vossa consciência a ideia de que um ser interiormente belo não pode ter um aspecto exterior que lhe permitiria ser modelo fotográfico, se o desejasse! Ou que um ser exteriormente perfeito não pode aspirar a possuir também, ou viver e transmitir, a mais atractiva beleza interior! Não é assim tão simples! Uma coisa não exclui a outra! Há muitos e muitos seres que aliam as duas vertentes da beleza! A questão da incompatibilidade põe-se quando o ser exteriormente belo e pouco fortalecido na consciência de Quem É assume que o corpo e o “status” definem Quem Ele É. Partindo desse errado pressuposto, o ser foca a sua consciência na beleza externa e vive em função dela, olvidando a sua ascendência divina.
Quando a beleza exterior se torna mais importante do que as características do espírito, há um esquecimento momentâneo dos objectivos da alma. Sem objectivos definidos, velada a luz que nos guia nos caminhos tortuosos e densos, muitas vezes solitários, da 3.ª dimensão, perdemos a capacidade de vibrar nas frequências do Amor Incondicional, da compaixão fraterna, da luz e do perdão. Voltamo-nos para nós próprios, na nossa\ condição humana, e colocamos o Ego num altar, pois o altar dentro de nós não pode ficar vazio. O nosso coração deixou de voar alto, no êxtase das regiões subtis que escondem o nosso Lar e, pesado dos sentimentos terrenos, vagueia pelas veredas ladeadas por uma felicidade ilusória, transitória e fútil. Deixámos, temporariamente, de ascender, de elevar a consciência e, eventualmente, num maior ou menor grau, estamos a descer os degraus ascensionais já conquistados.
Mas, atenção: cada momento é o momento perfeito para a mudança! Tudo tem o seu tempo e o seu lugar – e esse tempo é AGORA e esse lugar é AQUI! Tudo tem a sua função no jogo perfeito que a Humanidade está a jogar! Quem sabe se a experiência do retrocesso, quando dela se toma consciência, não serve de trampolim para mais altos voos do Ser? Quem sabe? Disse Jesus: Há mais alegria no céu por um ‘pecador’ que se arrepende…
Amigos Multi

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