QUANTO TEMPO SERÁ NECESSÁRIO PARA PERCEBERES
QUE O TEMPO NÃO EXISTE E, PORTANTO, NÃO TE É PRECISO?
Poderíamos encetar aqui e agora uma longa discussão sobre as teorias de Einstein, sobre a curvatura do espaço-tempo e, enfim, citar, ponderar e rebater palavras, conceitos e opiniões que tantos e tantos seres humanos já debateram, continuam e continuarão a debater e que têm por tema o tempo. (Este tem sido um tópico muito falado, acredita! Não direi desde os primórdios da sua criação, mas desde os primórdios do uso da imaginação, o homem tem dedicado ao tempo muito do seu tempo, sendo que um dos sonhos que têm atravessado as épocas é a criação de uma “máquina-do-tempo” que o possa transportar para a época que deseje visitar).
Até mesmo a introdução ao tema – a existência/não existência do tempo – coloca as acções num espaço temporal. Ora repara: agora, debateram, continuam, continuarão…há, aqui, uma localização no momento (agora) e a enumeração de uma acção continuada – o que nos remete para o tempo. Então, como é que te venho dizer que o tempo não existe? À primeira vista, parece uma brincadeira, ou um contra-senso.
É certo que na Terra, onde as dimensões são lineares (comprimento, largura, altura…), faz sentido que a dimensão escolhida para representar o continuum das acções (o tempo) também seja considerada linear. Faz sentido, mas não corresponde à realidade, ainda que os relógios continuem a assinalar que um dia tem 24 horas e os calendários nos digam que há doze meses num ano, com número diferente de dias. O tempo é uma criação ilusória e, como qualquer ilusão que se preze, não tem existência real. Aquilo a que chamas tempo é uma “janela” inter-dimensional aberta para o Agora. Quando se abre a janela, o horizonte mostra, conforme a focagem, as acções e acontecimentos que já ocorreram, ou as acções e acontecimentos que projectas como probabilidades. Por norma, o momento presente é sempre o mais difícil de focar – raramente vives no momento presente, no Agora – tal como te é difícil ler uma folha de papel que colocas mesmo junto aos olhos – o ângulo de visão é demasiado pequeno e o ponto focal perde-se.
Tudo o que dizes que acontece por acção do tempo – o envelhecimento, o crescimento, a maturação, a decomposição, a mudança, seja ela qual for – acontece simplesmente por força de leis naturais. É a natureza, e não o tempo, que origina as mudanças; são leis naturais – leis do Universo – as que promovem a sucessão dos dias e das noites, da maior ou menor duração do período de luz solar. Nada disto é ação daquilo a que chamas tempo!
Vejo a confusão e a dúvida a espelharem-se nos teus olhos… Vou colocar-te uma questão: O tempo é rigorosamente dividido, medido e contado, não é? Do nanossegundo aos milhões de milhões de anos-luz, verdade? Convencionou-se que essas medidas – essas divisões do tempo – seriam iguais em todo o planeta. Muito bem! É ponto assente a divisão rigorosa do tempo. Como se justifica, então, que uns momentos de espera ansiosa custem tanto a passar? Que 60 minutos de sofrimento te pareçam longas horas? Que dias de angústia transformem o teu rosto numa máscara envelhecida, como se por ti tivessem passado largos anos? E como podem ser “largos anos”? Então os anos não têm todos a mesma medida? E como explicas que os momentos de alegria voem rápidos como o vento? Que anos de felicidade e vida pacífica rejuvenesçam o teu rosto? Que horas ocupadas numa tarefa que te dê prazer pareçam poucos minutos? Não te faz confusão que os anos pareçam ter passado e deixado as suas marcas no aspecto físico (e noutros…) dos que foram teus colegas de escola, enquanto que tu tens de ti a ideia da mesma pessoa que eras – jovem, ágil, bem-parecida, cheia de vida? Não te perturba que, se deixares voar a imaginação, voe também a hora de marcar o ponto no emprego, pois perdeste completamente a noção e o controlo do tempo? Ou daquilo a que chamas tempo…
O tempo não existe e, não existindo, não te faz falta!
Agora, é alarme o que vejo nos teus olhos! Vejo a saltar da tua mente a pergunta: ”Se deixar de contar com o tempo, como é que vou gerir a minha vida?”
Nova questão: Já reparaste que as pessoas que deixam de usar relógios, ao fim de um certo período – dias, ou meses, divisões naturais dos ciclos da vida – são capazes de te dizer, com uma aproximação de poucos minutos, as horas que o teu relógio marca? E que essas mesmas pessoas estabeleceram para si mesmas rotinas tão adequadas que conseguem estar sempre no sítio certo no momento certo? E já te apercebeste de que são mais descontraídas, mais bem dispostas, libertas do stress causado pela consulta permanente do relógio? Essas pessoas confiam no seu instinto, na sua intuição, no seu relógio biológico e, mais importante, no poder da sua mente para “manipular” a variável multidimensional a que na Terra se chama tempo.
Não é minha intenção iniciar uma campanha para acabar com o tempo no planeta! Isso seria, nesta altura do campeonato, lançar o caos no mundo! Quero, isso sim, chamar a tua atenção para a possibilidade que todos os humanos têm de viver no ritmo da natureza, fluindo com a Vida, guiando-se pela ordem natural do Sol, da Terra, da Lua e das Estrelas, abrindo-se para a certeza de que tudo o que é importante lhe será desvendado e que terá as oportunidades e os momentos adequados para realizar as ações necessárias, tanto à sua vida diária quanto à sua vida cósmica, desde que seja essa a sua intenção – intenção pura, visando o seu maior bem e o maior bem do TODO. Não precisas de tempo, só precisas de tomar decisões e implementá-las!
Amigos Multi

Sem comentários:
Enviar um comentário