terça-feira, 8 de novembro de 2011

Como a um Deus...


AMA-TE A TI COMO SE FOSSES UM DEUS:
ASSIM ESTARÁS A RESPEITAR O UNIVERSO

 Nem imaginam como é divertido estar a ver as vossas expressões faciais ao lerem o título desta pequena conversa! Desde os olhos arregalados de espanto, ao sorriso que levanta só um dos cantos da boca, passando pela expressão chocada que está mesmo a dizer “isto é uma blasfémia!” e uma outra máscara facial que tem escrito “isto não é alimentar o narcisismo? Como é possível que nos digam isto numa mensagem destas?”, os vossos rostos são frases vivas!. Há, também, as expressões de puro horror daqueles de entre vós que foram educados na crença de que é pecado “invocar o Santo Nome de Deus em vão”, quanto mais amar-se como se ama a Deus: puro horror!. “Para mim, chega, não leio nem mais uma linha”, já ouvi dizer. “Só podem estar a brincar connosco!”, também já ouvi.
Pois bem, a todos vós eu digo: continuem a ler, não tenham medo, nenhum mal vos vem de umas quantas linhas que não têm outro objectivo senão o de vos fazer olhar ao espelho e ver um reflexo diferente do que têm visto até hoje… (mais olhares de espanto!). É isso mesmo: nenhum mal vem ao mundo, e muito menos a vós… e, quem sabe, talvez mudem a vossa opinião!
A ti, que perdeste o medo e continuas ligado, ou ligada, a esta energia, me dirijo agora:
- Qual é, para ti, o maior atributo de Deus? Esquece agora o Omnipotente, o Omnipresente, o Omnisciente que aprendeste a papaguear sem ligar maior importância ao significado profundo de cada uma destas qualidades. Pensa… pensa um pouco… Entendo que a tua resposta fica presa no fundo da garganta, porque tudo isto é tão novo para ti, estás tão confuso, que não sai nada. Vamos fazer assim: eu vou continuar como se isto fosse um monólogo, embora possas interromper sempre que queiras e fazer as perguntas que entenderes, está bem? Leio no teu rosto a aquiescência, pelo que continuo.
«Ora bem, supondo que respondias que o maior atributo de Deus é ser Criador, poderias sentir a energia do meu sorriso de respeito e aprovação. Não que uma outra qualquer resposta que expresse a tua opinião não me merecesse igualmente respeito – merece! E aprovação também, pois as tuas opiniões são formadas de acordo com as tuas vivências e os teus conceitos sobre a vida, e isso merece-me todo o respeito. Mas, adiante. Pois é, Deus é Criador: é O Criador de Tudo o que existe – aquilo que conheces, sabes e vês, e aquilo que não conheces, não sabes e não vês. Deus criou o Todo. E, conforme te ensinaram na mais tenra idade, Deus criou o Ser Humano à Sua imagem e semelhança. E mais: deu-lhe o poder de criar (à sua semelhança!) quando o colocou sobre a Terra e lhe disse: “Eis aqui a Terra – conquistai-a pelo Amor. Para o poderdes fazer, crescei e multiplicai-vos.”
«E o Ser Humano começou a criar: criou uma consciência de indivíduo, depois uma consciência grupal; mais tarde, criou uma consciência de família, de protecção, de subsistência, de conforto, de descoberta, de inovação, de tecnologia, de ciência, de conquista do desconhecido, de expansão… enfim, o Ser Humano criou tudo aquilo que hoje compõe o seu habitat sobre a Terra. Não que todas as suas criações sejam boas, pacíficas e amorosas (o Homem ainda está a meio caminho da conquista da Terra pelo Amor…), mas, ainda assim, são as suas criações…
«O Ser Humano cresceu, portanto (é claro que não estou a falar de estatura física – embora talvez também não fosse descabido…), utilizando os maravilhosos recursos de que Deus o havia dotado, desenvolvendo-os, aperfeiçoando-os, burilando a mente e fortalecendo a vontade – utilizando, em suma, o seu poder criador.
«Ao mesmo tempo que "crescia", o Ser Humano multiplicou-se. (Faço aqui um parêntesis para te recordar que o Ser Humano se multiplicou por uma ordem directa de Deus: “crescei e multiplicai-vos.” O nascimento do Humano é, portanto, uma acção divina e o acto de amor que lhe dá origem é o Poder Criador posto em acção, pelo que nos merece a maior veneração e cuidado).
«Até aqui, tudo bem? Posso continuar?
«O teu sorriso é a minha resposta. Então, vamos lá continuar.
«Outro dos maravilhosos atributos de Deus é o Amor. Todo o acto de criação é uma manifestação de Amor. Antes que a dúvida se concretize na tua mente e assome aos teus olhos, esclareço que sim, é verdade: todo o acto de criação é uma manifestação de Amor! Ainda que a criação (a concepção) de um ser – isto para dar um exemplo real e muito comum nestes tempos – possa resultar, ou resulte, de um acto de agressão, de violência, de violação... ainda assim, é uma manifestação de Amor: Amor pelo Ser que tem uma oportunidade de regressar à Terra, ainda que esse Amor só venha a ter expressão do lado espiritual da vida.
«Quando plantas as flores do teu jardim, quando lanças o trigo à terra recém-lavrada ou enxertas as árvores do pomar, não consideras isso um acto, uma manifestação de Amor? E não tens a consciência de que estás a ser, em colaboração com Deus, um Criador? Crias beleza, abundância, variedades sãs de frutos e árvores mais perfeitas e produtivas – ou seja, ao criar, estás a receber! Puro Amor!
«Sempre te disseram que tens uma alma e que, quando o teu corpo tiver cumprido o seu ciclo de vida na Terra, a tua alma regressa para junto de Deus. O que não te disseram é onde é que “mora” a tua alma! Nem de onde ela veio! Assumes vagamente que te terá sido dada quando nasceste, estará algures por aí num lugar tão indistinto que nem vale a pena tentar localizá-lo e que, ao regressar a Deus, ponto final.
«Pois eu te digo que não é assim! Não faças esse ar de dúvida, que eu digo e repito: não é assim! A informação está incompleta e peca por inconsistência.
«Quando nasceste, não te foi dada uma alma: a alma pré-existe em relação ao corpo. Aliás, a alma existe desde o Momento Único da Criação, quando o Todo teve origem na Mente de Deus. Sim, a TUA ALMA! Ou melhor, a essência de Quem Tu És. Cada Ser sobre a Terra (e não só, mas isso é outra história) tem uma alma que existe desde o princípio dos tempos e que vem acumulando experiências de cada vez que decide regressar à Terra. Sim, porque a alma vem muitas e muitas vezes à Terra, usando um corpo diferente de cada vez e vivendo muitas e variadas situações que cria e programa tendo em conta o objectivo que aqui a traz. A alma existe no corpo e para além dele; está presente em cada átomo de cada célula do Ser Humano e em cada átomo dos vários corpos subtis desse mesmo Ser. Quando se diz que a alma regressa a Deus, deveria dizer-se que regressa às dimensões espirituais a que pertence, ou seja, as dimensões onde a sua capacidade vibracional se compatibiliza. A alma leva consigo… ah!, mas deixa-me dizer ainda uma coisa: a alma não regressa a Deus, pela simples razão de que nunca deixou de estar com Deus! Deus É a Energia de Amor que dá Vida a Tudo e está presente em tudo (daí ser Omnipresente). Como ia dizendo, a alma leva consigo a essência de tudo o que o Humano viu, pensou, disse, aprendeu, fez, criou, amou (ou não!) durante o tempo em que utilizou um corpo da terceira dimensão. E todo esse acervo de experiências faz com que a alma cresça em luz (conhecimento), em amor, em compaixão, em auto-consciência de Si e do Universo.
«Do que atrás fica dito, fácil é concluir que o Ser Humano é, também, um Ser Divino, que partilha com Deus os poderes da criação, da multiplicação e da eternidade… da eternidade, sim, não faças esse ar crítico de quem acha que, desta vez, "me passei" completamente. Então não te tenho vindo a dizer que a alma que é a tua Alma, como cada alma de cada Ser Humano, existe desde o princípio dos tempos e regressa à Terra sempre que o decide? Está bem, faltou-me dizer que, nos períodos em que fica nas dimensões mais elevadas (de vibração mais subtil), a alma continua a aprender, a evoluir, a crescer em Luz e em Amor e que esse crescimento só cessará quando a sua vibração for tão, mas tão elevada que se transforme em Energia Pura, momento em que se integra na Energia da Fonte, em Deus Pai/Mãe…
«OK, estás quase KO com tanta informação nova e surpreendente… vamos respirar profundamente, parar um pouco e deixar que tudo assente… devagarinho…
«Muito bem! Vejo que já posso continuar… Vamos lá, com calma, abre a tua mente e o teu coração e procura SENTIR, não só a verdade nas palavras, mas também a energia que elas transmitem.
«De posse deste conhecimento que, devo dizer, para a tua Alma não tem nem um pingo de novidade, diz-me lá se não olhas para ti com um novo olhar?! Com um renovado Amor?! Mesmo que, ao olhares para ti, só vejas o corpo físico, sabes – e sentes – que ele abriga e é contido pela Alma – essa Alma que é parte de Deus, que vive eternamente, que absorve a essência de todos os teus actos, palavras, sentimentos e emoções para os transformar em experiência enriquecedora da Experiência Divina. Esse olhar para ti tem, inevitavelmente, que ser diferente agora: o teu corpo merecer-te-á um respeito mais elevado e a consciência da tua Presença Divina fará bater mais forte o teu coração.
«O conhecimento de que cada Ser Humano partilha das mesmas dádivas e atributos de que te sentes possuidor fará com que o olhes como irmão – validando, consciente e efectivamente, a constantemente repetida afirmação de Jesus de que todo o Homem é Seu irmão e irmão de cada outro Homem, seu próximo.
«Será que ainda te choca a afirmação de que deves amar-te a ti como se fosses um Deus?
«Se não te amares a ti, como podes amar os outros?
«Se não te olhares como se fosses um Deus, como podes considerar os outros semelhantes a Deus?
«Se não trouxeres à concretização a teoria (!) que diz que foste criado à imagem e semelhança de Deus, como podes demonstrá-la?
«Se não demonstrares a hipótese – se não concretizares a teoria – como podes olhar de frente para o Universo?
«O Universo contém as Verdades, quer o Ser Humano as recorde, quer não, acredite nelas, ou não, e amares-te como se fosses um Deus é a mais elementar manifestação de respeito a aceitação de uma Verdade, sobretudo quando ela é tão evidente como esta.
«Deixo-te, agora, antes que a tua cabeça dê um nó e bloqueie toda a energia de Amor que, carinhosamente, deposito sobre ela.
«Como a um Deus, beijo-te as mãos e agradeço a dádiva da tua paciência.
«Ah! A expressão do teu rosto vale um poema!

Namastê!
Amigo Multi

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